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Dinheiro na mão é vendaval

Bolsonaro vai analisar “prós e contras” da autonomia do BC antes de sancionar

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Brasil Econômico

Medida foi aprovada na Câmara e no Senado, mas precisa passar por sanção da presidência
Lorena Amaro

Medida foi aprovada na Câmara e no Senado, mas precisa passar por sanção da presidência

Em live no seu canal no YouTube, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nessa quinta-feira (11) que pode vetar pontos da proposta aprovada pela Câmara na quarta-feira (10). A autonomia do Banco Central (BC) ainda precisa passar pela sanção presidencial. 

“A Câmara aprovou a autonomia do Banco Central, projeto que veio do Senado, e como foi acordado alguns vetos que eu não tomei conhecimento ainda, na live de quinta-feira eu espero tratar aqui da autonomia do Banco Central, prós e contras disso aí”, disse Bolsonaro sem especificar as medidas que analisaria. 

A proposta que traz mais autonomia à instituição foi aprovada por 339 votos a favor e 114 contra. O objetivo é a desvinculação da pasta da economia, para que as decisões do BC sejam livres de ações políticas, e se tornem estritamente econômicas.

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Presidente ressaltou que a medida tratá mais estabilidade  para o país e tranquilidade aos bancos. 

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Novo Bolsa Família pode ter reajuste automático; entenda

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Novo Bolsa Família pode ter reajuste automático
Reprodução/ACidade ON

Novo Bolsa Família pode ter reajuste automático

O relator do Auxílio Brasil, deputado Marcelo Aro (PP-MG), quer criar um dispositivo de reajuste automático do benefício pela inflação. Além disso, Aro quer alterar as faixas de pobreza e extrema pobreza de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do país, segundo informa a Folha de São Paulo.

“A MP [do Auxílio Brasil] é uma carta de boas intenções, mas ele não fala em números; não delimita o que é pobreza e extrema pobreza, por exemplo. O texto precisa trazer valores definidos e uma correção natural, como pela inflação, para que o cidadão saiba de fato o que vai acontecer”, afirmou Aro à Folha.

Atualmente o benefício é reajustado quando o governo deseja. A ideia contraria o plano do governo de não criar aumento permanente das despesas públicas.

O governo Bolsonaro não reajustou o benefício desde que assumiu o Planalto. O último aumento foi em julho de 2018, na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB). Estima-se que a defasagem do benefício esteja próxima a 20%.

Se o valor fosse corrigido pela inflação do período, estaria hoje em patamar de aproximadamente R$ 219. O Auxílio Brasil promete pagar R$ 300. 

As faixas de pobreza (critérios de entrada para o benefício) também não sofrem reajuste desde 2018. Se corrigidas pela inflação passarão a valer os valores:

  • Pobreza: sai de para sai de R$ 178 para R$ 207,30 por mês;
  • Extrema pobreza: sai de R$ 89,01 para R$ 103,60 por mês.

Os patamares que estão em avaliação pelo governo são de R$ 95 e R$ 190, ou seja, serão reajustados, mas mantém-se defasados.

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