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Dinheiro na mão é vendaval

Bolsonaro recria Ministério do Trabalho e Onyx ocupa quarta cadeira no governo

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O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Emprego e Renda, Onyx Lorenzoni
Palácio do Planalto/Flickr

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Emprego e Renda, Onyx Lorenzoni

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (28) a recriação do Ministério do Trabalho e Previdência, cujo ministro será Onyx Lorenzoni. O braço direito de Jair Bolsonaro no Planalto ocupará sua quarta vaga no governo, já foi ministro da Cidadania, da Casa Civil, Secretário Geral da Presidência e agora cuidará do Emprego e Renda. 

O decreto foi assinado pelo Ministro Paulo Guedes, e representa o 23º ministério do governo Bolsonaro, que havia prometido, em campanha, governar com apenas 15. O ministério nasce robusto, com 13 secretarias e 7 conselhos e câmaras.

A ‘mini reforma ministerial’ promovida pelo presidente se deu em função da acomodação de Ciro Nogueira na Casa Civil, segundo interlocutores, “para melhorar o diálogo com o Senado”. Com isso, o antigo ocupante do cargo, Luiz Eduardo Ramos, deve ir para o antigo posto de Lorenzoni, a Secretaria Geral Presidência. 

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Ciro postou ontem (27) que aceitou o convite de Bolsonaro, que prometeu ” a alma do governo” ao líder do Centrão. 


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Atraso na PEC dos precatórios ameaça Auxílio Brasil e Roma se diz “preocupado”

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Ministro da Cidadania queria que a proposta fosse aprovada no Legislativo no início de novembro
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Ministro da Cidadania queria que a proposta fosse aprovada no Legislativo no início de novembro

O ministro da Cidadania, João Roma, disse nesta quarta-feira (27) que está “bastante preocupado” com o atraso para aprovação da PEC dos precatórios . A proposta estava na pauta da Câmara dos Deputados ontem, mas os deputados não chegaram a um acordo e adiaram o texto

A PEC é vital para viabilizar o novo benefício social administrado pela sua pasta, o Auxílio Brasil . Sem a aprovação do texto, não sobra espaço fiscal no Orçamento para os R$ 400 prometidos pelo governo. 

Segundo Roma, seria “muito importante” que a PEC fosse aprovada “ainda no início de novembro”, já que os depósitos estão previstos para o início deste mês.

“Não há mais tempo hábil”, alertou Roma, que chegou nesta noite para mais uma reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Ao mesmo tempo, ele comemorou a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de que pode levar a PEC direto ao plenário após sua aprovação na Câmara, evitando as comissões.

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Após o encerramento da sessão que estava analisando a PEC, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniu em seu gabinete com líderes de partidos e três ministros do governo Bolsonaro, João Roma (Cidadania), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Ciro Nogueira (Casa Civil). Eles conversaram sobre estratégias para alcançar maioria e votar o texto na quarta-feira da semana que vem. Lira, porém, não descartou a hipótese de tentar a votação ainda nesta quinta, cenário considerado improvável pelos líderes e até por Ciro Nogueira.

O presidente da Câmara ainda terá, durante a madrugada, conversas para tentar construir um consenso.

Sempre é possível fazer ajustes (no texto). Estou saindo agora para falar com deputados da oposição. Foi feita agora uma reunião com líderes da base, com a presença do ministro Ciro Nogueira, com a ministra Flávia, com o ministro João Roma. E agora vou conversar com membros e líderes da oposição e tentar chegar a uma composição plausível.”

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Assim como os demais líderes, Lira atribuiu o adiamento às dificuldades do retorno ao trabalho presencial.


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