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Dinheiro na mão é vendaval

Bolsa sobe com otimismo pela reforma tributária; dólar opera com volatilidade

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Dólar opera com volatilidade
Juliana Nascimento

Dólar opera com volatilidade

O dólar opera com volatilidade ante o real no início desta segunda-feira. A moeda terminou com baixa mensal pela primeira vez, em abril, após chegar a ultrapassar os R$ 5,80 no ano. A Bolsa, por sua vez, tem alta , com ajuda de bancos e empresas do setor de transporte e pelo otimismo com a votação da reforma tributária , marcada para hoje (3).

Na semana, os investidores aguardam dados relativos à economia americana, como resultados industriais e sobre o mercado de trabalho formal . No cenário interno, o evento mais importante é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa a se reunir amanhã para definir a nova taxa básica de juros, a Selic, que está na casa dos 2,75% .

Por volta de 10h30, a divisa americana era negociada a R$ 5,43, alta de 0,02%, depois de já ter registrado baixas. No mesmo horário, o índice Ibovespa subia 0,25%, aos 119.193 pontos.

No noticiário político, os investidores aguardam possíveis evoluções no andamento da Reforma Tributária, após sinalizações positivas do presidente da Câmara dos Deputados,  Arthur Lira (PP-AL).

Eles também seguem acompanhando os ruídos da CPI instalada no Senado para investigar o combate à pandemia feito pelo governo. Os três ex-ministros da Saúde devem comparecer à Comissão, nesta semana.

A expectativa de juros baixos nos Estados Unidos, o que foi reafirmado pelo banco central do país na semana passada, e a continuaçao dos estímulos econômicos por parte do governo americano também favorecem países emergentes, como o Brasil, uma vez que os investidores tendem a buscar rendimentos mais lucrativos em outros mercados.

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Ações da Petrobras sobem

“Na esteira do fluxo de notícias misto e de uma dinâmica de mercado positiva no exterior, esperamos uma abertura de viés neutro/positivo para ativos de risco locais”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em relatório matinal.

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) caíam 0,26% e as prefrenciais (PETR4, sem direito a voto), a 0,08%. As ordinárias da Vale (VALE3) têm queda de 0,07.

Nas altas, destaque para os papéis ordinários da Ecorodovias (ECOR3), que sobem 8,06%.

Após já ter arrematado o leilão de concessão de um trecho de 850,7 quilômetros da rodovia BR-153, na semana passada, participando de um consórcio, a empresa chegou a um acordo com o governo de São Paulo para prorrogar o contrato de concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes até março de 2033. Atualmente, esse acordo tinha prazo final em março de 2024.

As ações ordinárias do BB Seguridade (BBSE3) também começaram o dia com alta firme de 8,06%.

O braço de seguros e previdência do Banco do Brasil anunciou, nesta segunda-feira, que teve lucro líquido de 977,06 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 10,7% em relação ao mesmo período de 2020, beneficiado pela maior rentabilidade de suas aplicações.

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Boletim Focus: mais inflação

Segundo o Boletim Focus , relatório semanal divulgado pelo BC, com as expectativas de agentes de mercado, a inflação deve atingir a marca dos 5,04% ao final de 2021, ante os 5,01 da semana passada.

O índice deve terminar 2022 na casa dos 3,61%. Em relação ao PIB, houve melhora nas projeções. Agora, os agentes de mercado esperam um resultado de 3,14% ao final desse ano contra os 3,09% da semana anterior.

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Para o término do ano que vem, a expectativa é de um crescimento de 2,1%, uma queda em relação aos 2,34% do relatório anterior.

As projeções para câmbio e para a taxa básica de juros, a Selic, mantiveram-se inalteradas para o término deste ano, a 5,40% e 5,50, respectivamente. Quando à Selic, a projeção para o fim de 2022 foi a 6,25%, ante 6,13%, da semana passada.

Bolsas no exterior

As bolsas europeias operavam no positivo na parte da manhã, influenciadas por dados econômicos que podem indicar recuperação de economias do continente.

Por volta de 09h44, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,12%. Em Frankfurt, a alta era de 0,77 e , em Paris, de 0,66%.

O índice que mede o desempenho da indústria na zona do euro subiu para 62,9 pontos em abril ante 62,5 pontos em março.

Na Alemanha, o setor mostrou um crescimento em abril. O índice do país se manteve na casa dos 66,2 pontos no mês. O número é ligeiramente abaixo do obtido em março, 66,6 pontos, mas representa a segunda melhor marca desde 1996.

Ainda na Alemanha, as vendas do varejo subiram em março, chegando ao melhor patamar desde o início das restrições provocadas pela Covid-19.

Segundo dados da agência de estatísticas do país Destatis, divulgados nesta segunda-feira, elas aumentaram 7,7% no mês, com ajuste sazonal.

Na Ásia, o dia foi de movimento menor, por feriados em vários países. Na China e Japão, por exemplo, as bolsas estivera fechadas. Em Hong Kong, houve queda de 1,28%.

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Senado aprova marco legal do câmbio, que promete Real mais conversível

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Senado aprova marco legal do câmbio, que promete Real mais conversível
Fernanda Capelli

Senado aprova marco legal do câmbio, que promete Real mais conversível

O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto que propõe alterações na legislação cambial do país e amplia as possibilidades de abertura de conta em dólar no Brasil. O texto, aprovado em votação simbólica, segue para sanção presidencial.

A proposta foi enviada pelo Banco Central (BC) para o Congresso em outubro de 2019 e aprovada pelos deputados em fevereiro. Nove meses depois, os senadores também concordaram com a matéria e não fizeram alterações ao texto.

A aprovação desse texto é uma das etapas para tornar o Real mais conversível no exterior, um dos objetivos do BC. A ideia é facilitar que a moeda seja mais utilizada em outros países, além de auxiliar o trabalho de exportadores e importadores no país.

O projeto estabelece que compete ao Banco Central regulamentar as contas em moeda estrangeira no país. Na exposição de motivos do projeto, o BC destacou a possibilidade de “gradualmente e com segurança, expandir a possibilidade de pessoas físicas e jurídicas serem titulares de contas em moeda estrangeira no Brasil, a exemplo do que já é permitido nas economias avançadas e nas principais economias emergentes”.

“Cabe ressaltar, no entanto que, uma vez autorizado pelo Congresso Nacional, mediante a aprovação desse projeto de lei, essa permissão para ampliar o leque de contas em moeda estrangeira no Brasil será conduzida de forma gradual e prudente, alinhada ao processo de aprofundamento dos fundamentos macroeconômicos e financeiros da economia brasileira”, diz o documento assinado por Roberto Campos Neto, presidente do BC.

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Dessa forma, a aprovação do projeto não possibilita a livre abertura de contas em moedas estrangeiras de imediato, mas dá ao BC a prerrogativa de regulamentar o processo.

No relatório, o senador Carlos Viana (PSD-MG) defende que a possibilidade que pessoas físicas e empresas abram conta em moeda estrangeira aproxima o Brasil de práticas comuns em economias desenvolvidas e pode aumentar a eficiência em algumas situações.

“Por exemplo, empresas que fornecem insumos a empresas exportadoras eventualmente poderiam ter contas em moeda estrangeira, o que permite a realização de um hedge natural para as empresas exportadoras que têm receitas em moeda estrangeira. Isso reduz custos para as empresas no mercado brasileiro que pertencem à cadeia produtiva do mercado exportador ou importador, aumentando a eficiência cambial e, em última instância, beneficiando o consumidor”, apontou o relator.

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Atualmente, as contas em moeda estrangeira já são permitidas em alguns casos, como o de agentes que operam no mercado de câmbio, emissores de cartão de crédito internacional e prestadores de serviço de turismo.

Exportação

Na avaliação do relator do projeto no Senado, o projeto aprovado simplifica o uso da moeda brasileira no exterior e promove um ambiente propício para facilitar a conversibilidade do Real.

“A conversibilidade contribui para reduzir os custos de captação (juros pagos para emissão de dívida) tanto para o setor público quanto privado. Além disso, permite aprofundar a integração financeira e beneficia as empresas nacionais com relacionamentos com o exterior e as entidades que realizam transações com o Brasil”, diz no relatório.

Uma das alterações no sentido de simplificar as operações de câmbio é a determinação de que as instituições que operem no mercado não precisarão exigir dos clientes dados ou certidões que estejam disponíveis em bases de dados próprias, públicas ou privadas de acesso amplo.

Para o setor de comércio exterior, o projeto permite eliminar algumas restrições dos exportadores no uso de recursos mantidos em países estrangeiros.

Além disso, compra ou venda de moeda estrangeira em espécie no valor de até US$ 500 entre pessoas físicas serão mais simples e não precisarão passar pelas exigências regulatórias do Banco Central.

O texto ainda muda o limite de entrada ou saída de recursos em espécie de R$ 10 mil para US$ 10 mil sem a necessidade de declaração. A ideia é atualizar o valor, já que o limite foi criado em 1994, início do Plano Real, quando o Real tinha o mesmo valor do dólar.

Mais conversibilidade

A maior internacionalização do Real é um dos pilares da agenda de inovação do Banco Central na atual gestão. O projeto vem sendo defendido pelo presidente da instituição, Roberto Campos Neto, como uma etapa necessária para modernizar o sistema financeiro no país.

Em suas apresentações, Campos Neto costuma citar o Open Banking, o Pix e a inovação da moeda como fatores relevantes para simplificar, internacionalizar e aprimorar a conversibilidade do Real, o que resultaria, em um momento futuro, na moeda digital.

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