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Dinheiro na mão é vendaval

BNDES prevê repassar R$ 45 bilhões à União em 2021, mas não garante pagamento

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Banco de fomento registrou lucro líquido de R$ 5,3 bilhões no período, impactado pela venda de debêntures da Vale
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Banco de fomento registrou lucro líquido de R$ 5,3 bilhões no período, impactado pela venda de debêntures da Vale

O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) informou nesta quinta-feira que planeja devolver R$ 45 bilhões à União ainda neste ano. No entanto, a manutenção do cronograma depende dos níveis dos juros este ano. A informação foi comunicada durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre do banco, que registrou lucro líquido de R$ 5,3 bilhões no período, impactado pela venda de debêntures da Vale.

Com o resultado, o banco de fomento registrou lucro líquido de R$ 15,1 bilhões no primeiro semestre de 2021, o triplo do mesmo período do ano anterior.

O valor que o BNDES pretende devolver faz parte de um montante de R$ 100 bilhões remanescentes de empréstimos feitos pelo Tesouro para o BNDES e outros bancos públicos através da emissão direta de títulos públicos, operação que foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O processo é de 2015, e desde então o BNDES vem negociando com o governo a devolução dos recursos, que somaram R$ 426 bilhões.

Segundo Bianca Nasser, diretora de Finanças do banco, o cronograma do BNDES prevê que esses R$ 100 bilhões sejam pagos em duas vezes, sendo R$ 45 bilhões este ano, e R$ 55 bilhões no ano que vem. No entanto, é possível que haja mudanças de acordo com a capacidade de pagamento do órgão.

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“A gente tem que levar em consideração diversos indicadores do banco e até obviamente o fato de esses recursos estarem aplicados em operações de crédito atualmente, ou não, para poder confirmar esse cronograma. Trimestralmente a gente tem feito essas análises e avaliado a nossa capacidade.”

O BNDES encerrou o segundo trimestre deste ano com R$ 150 bilhões em caixa. Segundo Bianca, o banco segue em um nível de liquidez elevado e não vê dificuldades em atender às demandas esperadas de desembolso.

Presidente do BNDES, Gustavo Montezano explicou, porém, que mesmo com liquidez e com esse valor em caixa, não há garantias de que será possível fazer a devolução dos R$ 45 bilhões.

“Como a curva de juros abriu, se o banco fizer esse pagamento hoje, antecipando o valor, incorre com prejuízo financeiro. A premissa que a gente enviou ao TCU é que não teria perda financeira ou econômica para o banco com esse pagamento. E caso a curva permaneça aberta, ou juros altos na curva longa, como está hoje, a gente vai pagar um pouco mais devagar, para não incorrer em perda de patrimônio.”

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Em julho, o BNDES devolveu ao Tesouro Nacional cerca de R$ 16,5 bilhões.

Vale impactou no lucro líquido

O lucro líquido de R$ 15,1 bilhões do BNDES no primeiro semestre contou com R$ 6 bilhões da venda de participações da Vale e R$ 1 bilhão da Klabin.

No segundo trimestre, o lucro líquido “foi fortemente influenciado pelo resultado líquido na venda de debêntures da Vale, de R$ 2,1 bilhões, e por receita com dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) das empresas investidas, com destaque para Petrobras e Eletrobras”, diz a nota do BNDES.

A inadimplência acima de 90 dias se manteve em um patamar baixo, porém passou de 0,01% em 31 de dezembro para 0,19% em 30 de junho, o que segundo o banco é um nível inferior à média do Sistema Financeiro Nacional (2,30% em 30 de junho).

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CNI critica reajuste da Selic

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Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro
Reprodução Twitter CNI

Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  elevou nesta quarta-feira (8) a taxa básica de juros da economia (Selic) para 9,25%.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, por um novo aumento da taxa básica de juros a economia em 1,5 ponto percentual. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os últimos dois trimestres de retração do Produto Interno Bruto (PIB) deixaram evidente o quadro adverso da atividade econômica. Além disso, efeitos defasados do aumento da Selic devem contribuir, nos próximos meses, para desestimular ainda mais o consumo e, por consequência, desacelerar a inflação. “Dessa forma, um aumento menos intenso da Selic, em conjunto com as elevações anteriores, já seria mais que suficiente para levar a inflação até a meta, sem que o Banco Central aumentasse a probabilidade de recessão”, avaliou Andrade.

Em nota, a CNI argumenta sobre a razão deste cenário. “As restrições nas condições de crédito para consumidores e empresas poderiam ter seu ritmo reduzido. A decisão do Banco Central por um sétimo aumento expressivo da Selic vai de encontro a essa necessidade, aumentando o custo do financiamento e desestimulando a demanda, justamente em um momento em que muitas empresas ainda estão se recuperando”.

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De acordo com a Federação das Indústrias do Rio (Firjan), o aumento da taxa Selic em 1,5% já era esperado, tendo em vista a elevação no nível dos preços de forma disseminada e, sobretudo, a deterioração do quadro fiscal. Por outro lado, os dados mais recentes revelam queda da atividade econômica. Além disso, as perspectivas para 2022 já são de crescimento fraco.

Em nota, a Firjan avalia “que o cenário econômico que se projeta, de maior expansão do gasto público, requer a aprovação de reformas estruturais que sejam capazes de trazer sustentabilidade para as contas públicas. Apenas com responsabilidade fiscal será possível gerar crescimento econômico de maneira sólida, resgatando a confiança dos empresários e atraindo novos investimentos. Sem isso, voltaremos a conviver com um cenário de inflação e juros altos, com baixo crescimento econômico”.

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