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Dinheiro na mão é vendaval

Bibo Nunes aluga BMW com verba da Câmara; gastos com carro chegam a R$ 176 mil

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Em 2015, Bibo Nunes fazia propaganda para mecânica especializada em BMW, hoje, anda com um modelo de R$ 274.950
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Em 2015, Bibo Nunes fazia propaganda para mecânica especializada em BMW, hoje, anda com um modelo de R$ 274.950

O deputado Bibo Nunes (PSL-RS) desfila por Brasília com uma “ BMW 320i ”, modelo avaliado em R$ 274.950, utilizando parte da sua verba parlamentar. Em abril, a revista Crusoé já havia denunciado a “ extravagância ”, mas nada mudou desde então. À época, fez pouco caso da reportagem: “ meu estilo de vida ”. 

Ele é mais um da leva de parlamentares eleitos em 2018 sob a retórica conservadora que levou Jair Bolsonaro à presidência da República. Nos primeiros dois meses de mandato, mesmo sem alugar carro pela Câmara, gastou R$ 2.375,54 com combustível . A partir de março, arrendou um Jeep Compass,  mas só por dois meses, totalizando R$ 7 mil.

Provavelmente Bibo não gostou do SUV mais vendido da categoria, e trocou por um  Toyota Corolla , sedan com o qual ficou quase um ano (de 21/10/2019 a 30/09/2020). No total, com aluguel do carro japonês foram R$ 44 mil. 

Nota Fiscal obtida no Portal da Transparência da Câmara
Reprodução Portal da Transparência

Nota Fiscal obtida no Portal da Transparência da Câmara

Em outubro entra a BMW , que segue fiel com o deputado até hoje, apesar das críticas. Até aqui, foram R$ 31.500 para sustentar o  “estilo de vida”  de Bibo Nunes. Não satisfeito, desde 11 de março, Bibo aluga também um Ford Spin por R$ 12.824. 

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Desde que assumiu o mandato foram R$ 95.324,00 despendidos em aluguéis de diferentes veículos, e R$ 80.667,29 com abastecimento, totalizando R$ 175.991,29 . Os dados foram compilados pelo Portal da Transparência da Câmara. Procurada, a assessoria do deputado não atendeu as ligações. 

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A marca é paixão antiga

BMW é paixão antiga de Bibo Nunes
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BMW é paixão antiga de Bibo Nunes

Pelo menos desde 2015 o deputado já demonstra apreço pela montadora alemã. Em um vídeo nas redes sociais, ele propagandeava uma mecânica especializada em BMWs. Na publicação, ele menciona que já teve um modelo, e que o vendeu “ a preço de banana ”.

Não está sozinho

Esse é só um exemplo que corrobora um estudo comparativo apresentado na semana passada num simpósio do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), do Rio, da Câmara dos Deputados e da Universidade de Brasília (UnB). Foram comparados os parlamentos de 34 democracias, dentre elas, o Congresso brasileiro só não é mais caro que o dos Estados Unidos. São R$ 15,4 bilhões  anuais, comparados a R$ 24,38 bi do Congresso norte-americano. 

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No entanto, quando se leva em consideração a participação no PIB (Produto Interno Bruto), o Brasil fica atrás apenas da Argentina. Nossos parlamentares consomem o equivalente a 0,15% de toda a riqueza produzida no país. Na dianteira, o país vizinho gasta 0,18% do PIB. 

O dado mais surpreendente aparece quando a verba por parlamentar é comparada com a renda média nacional. Nesse quesito, o Brasil lidera, aqui, o gasto médio por congressista é 528 vezes o PIB per capita. 


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CNI critica reajuste da Selic

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Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro
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Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  elevou nesta quarta-feira (8) a taxa básica de juros da economia (Selic) para 9,25%.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, por um novo aumento da taxa básica de juros a economia em 1,5 ponto percentual. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os últimos dois trimestres de retração do Produto Interno Bruto (PIB) deixaram evidente o quadro adverso da atividade econômica. Além disso, efeitos defasados do aumento da Selic devem contribuir, nos próximos meses, para desestimular ainda mais o consumo e, por consequência, desacelerar a inflação. “Dessa forma, um aumento menos intenso da Selic, em conjunto com as elevações anteriores, já seria mais que suficiente para levar a inflação até a meta, sem que o Banco Central aumentasse a probabilidade de recessão”, avaliou Andrade.

Em nota, a CNI argumenta sobre a razão deste cenário. “As restrições nas condições de crédito para consumidores e empresas poderiam ter seu ritmo reduzido. A decisão do Banco Central por um sétimo aumento expressivo da Selic vai de encontro a essa necessidade, aumentando o custo do financiamento e desestimulando a demanda, justamente em um momento em que muitas empresas ainda estão se recuperando”.

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De acordo com a Federação das Indústrias do Rio (Firjan), o aumento da taxa Selic em 1,5% já era esperado, tendo em vista a elevação no nível dos preços de forma disseminada e, sobretudo, a deterioração do quadro fiscal. Por outro lado, os dados mais recentes revelam queda da atividade econômica. Além disso, as perspectivas para 2022 já são de crescimento fraco.

Em nota, a Firjan avalia “que o cenário econômico que se projeta, de maior expansão do gasto público, requer a aprovação de reformas estruturais que sejam capazes de trazer sustentabilidade para as contas públicas. Apenas com responsabilidade fiscal será possível gerar crescimento econômico de maneira sólida, resgatando a confiança dos empresários e atraindo novos investimentos. Sem isso, voltaremos a conviver com um cenário de inflação e juros altos, com baixo crescimento econômico”.

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