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BC quer Plano Safra “100% verde” ano que vem

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Banco Central (BC)
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Banco Central (BC)

 Passado um ano do lançamento da agenda sustentável do Banco Central (BC), a instituição informou nesta quarta-feira que está trabalhando para que o próximo Plano Safra conte com incentivos para sustentabilidade. O sistema financeiro tem sido cobrado e se movimentado por uma agenda mais verde em seus financiamentos.

Segundo o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso, a instituição já está discutindo com o Ministério da Economia e com o Ministério da Agricultura quais serão os incentivos de sustentabilidade para o Plano Safra 2022/2023.

“Para o próximo Plano Safra ela já vai estar implementada, assim como todo resto da agenda do bureau verde para estar pronta 100% para o plano Safra 2022/2023”, disse Damaso.

Entre as ações em andamento, o BC está construindo o bureau de crédito verde, que deve contar com informações ambientais dos agricultores, como recuperação de pastagens e do plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono).

Além disso, o BC também está alterando o Manual de Crédito Rural e pretende automatizar impedimentos para concessão de empréstimos seguindo critérios ESG (Ambiental, Social e Governança, em inglês).

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Algumas já estão automatizadas, como a exigência do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a lista de empresas foram pegas com trabalhadores em condições análogas à de escravo.

Ainda vão entrar informações sobre Unidades de Conservação, terras indígenas, quilombolas e áreas embargadas na Amazônia.

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Segundo Damaso, essas medidas vão agilizar a concessão de crédito rural e servirão como uma “segunda linha de defesa”, se algo que não deveria, eventualmente passar pela análise das instituições financeiras.

“São impedimentos que já existem, mas estão dispersos em vários normativos e leis e a gente está trazendo a obrigatoriedade para um único normativo e automatizando o nosso sistema de forma que esses impedimento serão contestados no próprio processo da operação”, explicou o diretor.

Na época em que foi lançada a agenda, em setembro do ano passado, o país estava sob pressão internacional por conta da questão ambiental. Investidores internacionais e empresários se mostravam insatisfeitos com a maneira com que o governo estava conduzido sua gestão na Amazônia, por exemplo, que registrava recordes de desmatamento e queimadas.

Impacto na política monetária

Além das medidas para o crédito rural, o Banco Central também integrou os aspectos socioambientais nas suas análises de risco. Segundo o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a agenda sustentável é importante porque as mudanças climáticas e choques ambientais têm potencial para afetar as principais tarefas da instituição, que são política monetária e a estabilidade financeira.

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“No período recente temos presenciado diversos choques climáticos adversos com impactos negativos sobre a inflação. O exemplo: ondas de calor, geadas, secas e outros eventos têm afetado os preços de alimentos e energia, com impactos significativos sobre a inflação brasileira”, explicou na abertura do evento de lançamento do primeiro relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticas do BC.

Por isso, a ideia é que o BC lidere o sistema financeiro nacional pelo exemplo e divulgou uma série de normas que aprimoram as regras de gerenciamento de risco social, ambiental e climático para as instituições financeiras brasileiras.

“O objetivo do Banco Central é promover ou viabilizar um ambiente onde possa haver um desenvolvimento de finanças sustentáveis. A gente fala também do gerenciamento adequado desses riscos, não só internamente, mas na promoção desse mesmo tipo de administração de riscos dentro do próprio sistema financeiro nacional”, disse a diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Fernanda Guardado.

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Black Friday: vendas online somam R$ 5,4 bi e ficam abaixo da expectativa

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Black Friday tem faturamento abaixo do esperado
Unsplash/Artem Beliaikin

Black Friday tem faturamento abaixo do esperado

A Black Friday de 2021 foi impactada pela inflação. Segundo levantamento da Neotrsut, o faturamento total foi de R$ 5,4 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 5,8% na comparação com o ano passado, mas abaixo das expectativas de ganhos, que estavam entre 6% e 10%. Os brasileiros se preocuparam mais em comprar itens básicos , e que estão mais caros, como alimentos e bebidas, deixando os eletrônicos um pouco de lado.

O levantamento foi produzido a partir do número total de compras realizadas via e-commerce entre o primeiro minuto de quinta-feira (25) até às 23h59 de sexta-feira (26)

A edição deste ano da Black Friday encerrou as 48h monitoradas com um volume de 7,6 milhões de pedidos. O número é 0,5% inferior ao registrado no ano passado. Já o tíquete médio nacional das compras foi de R$711,38, 6,4% superior a 2020, tambem impactado pela alta dos preços.

Para o diretor de comunicação do T.Group, do qual a Neotrust faz parte, Julio Pacheco, já era esperado que o faturamento não fosse tão alto quanto o esperado. A empresa projetava no meio do ano um aumento de 16%, mas à medida que a situação macroeconômica foi se deteriorando, a estimativa foi cortada para o intervalo de 6% a 10%. “Já sabíamos que não atingiríamos o esperado. A insegurança por causa do cenário econômico, a inflação e o endividamento devem ser levados em conta”, disse.

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Pacheco destaca o aumento de compras nos segmentos de bebidas e alimentos e moda. Esses produtos não costumavam ter grande destaque nos anos anteriores e possuem ticket médio menor.

É um sinal que o brasileiro aproveitou a Black Friday deste ano para ir atrás de produtos que ficaram mais caros com a inflação. “Isso, provavelmente, está ligado à inflação. A gente viu um comportamento de compra de itens básicos. Antes, era muito mais eletrônicos”, comenta.

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O faturamento no e-commerce apenas na sexta-feira foi de pouco mais de R$ 4 bilhões, 4,5% acima do registrado em 2020. Para Pacheco, o fato das lojas físicas terem reaberto, com o avanço da vacinação, pode ter impactado no resultado. No entanto, muitos consumidores que não compravam pela internet, passaram a adquirir esse hábito durante a pandemia.

“O cenário é diferente, claro. Mas ao mesmo tempo, o hábito mudou. O brasileiro, por exemplo, não costumava comprar vestuário na internet”, analisa.

A busca pelos produtos foi mais concentrada na semana da Black Friday do que no mês como um todo. Segundo a Neotrust, o pico de vendas ocorreu entre 10h e 14h de sexta-feira.

O valor do frete médio teve uma redução de 12% em relação ao ano passado e a participação do frete grátis nos pedidos teve um aumento de 0.6 pontos percentuais. Para a Neotrust, esse dado pode indicar que as varejistas tenham arcado com uma parte desse frete para atrair consumidores.

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Cartão é o meio preferido

Segundo a Neotrust, o cartão de crédito foi o instrumento mais usado para as compras, representando 81% do total e com crescimento de 6% em relação ao ano passado. O uso do boleto bancário atingiu 10%.

O Pix, que vem se popularizando, teve 2% do total. O número mais baixo se deve ao período em que a Black Friday é realizada. No fim do mês, os consumidores costumam ter menos dinheiro em conta e preferem optar pelas parcelas do cartão de crédito ou pelos dias úteis que o boleto fornece até o vencimento.

De acordo com projeção da ClearSale, empresa referência em antifraude, o valor de fraudes evitadas até 23h da sexta-feira foi de R$ 66.304.658,05.

Categorias de produto com mais pedidos:

  • 1. Moda e Acessórios
  • 2. Beleza e Perfumaria
  • 3. Telefonia
  • 4. Eletroportáteis
  • 5. Eletrodomésticos

Categorias de produtos com mais faturamento:

  • 1. Telefonia
  • 2. Eletrodomésticos
  • 3. Eletrônicos
  • 4. Informática
  • 5. Móveis

Percentual de compra por faixa etária:

  • 26 e 35 anos – 35%
  • 36 a 50 anos – 34%
  • Até 25 anos – 17%
  • Mais de 51 anos – 14%

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