(65) 99638-6107

CUIABÁ

Dinheiro na mão é vendaval

BC eleva expectativa do PIB em 2021 e vê “100% de chance” de estouro da inflação

Publicados

Dinheiro na mão é vendaval


source
BC eleva expectativa do PIB em 2021 e vê
Redação 1Bilhão Educação Financeira

BC eleva expectativa do PIB em 2021 e vê “100% de chance” de estouro da inflação

O Banco Central (BC) espera que o PIB cresça 2,1% em 2022, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira. A projeção para 2021 passou de 4,6% para 4,7%. Além disso, a probabilidade de estourar o teto de inflação passou de 71% no relatório anterior para 100% neste.

A expectativa do BC para o próximo ano está bem acima das atuais projeções do mercado, que vem reduzindo suas expectativas nas últimas semanas. O relatório Focus divulgado na segunda-feira mostra alta de 1,57% na atividade em 2022. Há quatro semanas, a expectativa era de 2% de crescimento.

Enquanto isso, algumas casas já esperam crescimento abaixo de 1% em 2022 prevendo dificuldades com as eleições, juros e dólar altos e racionamento de energia. O Itaú Unibanco projeta alta de 0,5%, enquanto o JP Morgan calcula alta de 0,9% e a MB Associados revisou sua expectativa para 0,4%.

Para o Banco Central, a economia terá estímulos com o arrefecimento da pandemia, perspectivas positivas para agropecuária e indústria extrativa, além da alta nos níveis de confiança que favorecem o mercado de trabalho. Contudo, há fatores negativos também, como os choques de oferta que afetam a atividade e o consumo, além dos juros mais altos previstos para o próximo ano e dos riscos fiscais.

“Três riscos relevantes, já citados no Relatório anterior, continuam presentes. O eventual agravamento da crise hídrica, especialmente se forem necessárias restrições ao consumo de energia elétrica. A evolução da pandemia de Covid-19 segue sendo monitorada com atenção, mas já em cenário de alcance maior da vacinação”

Leia Também:  Bolsonaro assina MP para reduzir preço do etanol e critica ICMS de governadores

E continua:

“Por fim, ações que piorem as expectativas a respeito da trajetória fiscal podem pressionar os prêmios de risco e a confiança dos agentes, com impactos negativos, possivelmente defasados, sobre a atividade econômica e os investimentos em particular”, apontou o BC no relatório.

O Ministério da Economia calcula avanço de 5,3% do PIB este ano e de 2,5% para o próximo ano, bem acima das expectativas de mercado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que a ideia de que o país não vai crescer em 2022 é “blá blá blá, é fake news”.

Leia Também

Inflação

Já as expectativas de inflação, como mostrou a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), foram revisadas para cima. Com alta nos preços de energia, combustíveis e a volta do setor de serviços, o BC projetou uma inflação em 3,7% no próximo ano, acima do centro da meta de 3,5%.

Houve revisão também para a inflação deste ano. Em agosto, a expectativa era que a inflação chegasse a 6,5% no final do ano. Agora, a previsão é de 8,5% e o BC apontou que o teto da meta este ano, que é de 5,25% (dado que o centro da meta é 3,75%), será estourado. Essa probabilidade passou de 71% no relatório anterior para 100% neste.

Leia Também:  SP prorroga fase de transição por mais 2 semanas e amplia horário do comércio

Com isso, no final do ano o presidente do BC, Roberto Campos Neto, terá de escrever uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, citando as razões para o estouro da meta e as medidas que a autoridade monetária vai tomar para evitar que isso aconteça em 2022.

O mercado já esperava uma inflação acima da meta este ano, mas difere nas expectativas para 2022. O relatório Focus mostra a inflação em 4,12% no ano que vem, acima do cálculo do BC.

No relatório, o BC aponta que a pressão sobre os preços deve continuar “intensa e disseminada” nos próximos meses, com a continuidade da alta nos bens industriais e gargalos nas cadeias de produção. Nos últimos 12 meses, a inflação medida pelo IPCA, que é o índice usado nas metas do governo, superou 10%.

“Adicionalmente, persistem as pressões sobre componentes voláteis como alimentos, combustíveis e, especialmente, energia elétrica, que refletem movimentos da taxa de câmbio, dos preços internacionais das commodities e de condições climáticas desfavoráveis”, destacou o documento.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Dinheiro na mão é vendaval

Black Friday: vendas online somam R$ 5,4 bi e ficam abaixo da expectativa

Publicados

em


source
Black Friday tem faturamento abaixo do esperado
Unsplash/Artem Beliaikin

Black Friday tem faturamento abaixo do esperado

A Black Friday de 2021 foi impactada pela inflação. Segundo levantamento da Neotrsut, o faturamento total foi de R$ 5,4 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 5,8% na comparação com o ano passado, mas abaixo das expectativas de ganhos, que estavam entre 6% e 10%. Os brasileiros se preocuparam mais em comprar itens básicos , e que estão mais caros, como alimentos e bebidas, deixando os eletrônicos um pouco de lado.

O levantamento foi produzido a partir do número total de compras realizadas via e-commerce entre o primeiro minuto de quinta-feira (25) até às 23h59 de sexta-feira (26)

A edição deste ano da Black Friday encerrou as 48h monitoradas com um volume de 7,6 milhões de pedidos. O número é 0,5% inferior ao registrado no ano passado. Já o tíquete médio nacional das compras foi de R$711,38, 6,4% superior a 2020, tambem impactado pela alta dos preços.

Para o diretor de comunicação do T.Group, do qual a Neotrust faz parte, Julio Pacheco, já era esperado que o faturamento não fosse tão alto quanto o esperado. A empresa projetava no meio do ano um aumento de 16%, mas à medida que a situação macroeconômica foi se deteriorando, a estimativa foi cortada para o intervalo de 6% a 10%. “Já sabíamos que não atingiríamos o esperado. A insegurança por causa do cenário econômico, a inflação e o endividamento devem ser levados em conta”, disse.

Leia Também:  Apagão profissional: há vagas abertas, mas talentos estão fugindo do Brasil

Pacheco destaca o aumento de compras nos segmentos de bebidas e alimentos e moda. Esses produtos não costumavam ter grande destaque nos anos anteriores e possuem ticket médio menor.

É um sinal que o brasileiro aproveitou a Black Friday deste ano para ir atrás de produtos que ficaram mais caros com a inflação. “Isso, provavelmente, está ligado à inflação. A gente viu um comportamento de compra de itens básicos. Antes, era muito mais eletrônicos”, comenta.

Leia Também

O faturamento no e-commerce apenas na sexta-feira foi de pouco mais de R$ 4 bilhões, 4,5% acima do registrado em 2020. Para Pacheco, o fato das lojas físicas terem reaberto, com o avanço da vacinação, pode ter impactado no resultado. No entanto, muitos consumidores que não compravam pela internet, passaram a adquirir esse hábito durante a pandemia.

“O cenário é diferente, claro. Mas ao mesmo tempo, o hábito mudou. O brasileiro, por exemplo, não costumava comprar vestuário na internet”, analisa.

A busca pelos produtos foi mais concentrada na semana da Black Friday do que no mês como um todo. Segundo a Neotrust, o pico de vendas ocorreu entre 10h e 14h de sexta-feira.

O valor do frete médio teve uma redução de 12% em relação ao ano passado e a participação do frete grátis nos pedidos teve um aumento de 0.6 pontos percentuais. Para a Neotrust, esse dado pode indicar que as varejistas tenham arcado com uma parte desse frete para atrair consumidores.

Leia Também:  5 dicas de educação e planejamento financeira para estudantes

Cartão é o meio preferido

Segundo a Neotrust, o cartão de crédito foi o instrumento mais usado para as compras, representando 81% do total e com crescimento de 6% em relação ao ano passado. O uso do boleto bancário atingiu 10%.

O Pix, que vem se popularizando, teve 2% do total. O número mais baixo se deve ao período em que a Black Friday é realizada. No fim do mês, os consumidores costumam ter menos dinheiro em conta e preferem optar pelas parcelas do cartão de crédito ou pelos dias úteis que o boleto fornece até o vencimento.

De acordo com projeção da ClearSale, empresa referência em antifraude, o valor de fraudes evitadas até 23h da sexta-feira foi de R$ 66.304.658,05.

Categorias de produto com mais pedidos:

  • 1. Moda e Acessórios
  • 2. Beleza e Perfumaria
  • 3. Telefonia
  • 4. Eletroportáteis
  • 5. Eletrodomésticos

Categorias de produtos com mais faturamento:

  • 1. Telefonia
  • 2. Eletrodomésticos
  • 3. Eletrônicos
  • 4. Informática
  • 5. Móveis

Percentual de compra por faixa etária:

  • 26 e 35 anos – 35%
  • 36 a 50 anos – 34%
  • Até 25 anos – 17%
  • Mais de 51 anos – 14%

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA