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Auxílio emergencial: veja quem recebe a sexta parcela do benefício hoje

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Os valores do auxílio 2021 correspondem a R$ 150 (para quem mora sozinho), R$ 250 (para famílias com dois ou mais integrantes) e R$ 375 (para mães chefes de família)
Sophia Bernardes

Os valores do auxílio 2021 correspondem a R$ 150 (para quem mora sozinho), R$ 250 (para famílias com dois ou mais integrantes) e R$ 375 (para mães chefes de família)

Trabalhadores nascidos em março, sem direito ao Bolsa Família, receberão nesta quinta-feira (dia 23) o depósito da sexta parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro será creditado em contas poupanças sociais digitais pela Caixa Econômica Federal. O saque, no entanto, ainda não será possível. A retirada em espécie somente estará liberada em 5 de outubro, assim como a transferência bancária. Até lá, os recursos poderão ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem (pagamento de compras e contas).

Também nesta quinta-feira, a Caixa vai pagar a sexta cota do benefício aos titulares do Bolsa Família com Número de Identificação Social (NIS) de final 5. Neste caso, porém, a quantia já pode ser sacada em agências do banco, casas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui.

Vale reforçar que os beneficiários do programa de transferência de renda têm direito ao pagamento de maior valor: o auxílio emergencial ou o benefício social anterior, o que for mais vantajoso.

Os valores do auxílio 2021 correspondem a R$ 150 (para quem mora sozinho), R$ 250 (para famílias com dois ou mais integrantes) e R$ 375 (para mães chefes de família).

CALENDÁRIO DA SEXTA PARCELA – TRABALHADORES EM GERAL

Datas de depósito

  • Nascidos em janeiro – 21 de setembro
  • Nascidos em fevereiro – 22 de setembro
  • Nascidos em março – 23 de setembro
  • Nascidos em abril – 24 de setembro
  • Nascidos em maio – 25 de setembro
  • Nascidos em junho – 26 de setembro
  • Nascidos em julho – 28 de setembro
  • Nascidos em agosto – 29 de setembro
  • Nascidos em setembro – 30 de setembro
  • Nascidos em outubro – 1º de outubro
  • Nascidos em novembro – 2 de outubro
  • Nascidos em dezembro – 3 de outubro
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Datas de saque

  • Nascidos em janeiro – 4 de outubro
  • Nascidos em fevereiro – 5 de outubro
  • Nascidos em março – 5 de outubro
  • Nascidos em abril – 6 de outubro
  • Nascidos em maio – 8 de outubro
  • Nascidos em junho – 11 de outubro
  • Nascidos em julho – 13 de outubro
  • Nascidos em agosto – 14 de outubro
  • Nascidos em setembro – 15 de outubro
  • Nascidos em outubro – 18 de outubro
  • Nascidos em novembro – 19 de outubro
  • Nascidos em dezembro – 19 de outubro

Programa social

Os pagamentos do Bolsa Família referentes a esse mês serão feitos até o dia 30, para um grupo de beneficiários por dia. Os últimos a sacar serão os que têm NIS de final 0. Veja a seguir.

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Passo a passo para retirada

1) Para trabalhadores com ou sem Bolsa Família, para sacar o dinheiro, é preciso fazer o login no app Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”.

2) Depois, basta inserir a senha para ter acesso ao código de saque na tela do celular, o qual tem validade de uma hora e deve ser informado nas agências, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.

Somente no caso de quem tem Bolsa Família, os recursos também podem ser sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou do Cartão Cidadão.

CALENDÁRIO DA SEXTA PARCELA – BOLSA FAMÍLIA

  • NIS de final 1 – 17 de setembro
  • NIS de final 2 – 20 de setembro
  • NIS de final 3 – 21 de setembro
  • NIS de final 4 – 22 de setembro
  • NIS de final 5 – 23 de setembro
  • NIS de final 6 – 24 de setembro
  • NIS de final 7 – 27 de setembro
  • NIS de final 8 – 28 de setembro
  • NIS de final 9 – 29 de setembro
  • NIS de final 0 – 30 de setembro

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Copom reajusta Selic para 9,25%, o maior índice desde 2017

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Copom reajusta taxa Selic em 1.5 ponto percentual
Fernanda Capelli

Copom reajusta taxa Selic em 1.5 ponto percentual

O Comitê de Políticas Monetárias (Copom) do Banco Central aprovou nesta quarta-feira (8) o reajuste da taxa básica de juros em 1,5 ponto percentual. Com a decisão, a Selic passará de 7,75% para 9,25% ao ano.

Essa é a maior taxa já registrada para a taxa Selic em quatro anos. A última vez que os juros atingiram esse nível foi em julho de 2017.

Em comunicado, o BC informou que o peso da inflação da economia do país influenciou em mais um aumento na taxa básica de juros. 

“Apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o Comitê avalia que questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevam o risco de desancoragem das expectativas de inflação, mantendo a assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário básico”.

“Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos-calendário de 2022 e 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, completa o comunicado.

O CEO da iHUB Investimentos, Paulo Cunha, explica o aperto é necessário para tentar diminuir os efeitos na inflação, que ultrapassa a meta inicial prevista pelo Banco Central. 

“Estamos com a inflação bem acima da meta. No acumulado dos últimos 12 meses, atingimos os 2 dígitos, sendo que a meta da inflação é 3,5%. Toda vez que temos uma inflação longe da meta, o Copom precisa aumentar o juros para encontrar uma saída para controlar o índice inflacionários”, afirma. 

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“Embora tenhamos que apertar o ritmo monetário para conseguir controlar a inflação, acredito que estamos em um ciclo final de aperto”,

Cunha explica que o reajuste voltará a impactar ainda mais na taxa de empréstimos e financiamentos.

“Se você pensa em comprar um imóvel ou fazer um financiamento, você recua, pois a conta ficará muito mais cara. Então impactará principalmente o setor imobiliário. Embora o setor ainda esteja bastante aquecido, esse reajuste poderá afetar os lançamento de imóveis e possibilidade de crédito para o consumidor”, explica.

Investimentos

A alta na Selic irá impactar fortemente nos investimentos nos próximos meses. A poupança, segundo especialistas, deve retomar o patamar antigo e obter melhor rentabilidade no mercado financeiro.

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“Quando a taxa básica de juros sobe, os investidores passam a procurar por investimentos mais seguros, como a renda fixa. A poupança é um exemplo. Com o reajuste, ela deve passar a render mais que anteriormente”, afirma Paulo Cunha.

Os títulos prefixados também poderão apresentar reajustes positivos. Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, lembra que investimentos sem contabilizar Imposto de Renda poderá ser mais vantajoso neste momento.

“Se o cliente quiser investir em um prazo de no máximo um ano, vale buscar opções em que não há incidência de imposto de renda, como LCIs e LCAs de até 12 meses”, afirma.

“Por outro lado, há também a opção dos prefixados, mas o risco é as taxas subirem mais e quem comprou antes ficar com a sensação de que perdeu dinheiro. Se o investidor estiver com esse medo, o melhor é ajustar não a taxa, mas sim o prazo optando por um prefixado mais curto, por exemplo”, completa Costa.

Expectativa para 2022

Economistas acreditam que o Banco Central deve reajustar a taxa Selic acima dos 10% na primeira reunião de 2022, marcada para os dias 1° e 2 de fevereiro. Até março, os juros poderão atingir 12,25%.

Para Ettore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, acredita que essa taxa deve se manter durante todo o ano.

“Outras duas elevações de 150bps deverão iniciar 2022, conduzindo o juro para a terminal de 12,25% em março, 100bps abaixo do terminal que avaliamos condizente com a convergência e restabelecimento da credibilidade”, prevê o especialista.

“Os 12,25% de Selic deverão permanecer até o início de 2023, quando passarão a ser reduzidos até 7,5% na última reunião do ano”, ressalta.

Sanchez ainda acredita em alterações nas perspectivas de inflação, PIB e dólar.

“Com a nova trajetória o IPCA de 2022 sobe de 4,4% para 4,5% e de 2023 de 3,0% para 3,1%. O PIB para o biênio fica em, respectivamente, 0,5% e 2,6%, vindo de 0,5% e 2,5%. O câmbio segue na mesma perspectiva, de R$5,50/US$, tendo sua trajetória muito associada ao fiscal descalabrado”, completa.

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