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Dinheiro na mão é vendaval

Auxílio emergencial: veja quem pode sacar até R$ 375 nesta segunda-feira

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Redação 1Bilhão Educação Financeira

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Começam nesta segunda-feira (dia 2) os pagamentos em dinheiro da quarta parcela do auxílio emergencial 2021 para os trabalhadores sem direito ao Bolsa Família, informais, desempregados, microempreendedores individuais (MEIs), autônomos e inscritos no CadÚnico que não participam do programa de distribuição de renda.

O saque hoje pode ser feito pelos nascidos em janeiro, que tiveram a quantia depositada em suas contas poupanças sociais digitais em 17 de julho. Desde então, eles vinham movimentando os recursos pelo aplicativo Caixa Tem. Agora, basta comparecer a uma agência da Caixa Econômica Federal ou a uma casa lotérica para a retirada.

Nesta terça-feira (dia 3), será a vez de os aniversariantes de fevereiro sacarem o auxílio. O benefício foi creditado em 18 de julho. Na quarta-feira (dia 4), o saque será liberado para os que fazem aniversário em março. Neste caso, o depósito foi feito em 20 de julho.

Os nascidos em abril farão a retirada na quinta-feira (dia 5). Este grupo teve o montante creditado em 21 de julho.

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Para conseguir a retirada, é preciso fazer o login no Caixa Tem e selecionar as opções “Saque sem cartão” e “Gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código na tela do celular, com validade de uma hora.

Novo calendário ainda não saiu

Agências da Caixa funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h. Todos os que chegarem dentro do horário de expediente serão atendidos.

Uma vez encerrados os pagamentos da quarta parcela, o governo federal vai liberar mais três cotas. O novo calendário, porém, ainda não foi divulgado.

Além desses pagamentos extras, o governo estuda mudanças no Bolsa Família, que deverão entrar em vigor quando o auxílio emergencial chegar ao fim. Técnicos dos ministérios da Cidadania e da Economia cogitam de elevar o valor médio do benefício para até R$ 300. Hoje, a média é de R$ 191. Falta saber de onde virão os recursos.

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Renda Fixa volta a ser interessante com alta da Selic, dizem analistas

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Taxa Selic subiu para 9,25%
Fernanda Capelli

Taxa Selic subiu para 9,25%

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de quarta-feira (8), a última do ano,  o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, passando de 7,75% para 9,25% . Esse é o maior ciclo de alta desde 2002 e, como consequência, tem impacto no retorno dos investimentos — muda a regra da poupança e gera maior rentabilidade na renda fixa .

Com a Selic a 7,75%, o dinheiro da caderneta rendia 70% da taxa básica mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, ou seja, o equivalente a 5,53% ao ano. Agora, ela passa a render 0,5% ao mês mais a TR.

Em 12 meses, seriam 6,17%. Apesar disso, o head de alocação da XP, Rodrigo Sagvioli, diz que essa não é uma boa opção quando comparada a outros ativos também seguros, como Tesouro Direto e CDBs com liquidez diária.

“A renda fixa pós-fixada é a que vai oferecer maior atratividade nos próximos meses. Vale a pena aumentar exposição, principalmente para quem tem perfil mais conservador. A renda fixa atrelada à inflação também segue interessante, o retrovisor está bonito. Mas é preciso olhar como ficará o cenário daqui em diante”, avalia Sagvioli.

Para ele, há a tendência de achar que o aumento de juros diminui a atratividade da renda variável, o que não é verdade. O prêmio de risco está muito mais ligado aos juros mais longos.

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“Fundos multimercados, por exemplo, são uma classe atemporal, continuam interessantes”, diz.

O especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders, concorda. Ele diz que a postura defensiva é alocar dinheiro em ativos de renda fixa pós-fixados ou investir em títulos indexados à inflação para prazos mais longos. Recomenda títulos pré-fixados apenas para períodos curtos de até, no máximo, dois anos.

Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, afirma que o Tesouro Selic e os fundos DI estão remunerando melhor que antes, porém alerta que é necessário fazer o cálculo da rentabilidade real.

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“O investidor precisa buscar uma rentabilidade acima da inflação. Como a Selic está alta justamente porque a inflação está alta, é sempre importante diversificar em investimentos que paguem IPCA mais uma taxa, além de ter parte da carteira em ativos dolarizados, se tiver perfil para isso. Podem ser empresas exportadoras, fundos internacionais e BDRs”, aconselha Paula.

E acrescenta:

“Nunca tenha todos os ovos numa mesma cesta. Não mude todos os investimentos para renda fixa porque pode acabar perdendo boas oportunidades.”

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O coordenador do MBA em gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, opina que, como a diferença é pequena entre a inflação e a taxa Selic, quem busca alta rentabilidade deve continuar correndo riscos:

“A renda fixa só volta a ser atrativa como já foi um dia quando a Selic estiver bem maior que a inflação. Hoje, nessa aplicação segura, você pode empatar com a inflação ou perder. É claro que é necessário ter uma aplicação conservadora para a reserva de emergência, mas quem quer multiplicar o dinheiro tem que ir também para o mercado onde possa ganhar mais.”

Sandra Blanco, estrategista chefe da Órama, porém, aposta que a renda fixa ficará ainda mais atraente em 2022. Ela acredita que o ciclo de altas na Selic ainda não acabou e sugere que a taxa possa chegar a 11% no próximo ano.

Em contrapartida, enxerga a inflação mais controlada, com parte significativa dos choques de preços dos combustíveis e da energia se dissipando.

“Vamos ter alta volatilidade em 2022, com eleições polarizadas, a questão fiscal complicada. É o ano para a renda fixa. Mas também há outras oportunidades. Vemos melhores perspectivas para multimercados; investimentos no exterior podem proporcionar bons ganhos; e alocar até 2% da carteira em criptomoedas pode ser interessante”, finaliza.

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