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Dinheiro na mão é vendaval

Apesar de promessa, Bolsonaro não repassa R$ 2 bi a Santas Casas e hospitais

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Representantes da categoria dizem que não conseguirão fechar o ano sem dívidas
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Representantes da categoria dizem que não conseguirão fechar o ano sem dívidas

Apesar da promessa feita pelo presidente Jair Bolsonaro, Santas Casas e hospitais filantrópicos não viram nem a cor dos R$ 2 bilhões que o chefe do Executivo mencionou quatro meses atrás. Em maio à pandemia, é possível que as casas de saúde fechem o ano no vermelho. 

O dinheiro seria repassado por meio de medida provisória.

Segundo o colunista Lauro Jardim, a promessa havia sido feita em maio, em reunião om a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) e posteriormente confirmada pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.

Ao colunista, Mirocles Véras, presidente da CMB, disse: “Não vamos conseguir encerrar este exercício de 2021 se não garantirmos estes recursos aos hospitais.”

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Novo Bolsa Família pode ter reajuste automático; entenda

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Novo Bolsa Família pode ter reajuste automático
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Novo Bolsa Família pode ter reajuste automático

O relator do Auxílio Brasil, deputado Marcelo Aro (PP-MG), quer criar um dispositivo de reajuste automático do benefício pela inflação. Além disso, Aro quer alterar as faixas de pobreza e extrema pobreza de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do país, segundo informa a Folha de São Paulo.

“A MP [do Auxílio Brasil] é uma carta de boas intenções, mas ele não fala em números; não delimita o que é pobreza e extrema pobreza, por exemplo. O texto precisa trazer valores definidos e uma correção natural, como pela inflação, para que o cidadão saiba de fato o que vai acontecer”, afirmou Aro à Folha.

Atualmente o benefício é reajustado quando o governo deseja. A ideia contraria o plano do governo de não criar aumento permanente das despesas públicas.

O governo Bolsonaro não reajustou o benefício desde que assumiu o Planalto. O último aumento foi em julho de 2018, na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB). Estima-se que a defasagem do benefício esteja próxima a 20%.

Se o valor fosse corrigido pela inflação do período, estaria hoje em patamar de aproximadamente R$ 219. O Auxílio Brasil promete pagar R$ 300. 

As faixas de pobreza (critérios de entrada para o benefício) também não sofrem reajuste desde 2018. Se corrigidas pela inflação passarão a valer os valores:

  • Pobreza: sai de para sai de R$ 178 para R$ 207,30 por mês;
  • Extrema pobreza: sai de R$ 89,01 para R$ 103,60 por mês.

Os patamares que estão em avaliação pelo governo são de R$ 95 e R$ 190, ou seja, serão reajustados, mas mantém-se defasados.

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