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Dinheiro na mão é vendaval

Anitta é a nova integrante do conselho de administração do Nubank

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Anitta entra para o conselho do banco digital
Fernanda Capelli

Anitta entra para o conselho do banco digital

O Nubank confirmou nesta segunda-feira que a cantora Anitta fará parte de seu conselho de administração . Menos de um mês após receber um aporte de US$ 500 milhões de Warren Buffett e se tornar o quinto banco mais valorizado do país, superando valor de mercado estimado de US$ 30 bilhões, a instituição dá um passo para se aproximar ainda mais de jovens e das classes D e E.

Segundo o banco, Anitta não fara propaganda ou marketing para a instituição: com uma cadeira no conselho, participará de suas reuniões trimestrais e ajudará a pensar em novos produtos e serviços. Aos 29 anos e com fortuna estimada em US$ 100 milhões, a cantora dá seu primeiro passo concreto no mundo das finanças, apesar de sempre ter controlado diretamente sua carreira, sem o uso de profissionais.

“É muito chato e constrangedor não conseguir ter acesso a produtos financeiros. Muita gente na América Latina sempre viveu de emprego informal. Como essas pessoas vão ter histórico de crédito?”, disse Anitta, em nota divulgada pelo banco.

A informaçao havia sido antecipada em maio pelo site “Metrópoles”, sem confirmação do banco, o que acabou ocorrendo primeiro no jornal “Valor Econômico”. Anitta também agrega ao banco por sua exposição internacional, uma vez que o Nubank tamém tem atuação na Colômbia e no México.

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“Anitta tem profundo conhecimento do comportamento dos consumidores nesses mercados que tem explorado e tem muita experiência em estratégias de marketing vencedoras. Essas competências foram chave para a convidarmos para o Conselho. Nenhum outro conselheiro possui essa experiência”, disse David Vélez, CEO e fundador da empresa, em comunicado.

O Nubank inova em colocar uma artista em seu conselho de administração. O banco também está querendo ampliar a diversificação de sua estrutura com mais mulheres no comando. “Anitta está reinventando a cena cultural nos últimos anos e compartilhamos do mesmo DNA de inovação. Ela levou o funk brasileiro a outro patamar e criou uma marca mundial gigantesca. É uma empresária de sucesso que vai nos ajudar a aprimorar ainda mais os produtos para nossos clientes”, afirmou Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, também em nota.

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Junqueira, por sua vez, foi acusada de uma fala racista em uma entrevista no ano passado. No Roda Viva, ela afirmou que não dá para “nivelar por baixo”, ao ser questionada sobre uma política afirmativa para candidatos negros. Após repercussão negativa, ela e o banco prometeram uma ação mais efetiva sobre diversidade.

Fontes do mercado esperam para breve o lançamento de ações do banco criado por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible. Apesar do sucesso da captação, o Nubank ainda dá prejuízo e analistas afirmam que obter a rentabilidade em um banco digital sem tarifas é o grande desafio da instituição.

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Black Friday digital bate recorde de clientes com mais de 51 anos

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Compras online crescem entre os mais velhos
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Compras online crescem entre os mais velhos

O crescimento do público sênior no e-commerce representa uma importante tendência do mercado. As pessoas dessa faixa etária, segundo a head de Inteligência da Neotrust, Paulina Gonçalves, começaram a se aventurar mais digitalmente durante pandemia, dadas as restrições no comércio físico e risco maior de complicações com a Covid-19.

Shoppings lotados e carrinhos digitais cheios marcaram a Black Friday híbrida . No e-commerce, mulheres fizeram 57% dos pedidos, e pessoas com 51 anos ou mais tiveram participação recorde de 14,41% nas vendas, segundo a consultoria Neotrust, que acompanha dados de mercado on-line. Jovens entre 26 e 35 anos mantiveram a liderança tradicional na data, concentrando 35,08% das compras pela internet.

A prevalência de mulheres no e-commerce está associada ao menor tíquete médio de consumo, em comparação com homens, segundo Paulina. Ela explica que mulheres preferem gastar valores menores nominalmente, mas compensar em quantidade, enquanto homens fazem compras planejadas mais caras, em menor quantidade.

“A mulher compra várias vezes, mas produtos mais baratos, tanto que temos moda e acessórios e beleza e perfumaria entre os mais comprados. Homens, por outro lado, compram com tíquete mais caro, mas em menor quantidade, como bens de consumo duráveis”, analisa.

Monitoramento prévio de preços

Depois de um ano de adaptações às modalidades remotas de venda, varejistas online podem ter faturamento recorde nesta Black Friday, segundo levantamento da Neotrust. Em 2021, o fluxo de vendas chegou a R$ 4,4 bilhões entre meia-noite de quinta e 19h de ontem, aumento de 6% ante 2020.

A alta no faturamento, porém, é puxada pelo aumento do tíquete médio dos consumidores, chegando a R$ 711,24, e do preço médio dos produtos, com alta de 2,3%, podendo chegar a 2,5% até segunda-feira.

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O reajuste abaixo da inflação, por outro lado, indica a tendência das varejistas em absorver custos para conseguir trazer ofertas mais atrativas aos compradores, analisa Paulina. Outras estratégias adotadas envolvem a redução de frete e a aposta em categorias fora do padrão, como bebidas e alimentos.

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Nas lojas físicas, o clima é otimista. No Norte Shopping, a Di Santinni espera aumentar o faturamento em 25% a 30% em comparação com 2020. A Vivo, em 40%. A Utilicasa, de 70% a 80%. O Ponto, em 15%. “A gente está acreditando muito nesse crescimento, pois ao longo de toda a semana já houve uma melhora com a pré-Black Friday. E teve muita gente que não comprou nos últimos dois anos, pois estava muito preocupado”, diz a gerente do Ponto Adriana Ramos.

Adriana conta como a loja se preparou para a campanha: “Conseguimos abastecer todas as áreas da loja, estamos com pilhas de produtos e nada falta. Os fornecedores do grupo atenderam bem. E hoje conseguimos ter promoção de TV de 50 polegadas a R$ 2.499, preço que não tem sido visto no mercado”.

O monitoramento prévio de preços auxilia os consumidores na hora de identificar se os descontos são reais ou não. E a lista de compras evita que gastem por impulso. É assim que a maioria dos consumidores agem, como Thayani Sousa, de 36 anos. Ela, que perdeu renda durante a pandemia por ser motorista de transporte escolar. Voltou a comprar nesta Black Friday, mas com cautela.

“A TV da sala estava com fantasma há três meses e dando dor de cabeça. Mas esperei a Black Friday para comprar. Fiquei monitorando preço até agora, pela internet e até presencialmente. Eu estava vendo na faixa de R$ 4.999, e agora achamos por R$ 3.999. Então vou levar”, afirma.

Em geral, as lojas esperam ter resultados apenas um pouco abaixo dos obtidos na campanha pré-pandemia, em 2019. Uma das exceções é o segmento de telefonia, que viu crescer na pandemia a demanda por celulares por causa do home office.

“A loja ficou fechada até maio por causa da pandemia. Mas reabriu em junho e vendeu mais em 2020 com a interrupção do que nos 12 meses de 2019. Então a Black Friday 2020 foi melhor do que a 2019 para a gente. E este ano aumentamos a meta em 40% em relação ao ano passado”, conta a gerente da Claro Amanda Abreu.

Na Utilicasa, o problema do fornecimento não foi resolvido integralmente nesta da Black Friday. “Artigos de metal ainda faltam por ausência de matéria-prima no mercado. Não chegou tudo que queríamos de decoração de árvore, guirlanda. Mas a campanha ainda vai ser bem melhor do que a do ano passado. As pessoas estão saindo com menos medo. Desde quinta, o movimento aumentou muito, principalmente em busca de itens de decoração, cama, mesa e banho. E considerado novembro inteiro, se comparado a outro mês do ano, o faturamento fica 40% maior”, afirma a gerente Fernanda Araújo Santana.

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