(65) 99638-6107

CUIABÁ

Dinheiro na mão é vendaval

Andrade recusou entrevista para falar sobre preços da Petrobras

Publicados

Dinheiro na mão é vendaval

source
Andrade recusou entrevista para falar sobre preços da Petrobras
Reprodução

Andrade recusou entrevista para falar sobre preços da Petrobras

Em meio aos rumores da mudança de política de preços da Petrobras por parte do governo, o Comitê de Pessoas (Cope) da estatal tentou agendar com  Caio Paes de Andrade, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a presidência da empresa, uma entrevista formal. O objetivo era que ele prestasse informações sobre notícias constantes na mídia em torno da “política de preços dos combustíveis” e possíveis “mudanças na governança da Petrobras”. Porém, ele optou por não comparecer.

Paes de Andrade teve o nome aprovado nesta sexta-feira pelo Comitê de Eligibilidade (Celeg), ligado ao Comitê de Pessoas, que analisa os nomes indicados para o Conselho de Administração da empresa e para a diretoria. Está marcada para segunda uma reunião do colegiado para apreciar seu nome. Apenas com o aval do Conselho ele pode assumir o comando da Petrobras.

A ata do Cope/Celeg, publicada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), neste sábado, revelou ainda que a área de Conformidade da Petrobras solicitou esclarecimentos adicionais ao indicado em três ocasiões, entre os dias 8 e 15 de junho. A área de RH da Petrobras também fez uma solicitação adicional. A Petrobras recebeu a documentação referente à indicação de Caio Mário Paes de Andrade no dia 31 de maio.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

No documento, o Cope informou que ele decidiu responder por escrito algumas “dúvidas”. Primeiro, Andrade, ao ser questionado se tinha alguma orientação da parte do acionista controlador para alterar a política de preços da Petrobras , disse:

“Não tenho qualquer orientação específica ou geral do acionista controlador ou qualquer outro acionista no sentido de alteração da política de preços praticados pela companhia”.

Em seguida, o Cope perguntou a Andrade se ele gostaria de enviar alguma mensagem que avalie ser relevante para a formação dos conselheiros e acionistas da Petrobras em vista do processo eleitoral no Conselho e na Assembleia Geral. Sua resposta foi breve: “Não tenho mensagem a enviar nesse momento.”

Leia Também:  Governadores propõem ICMS de R$ 0,999 por litro do diesel

Comitê lamenta recusa

O Cope/Celeg disse que “entendeu que uma entrevista com o indicado teria sido proveitosa e mais eficiente para a formação de convicção de seus membros, lamentando o declínio do convite”.

Nesta semana, em entrevista a uma rádio mineira, Bolsonaro disse que Paes de Andrade deve trocar a diretoria e avaliar se mudaria a política de paridade de preços internacionais (PPI), tão criticada pelo governo e que levou a Petrobras a fazer mais um reajuste nos combustíveis na semana passada.

O documento protocolado na CVM neste sábado revela ainda que foram feitas pela área de Governança e Conformidade da Petrobras “análises aprofundadas, com base na verificação de fontes públicas de informação, de todas as ‘mídias adversas’ relacionadas ao indicado. Como resultado, disse o documento, não foi identificado nenhum fato que pudesse ser considerado um impedimento ou vedação”.

O gerente executivo de Recursos Humanos Juliano Mesquita Loureiro tratou da formação acadêmica e considerações quanto à aderência da experiência profissional do indicado à área de atuação da Petrobras. Ele destacou que o Jurídico se manifestou no sentido de que não haver impedimento legal para que o indicado possa ocupar assento no Conselho de Administração ou na diretoria executiva da Petrobras”.

Experiência em liderança

Segundo a ata, sobre os documentos comprobatórios, em especial os diplomas apresentados, o Cope/Celeg indagou Loureiro se havia alguma dúvida sobre a veracidade e autenticidade destes, ao que o executivo respondeu que não. Em relação ao critério de ter dez anos de experiência em liderança, os membros do Cope/Celeg também fizeram uma consulta ao gerente de RH.

Ele esclareceu que “o vocábulo ‘preferencialmente’ não permite uma análise peremptória de que a experiência em liderança apresentada do indicado não seria suficiente para o atendimento desse requisito adicional; ao contrário, é flexível e permite a interpretação de que, embora seja desejável que a experiência seja no negócio ou em área correlata, não é mandatório, sendo o critério atendido com a comprovação dos dez anos de experiência em liderança”.

As respostas escritas de Andrade foram classificadas como “irrisórias e irrelevantes” pelo Celeg.

Andrade tem risco médio, diz área de conformidade

A ata da reunião do Cope/Celeg revelou que a área de conformidade da Petrobras atribuiu “risco médio” a Caio Paes de Andrade, de acordo com relato feito por Francisco Petros, presidente do Celeg e membro do Conselho de Administração da empresa.

Leia Também:  Campos Neto diz que deve elevar expectativa de crescimento do Brasil

Segundo ele, esse risco médio “é compatível com os achados reportados nos documentos disponibilizados” pela área de conformidade.

“Em relação à capacidade de gestão do candidato, com o devido respeito, não encontrei nos documentos disponibilizados o respaldo que me permita formar uma convicção favorável ao candidato. De fato, os considero inconclusivos e deixam aos órgãos de governança a decisão, sem uma opinião que balize tal processo decisório”, disse Petros em seu parecer.

Voto contra: ‘sem aptidões necessárias’

Por isso, o presidente do Celeg avaliou o nome de Andrade “sem as aptidões necessárias para o exercício do cargo em vista da interpretação das normas cabíveis. Vale dizer que esta avaliação pode até estar equivocada da minha parte, caso a gestão do candidato seja um grande sucesso”.

Foi o único voto contra. Os outros três integrantes votaram a favor de Andrade. O conselheiro externo do Celeg Tales Bertozzo Bronzato deu parecer positivo.

Disse que, embora não tenha experiência na área de petróleo, tem dez anos de experiência e quatro anos de liderança, é formado em comunicação social e possui curso de extensão na universidade de Duke e MBA em Harvard.

Ana Silvia Corso Matte, que também é membro externo do Celeg, também deu aval positivo, mas sugeriu que os órgãos competentes “avaliem essa lacuna no currículo de não possuir experiência de liderança pretérita em empresa de porte ou objeto social semelhante ao da Petrobras”.

O membro do Celeg, Luiz Henrique Caroli, que também é conselheiro, disse que não há vedação, já que, segundo ele, o gerente executivo de RH disse que “os requisitos são flexíveis”.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Dinheiro na mão é vendaval

Auxílio Brasil: fila é o dobro do anunciado pelo Ministério

Publicados

em

Sancionada MP que torna o Auxílio Brasil em R$400 permanente
Agência Brasil

Sancionada MP que torna o Auxílio Brasil em R$400 permanente

Novos dados compilados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontam que a demanda reprimida pelo Auxílio Brasil em maio era mais que o dobro da fila oficial do governo. De acordo com informações da entidade, naquele mês havia 1,8 milhão de famílias esperando o benefício, enquanto o Ministério da Cidadania apontava que eram quase 765 mil.

A diferença ocorre porque o levantamento da CNM leva em conta as inscrições de famílias no Cadastro Único (CadÚnico) que atendem ao critério para ingresso no programa — renda mensal per capita inferior a R$ 210 — e tiveram os dados atualizados há menos de 24 meses. Para entrar na fila oficial do Ministério da Cidadania, no entanto, é preciso passar por outros filtros.

Os invisíveis do Auxílio Brasil Cresce número de brasileiros que teriam direito ao benefício Em maio, 18,1 milhões de famílias recebiam o benefício de R$ 400, de acordo com os dados do governo. Mas o anúncio de que haverá uma ampliação no valor (para R$ 600) e no número de beneficiados pelo programa fez com que a procura por atendimento nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) crescesse. A CNM se preocupa com a pressão na estrutura desses postos, o que vem sobrecarregando os municípios, conforme destaca o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski. 

Leia Também:  Empresa paga R$ 34 mil para cheirar cocô de cachorro por dois meses

“O programa Auxílio Brasil está passando por alterações preocupantes, como a elevação de R$ 400 para R$ 600 do benefício, que só dura até o final do ano. E depois?”, questiona ele.

R$ 12,2 bi a mais por mês

Aliado a esse movimento, o período de atualização cadastral de quem já estava inscrito no CadÚnico também sobrecarrega os municípios. Ao longo da pandemia, a averiguação dos dados foi suspensa para não penalizar as famílias que não tinham condições de confirmar os dados pessoalmente e não colocar os servidores da assistência social em risco, pois havia uma série de restrições sanitárias.

“A pressão dessa averiguação cadastral recai sobre os municípios. Como os servidores da assistência social não estão dando conta da fila de quem está nessa atualização cadastral, como é que vão fazer busca ativa para identificar as famílias que estão em situação de pobreza, por exemplo?”, pondera Ziulkoski.

Os retrocessos no Brasil em 2022 Em seu relatório, a CNM pontua que os novos acessos ao programa estavam ocorrendo em ritmo mais lento que os cadastros. A entidade critica, no entanto, o pagamento linear, por não considerar a situação de vulnerabilidade das famílias.

Leia Também:  Campos Neto diz que deve elevar expectativa de crescimento do Brasil

Se houvesse uma focalização maior, seria possível atender mais famílias, distribuindo melhor os valores de acordo com as necessidades delas.

A CNM ainda estima que seria necessário um gasto mensal de R$ 12,2 bilhões para o período entre agosto e dezembro de 2022 para zerar a demanda reprimida do programa. “O valor estimado é 66% superior à média mensal (R$ 7,4 bilhões) de gasto do programa até julho deste ano”, diz a entidade.

Para ampliar o programa este ano, o governo aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) Eleitoral, que driblou as regras fiscais e eleitorais e permitiu o pagamento de um benefício maior a mais famílias. A partir de terça-feira, serão atendidas 20,2 milhões de famílias, que receberão um benefício de R$ 600. O Orçamento de 2022 previa R$ 90 bilhões para o programa. Com a PEC, foi liberado um extra de R$ 26 bilhões para a ação.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG ECONOMIA

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA