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Dinheiro na mão é vendaval

Ampliação do Auxílio Brasil depende da cooperação dos Poderes, diz Guedes

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Reforço do Auxílio Brasil depende de cooperação entre Poderes
Reprodução: ACidade ON

Reforço do Auxílio Brasil depende de cooperação entre Poderes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda (27), que para que seja possível a expansão do Bolsa Família, novo Auxílio Brasil, batizado pelo pelo governo Jair Bolsonaro, é necessária a cooperação dos Poderes. Guedes destacou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios abre espaço fiscal no Orçamento e a reforma do Imposto de Renda (IR) assegura a fonte de recursos para a ampliação do programa social. “São duas medidas complementares”, frisou.

Ele completou: “Nós precisamos do Congresso e precisamos posteriormente de uma interpretação do Supremo”, considerou ao participar de evento no Palácio do Planalto.

Crescimento da economia

Em seu pronunciamento, Paulo Guedes reforçou que a perspectiva de crescimento para o país neste ano é de 5,3% a 5,4%. Oficialmente, o Ministério da Economia prevê uma alta de 5,3% para o PIB em 2021.

Segundo ele, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, deverá anunciar em breve que foram criados 3 milhões de empregos no Brasil desde o “fundo do poço” causado pela crise com o coronavírus. Ainda, Guedes solicitou que o Senado reconsidere projetos para geração de mais postos de trabalho. A Medida Provisória 1045, que prevê mudanças nas regras trabalhistas, foi aprovada na Câmara dos Deputados, mas rejeitada no Senado.

“Iríamos criar mais 2 milhões de empregos com a MP 1045 que foi para lá, estendendo a mão para os invisíveis. E essa mão foi negada”, afirmou ele sobre a proposta.

Governo Bolsonaro

Guedes afirmou que o Brasil é “elogiado lá fora enquanto é apedrejado internamente, e que Bolsonaro sempre joga dentro das quatro linhas, mas é atacado e acusado”. Isso, após o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter publicado um relatório sobre o Brasil dizendo que o desempenho econômico do país tem sido melhor que o esperado. “Há um script escrito para colocá-lo no papel de golpista e ele se recusa a fazer esse papel. Ele é um democrata, ele é um produto legítimo da democracia”,falou.

Bolsonaro, que nas manifestações de 7 de setembro chegou a xingar um membro do STF, ameaçando não cumprir decisões da corte, deu entrevista recentemente à revista Veja garantindo que a chance de dar um golpe de Estado é “zero”.

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Renda Fixa volta a ser interessante com alta da Selic, dizem analistas

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Taxa Selic subiu para 9,25%
Fernanda Capelli

Taxa Selic subiu para 9,25%

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de quarta-feira (8), a última do ano,  o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, passando de 7,75% para 9,25% . Esse é o maior ciclo de alta desde 2002 e, como consequência, tem impacto no retorno dos investimentos — muda a regra da poupança e gera maior rentabilidade na renda fixa .

Com a Selic a 7,75%, o dinheiro da caderneta rendia 70% da taxa básica mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, ou seja, o equivalente a 5,53% ao ano. Agora, ela passa a render 0,5% ao mês mais a TR.

Em 12 meses, seriam 6,17%. Apesar disso, o head de alocação da XP, Rodrigo Sagvioli, diz que essa não é uma boa opção quando comparada a outros ativos também seguros, como Tesouro Direto e CDBs com liquidez diária.

“A renda fixa pós-fixada é a que vai oferecer maior atratividade nos próximos meses. Vale a pena aumentar exposição, principalmente para quem tem perfil mais conservador. A renda fixa atrelada à inflação também segue interessante, o retrovisor está bonito. Mas é preciso olhar como ficará o cenário daqui em diante”, avalia Sagvioli.

Para ele, há a tendência de achar que o aumento de juros diminui a atratividade da renda variável, o que não é verdade. O prêmio de risco está muito mais ligado aos juros mais longos.

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“Fundos multimercados, por exemplo, são uma classe atemporal, continuam interessantes”, diz.

O especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders, concorda. Ele diz que a postura defensiva é alocar dinheiro em ativos de renda fixa pós-fixados ou investir em títulos indexados à inflação para prazos mais longos. Recomenda títulos pré-fixados apenas para períodos curtos de até, no máximo, dois anos.

Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, afirma que o Tesouro Selic e os fundos DI estão remunerando melhor que antes, porém alerta que é necessário fazer o cálculo da rentabilidade real.

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“O investidor precisa buscar uma rentabilidade acima da inflação. Como a Selic está alta justamente porque a inflação está alta, é sempre importante diversificar em investimentos que paguem IPCA mais uma taxa, além de ter parte da carteira em ativos dolarizados, se tiver perfil para isso. Podem ser empresas exportadoras, fundos internacionais e BDRs”, aconselha Paula.

E acrescenta:

“Nunca tenha todos os ovos numa mesma cesta. Não mude todos os investimentos para renda fixa porque pode acabar perdendo boas oportunidades.”

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O coordenador do MBA em gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, opina que, como a diferença é pequena entre a inflação e a taxa Selic, quem busca alta rentabilidade deve continuar correndo riscos:

“A renda fixa só volta a ser atrativa como já foi um dia quando a Selic estiver bem maior que a inflação. Hoje, nessa aplicação segura, você pode empatar com a inflação ou perder. É claro que é necessário ter uma aplicação conservadora para a reserva de emergência, mas quem quer multiplicar o dinheiro tem que ir também para o mercado onde possa ganhar mais.”

Sandra Blanco, estrategista chefe da Órama, porém, aposta que a renda fixa ficará ainda mais atraente em 2022. Ela acredita que o ciclo de altas na Selic ainda não acabou e sugere que a taxa possa chegar a 11% no próximo ano.

Em contrapartida, enxerga a inflação mais controlada, com parte significativa dos choques de preços dos combustíveis e da energia se dissipando.

“Vamos ter alta volatilidade em 2022, com eleições polarizadas, a questão fiscal complicada. É o ano para a renda fixa. Mas também há outras oportunidades. Vemos melhores perspectivas para multimercados; investimentos no exterior podem proporcionar bons ganhos; e alocar até 2% da carteira em criptomoedas pode ser interessante”, finaliza.

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