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Dinheiro na mão é vendaval

Amazon, Magalu e Americanas entram em briga que favorece o cliente; entenda

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Competidoras querem ver quem faz o delivery mais rápido
Sophia Bernardes

Competidoras querem ver quem faz o delivery mais rápido

Não basta mais vender pela internet. Com a alta das vendas on-line na pandemia, gigantes do comércio eletrônico, como Magazine Luiza, Amazon e Americanas, iniciaram uma verdadeira guerra pela entrega ultrarrápida. A disputa, agora, é medida em horas, ou até minutos.

A estratégia envolve aquisição de empresas de logística e novos centros de distribuição. A meta do Magalu é fazer entregas em até uma hora em todas as capitais do país para produtos de até 15 quilos. A Americanas quer reduzir o prazo para 30 minutos em 2021

E a Amazon implementou a entrega gratuita em um dia útil em mais de 50 cidades do país na semana passada. A disputa também chegou ao peixe fresco vendido na web e atrai para o ramo do comércio eletrônico start-ups que prometem entregas em 15 minutos.

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Magazine Luiza (MGLU3) comunicou a sua mais nova aquisição, a compra da plataforma de entregas veloz Sode , que já prestava serviço para a varejista. A companhia está presente em 8 estados do Brasil, com mais de 1.000 entregadores ativos. Atualmente, desempenham em torno de 2 milhões entregas por ano.

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CNI critica reajuste da Selic

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Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro
Reprodução Twitter CNI

Encontro de empresários da CNI com Bolsonaro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  elevou nesta quarta-feira (8) a taxa básica de juros da economia (Selic) para 9,25%.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, por um novo aumento da taxa básica de juros a economia em 1,5 ponto percentual. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os últimos dois trimestres de retração do Produto Interno Bruto (PIB) deixaram evidente o quadro adverso da atividade econômica. Além disso, efeitos defasados do aumento da Selic devem contribuir, nos próximos meses, para desestimular ainda mais o consumo e, por consequência, desacelerar a inflação. “Dessa forma, um aumento menos intenso da Selic, em conjunto com as elevações anteriores, já seria mais que suficiente para levar a inflação até a meta, sem que o Banco Central aumentasse a probabilidade de recessão”, avaliou Andrade.

Em nota, a CNI argumenta sobre a razão deste cenário. “As restrições nas condições de crédito para consumidores e empresas poderiam ter seu ritmo reduzido. A decisão do Banco Central por um sétimo aumento expressivo da Selic vai de encontro a essa necessidade, aumentando o custo do financiamento e desestimulando a demanda, justamente em um momento em que muitas empresas ainda estão se recuperando”.

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De acordo com a Federação das Indústrias do Rio (Firjan), o aumento da taxa Selic em 1,5% já era esperado, tendo em vista a elevação no nível dos preços de forma disseminada e, sobretudo, a deterioração do quadro fiscal. Por outro lado, os dados mais recentes revelam queda da atividade econômica. Além disso, as perspectivas para 2022 já são de crescimento fraco.

Em nota, a Firjan avalia “que o cenário econômico que se projeta, de maior expansão do gasto público, requer a aprovação de reformas estruturais que sejam capazes de trazer sustentabilidade para as contas públicas. Apenas com responsabilidade fiscal será possível gerar crescimento econômico de maneira sólida, resgatando a confiança dos empresários e atraindo novos investimentos. Sem isso, voltaremos a conviver com um cenário de inflação e juros altos, com baixo crescimento econômico”.

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