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Amazon e Submarino terão que opinar sobre venda do Kabum para Magalu

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Amazon e Submarino terão que opinar sobre venda do Kabum para Magalu
Pedro Knoth

Amazon e Submarino terão que opinar sobre venda do Kabum para Magalu

Mesmo com o anúncio a compra do Kabum, e-commerce de informática e produtos do universo gamer, por R$ 3,4 bilhões, o Magalu ainda precisa da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão que regula fusões e aquisições no mercado brasileiro. Na semana passada, o conselho pediu que os principais competidores da varejista, como B2W — dona do Submarino e Americanas —, Via Varejo e Amazon opinem sobre o impacto da operação no mercado.

O Magalu comprou a Kabum pagando R$ 1 bilhão à vista na maior aquisição de sua história. Além do valor inicial, a companhia vai transferir mais 75 milhões de ações ordinárias (MGLU3) para acionistas do e-commerce de informática, aproximadamente R$ 1,7 bilhões. Uma terceira etapa envolve o pagamento de mais 50 milhões de ações — totalizando R$ 3,4 bilhões.

Contudo, apesar de anunciar a compra, ambas as companhias dependem do aval do Cade, que pediu para que concorrentes se posicionassem sobre a venda dos ativos na semana passada. Caso ela seja confirmada, o Magalu arremata todo o capital social do Kabum, sua subsidiária nos EUA (Kabum E-Commerce North America LLC) e equipe de esportes eletrônicos, a Kabum E-sports.

Amazon e B2W devem fornecer receita com itens de TI

Amazon, B2W — dona do Submarino e Americanas — e a Via Varejo — dona das Casas Bahia e do Ponto (antigo Ponto Frio) — devem enviar um documento ao órgão contendo o GMV (Gross Merchandise Volume) de vendas de produtos de informática, como computadores, periféricos e produtos de TI, e eletrônicos, que incluem a categoria de informática e itens de telefonia, eletrônicos de áudio e vídeo, videogames e “conectividade”, automação, smart home, segurança e câmeras. O Cade ainda exige que seja informado o faturamento dessas duas categorias somadas, tanto para vendas diretas no e-commerce próprio quanto no marketplace — plataforma de vendas para terceiros.

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O Cade afirma que pedir informações e a opinião de concorrentes é um procedimento padrão para avaliar atos de concentração — aquisição de 100% dos ativos de uma companhia — em qualquer setor econômico. “O Cade observa, entre outras questões, a participação de mercado das empresas envolvidas na operação; se há existência ou não de rivalidade por parte dos concorrentes; além de outros aspectos relacionados ao setor em análise”, disse o órgão em nota ao Tecnoblog .

O conselho ainda requer que empresas apresentem uma análise da compra do Kabum pelo Magalu e se ela poderia prejudicar concorrentes. B2W, Amazon e Via Varejo devem enviar os documentos e respostas até o dia 6 de agosto.

Via Varejo, dona da Casas Bahia, pede adiamento ao Cade

A dona das Casas Bahia e do Ponto pediu para que esse prazo fosse adiado por mais 10 dias. Em um e-mail enviado à Coordenação-Geral Processual do Cade, representantes jurídicos da varejista solicitaram que a entrega do documento exigido fosse prorrogada para o dia 16 de agosto. O motivo seria o volume de informações exigidas.

Casas Bahia (Imagem: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)

Via Varejo, dona da Casas Bahia e do Ponto, pediu que prazo para enviar dados e respostas fosse adiado em 10 dias (Imagem: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)

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Uma fonte próxima à negociação diz que o pedido da Via Varejo é incomum: a empresa deveria ter esses dados em mãos. Nesse caso, há a especulação de que realmente seja por motivos burocráticos, como a própria varejista alega.

Referente ao pedido da Via Varejo para estender o prazo, o Cade disse que vai responder “no próprio andamento processual, após análise da solicitação”. O Tecnoblog procurou a empresa, que não se manifestou devido ao “período de silêncio”; ela divulga os resultados financeiro do 2º trimestre no dia 11.

Por outro lado, não se sabe como cada varejista deve se pronunciar sobre a compra do Kabum pelo Magalu. Quando a aquisição foi anunciada em julho, veio a público que a B2W esteve próxima de negociar a aquisição do e-commerce de informática.

O Magalu diz que está “confiante na aprovação da aquisição”. A Amazon não quis comentar sobre o caso. Já a B2W não respondeu à reportagem do Tecnoblog até o prazo.

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Renda Fixa volta a ser interessante com alta da Selic, dizem analistas

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Taxa Selic subiu para 9,25%
Fernanda Capelli

Taxa Selic subiu para 9,25%

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de quarta-feira (8), a última do ano,  o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, passando de 7,75% para 9,25% . Esse é o maior ciclo de alta desde 2002 e, como consequência, tem impacto no retorno dos investimentos — muda a regra da poupança e gera maior rentabilidade na renda fixa .

Com a Selic a 7,75%, o dinheiro da caderneta rendia 70% da taxa básica mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, ou seja, o equivalente a 5,53% ao ano. Agora, ela passa a render 0,5% ao mês mais a TR.

Em 12 meses, seriam 6,17%. Apesar disso, o head de alocação da XP, Rodrigo Sagvioli, diz que essa não é uma boa opção quando comparada a outros ativos também seguros, como Tesouro Direto e CDBs com liquidez diária.

“A renda fixa pós-fixada é a que vai oferecer maior atratividade nos próximos meses. Vale a pena aumentar exposição, principalmente para quem tem perfil mais conservador. A renda fixa atrelada à inflação também segue interessante, o retrovisor está bonito. Mas é preciso olhar como ficará o cenário daqui em diante”, avalia Sagvioli.

Para ele, há a tendência de achar que o aumento de juros diminui a atratividade da renda variável, o que não é verdade. O prêmio de risco está muito mais ligado aos juros mais longos.

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“Fundos multimercados, por exemplo, são uma classe atemporal, continuam interessantes”, diz.

O especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders, concorda. Ele diz que a postura defensiva é alocar dinheiro em ativos de renda fixa pós-fixados ou investir em títulos indexados à inflação para prazos mais longos. Recomenda títulos pré-fixados apenas para períodos curtos de até, no máximo, dois anos.

Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, afirma que o Tesouro Selic e os fundos DI estão remunerando melhor que antes, porém alerta que é necessário fazer o cálculo da rentabilidade real.

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“O investidor precisa buscar uma rentabilidade acima da inflação. Como a Selic está alta justamente porque a inflação está alta, é sempre importante diversificar em investimentos que paguem IPCA mais uma taxa, além de ter parte da carteira em ativos dolarizados, se tiver perfil para isso. Podem ser empresas exportadoras, fundos internacionais e BDRs”, aconselha Paula.

E acrescenta:

“Nunca tenha todos os ovos numa mesma cesta. Não mude todos os investimentos para renda fixa porque pode acabar perdendo boas oportunidades.”

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O coordenador do MBA em gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, opina que, como a diferença é pequena entre a inflação e a taxa Selic, quem busca alta rentabilidade deve continuar correndo riscos:

“A renda fixa só volta a ser atrativa como já foi um dia quando a Selic estiver bem maior que a inflação. Hoje, nessa aplicação segura, você pode empatar com a inflação ou perder. É claro que é necessário ter uma aplicação conservadora para a reserva de emergência, mas quem quer multiplicar o dinheiro tem que ir também para o mercado onde possa ganhar mais.”

Sandra Blanco, estrategista chefe da Órama, porém, aposta que a renda fixa ficará ainda mais atraente em 2022. Ela acredita que o ciclo de altas na Selic ainda não acabou e sugere que a taxa possa chegar a 11% no próximo ano.

Em contrapartida, enxerga a inflação mais controlada, com parte significativa dos choques de preços dos combustíveis e da energia se dissipando.

“Vamos ter alta volatilidade em 2022, com eleições polarizadas, a questão fiscal complicada. É o ano para a renda fixa. Mas também há outras oportunidades. Vemos melhores perspectivas para multimercados; investimentos no exterior podem proporcionar bons ganhos; e alocar até 2% da carteira em criptomoedas pode ser interessante”, finaliza.

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