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Agropecuária é o setor com pior queda no PIB no segundo semestre de 2021

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Agropecuária é o setor com maior queda no PIB, com queda de 2,8%
secretaria de agricultura e abastecimento/divulgação

Agropecuária é o setor com maior queda no PIB, com queda de 2,8%

A agropecuária recuou 2,8% no segundo trimestre de 2021, em comparação com os três primeiros meses do ano. A atividade teve a pior queda entre os setores do Produto Interno Bruto (PIB), que caiu 0,1% . As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, a agropecuária apresentou seu pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2019, quando houve um recuo de 2,9%. Um dos motivos para isso, segundo o IBGE, foi a inclusão da safra de café no cálculo. A produção de café está em sua bienalidade negativa – quando após um ano de produtividade alta, ela sofre uma queda, devido à necessidade de recomposição da planta.

Além disso, a produção também foi influenciada pela seca nas principais regiões produtoras de café, como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. A crise hidríca também prejudicou o cultivo de outra safra: a do milho – muito afetada pelas condições climáticas. 

Outro motivo para a queda do PIB da agropecuária veio da soja. Nos três primeiros meses de 2021, a produção teve maior safra – já que a soja é colhida no início de cada ano. No segundo trimestre, no entanto, a colheita é menor, o que impactou no resultado negativo.

Ainda assim, a soja, junto ao arroz, foram responsáveis por uma alta no desempenho da atividade em relação ao mesmo período do ano passado. O PIB da agropecuária cresceu em 1,3%, comparado ao segundo trimestre de 2020. 

Confira os setores destaques no PIB do segundo trimeste de 2021: 

  • Agropecuária: -2,8%
  • Indústria: -0,2%
  • Serviços: +0,7%
  • Comércio: +0,5%
  • Importação: -0,6%
  • Exportação: +9,4%.

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Renda Fixa volta a ser interessante com alta da Selic, dizem analistas

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Taxa Selic subiu para 9,25%
Fernanda Capelli

Taxa Selic subiu para 9,25%

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de quarta-feira (8), a última do ano,  o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, passando de 7,75% para 9,25% . Esse é o maior ciclo de alta desde 2002 e, como consequência, tem impacto no retorno dos investimentos — muda a regra da poupança e gera maior rentabilidade na renda fixa .

Com a Selic a 7,75%, o dinheiro da caderneta rendia 70% da taxa básica mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, ou seja, o equivalente a 5,53% ao ano. Agora, ela passa a render 0,5% ao mês mais a TR.

Em 12 meses, seriam 6,17%. Apesar disso, o head de alocação da XP, Rodrigo Sagvioli, diz que essa não é uma boa opção quando comparada a outros ativos também seguros, como Tesouro Direto e CDBs com liquidez diária.

“A renda fixa pós-fixada é a que vai oferecer maior atratividade nos próximos meses. Vale a pena aumentar exposição, principalmente para quem tem perfil mais conservador. A renda fixa atrelada à inflação também segue interessante, o retrovisor está bonito. Mas é preciso olhar como ficará o cenário daqui em diante”, avalia Sagvioli.

Para ele, há a tendência de achar que o aumento de juros diminui a atratividade da renda variável, o que não é verdade. O prêmio de risco está muito mais ligado aos juros mais longos.

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“Fundos multimercados, por exemplo, são uma classe atemporal, continuam interessantes”, diz.

O especialista de alocação da Ável Investimentos, Gustavo Maders, concorda. Ele diz que a postura defensiva é alocar dinheiro em ativos de renda fixa pós-fixados ou investir em títulos indexados à inflação para prazos mais longos. Recomenda títulos pré-fixados apenas para períodos curtos de até, no máximo, dois anos.

Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, afirma que o Tesouro Selic e os fundos DI estão remunerando melhor que antes, porém alerta que é necessário fazer o cálculo da rentabilidade real.

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“O investidor precisa buscar uma rentabilidade acima da inflação. Como a Selic está alta justamente porque a inflação está alta, é sempre importante diversificar em investimentos que paguem IPCA mais uma taxa, além de ter parte da carteira em ativos dolarizados, se tiver perfil para isso. Podem ser empresas exportadoras, fundos internacionais e BDRs”, aconselha Paula.

E acrescenta:

“Nunca tenha todos os ovos numa mesma cesta. Não mude todos os investimentos para renda fixa porque pode acabar perdendo boas oportunidades.”

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O coordenador do MBA em gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, opina que, como a diferença é pequena entre a inflação e a taxa Selic, quem busca alta rentabilidade deve continuar correndo riscos:

“A renda fixa só volta a ser atrativa como já foi um dia quando a Selic estiver bem maior que a inflação. Hoje, nessa aplicação segura, você pode empatar com a inflação ou perder. É claro que é necessário ter uma aplicação conservadora para a reserva de emergência, mas quem quer multiplicar o dinheiro tem que ir também para o mercado onde possa ganhar mais.”

Sandra Blanco, estrategista chefe da Órama, porém, aposta que a renda fixa ficará ainda mais atraente em 2022. Ela acredita que o ciclo de altas na Selic ainda não acabou e sugere que a taxa possa chegar a 11% no próximo ano.

Em contrapartida, enxerga a inflação mais controlada, com parte significativa dos choques de preços dos combustíveis e da energia se dissipando.

“Vamos ter alta volatilidade em 2022, com eleições polarizadas, a questão fiscal complicada. É o ano para a renda fixa. Mas também há outras oportunidades. Vemos melhores perspectivas para multimercados; investimentos no exterior podem proporcionar bons ganhos; e alocar até 2% da carteira em criptomoedas pode ser interessante”, finaliza.

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