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Dinheiro na mão é vendaval

55% da população não acredita na recuperação econômica em 2021, diz estudo

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População adia para 2022 otimismo sobre recuperação da economia pessoal e nacional, revela pesquisa da Febraban
Fernanda Capelli

População adia para 2022 otimismo sobre recuperação da economia pessoal e nacional, revela pesquisa da Febraban

Mesmo com a projeção de crescimento do PIB em 2021 entre 5% a 5,5%, o avanço da vacinação contra a Covid-19, e a flexibilização de boa parte das restrições impostas em todos os setores, a maioria da população permanece apreensiva, temendo a piora nos próximos seis meses do desemprego, inflação e poder de compra.

A terceira edição do RADAR FEBRABAN mostra que a maioria dos brasileiros aposta na recuperação da economia e das finanças pessoais a partir do próximo ano. Depois de um recuo de 54% em março para 52% em junho, voltou a crescer para 55% a proporção de brasileiros que não acreditam que a situação financeira pessoal se recupere ainda esse ano.

Assim como na pesquisa de junho, mais de dois terços dos entrevistados (68%) estimam que a economia brasileira só deve dar sinais de melhora a partir do ano que vem. O percentual daqueles que acham que a economia não vai se recuperar passou de 9% em março para 15% em setembro.

Realizada no período de 2 a 7 de setembro, com 3 mil entrevistados em todas as cinco regiões do País, a terceira edição do RADAR FEBRABAN avaliou a evolução da expectativa dos brasileiros sobre os seguintes temas e apresenta ainda um recorte regional:

  • Situação da economia e consumo
  • Bancos
  • Meios de informação

A pesquisa se soma ao Observatório FEBRABAN e à FEBRABAN News, criados em 2020, como instrumentos para estreitar o diálogo do setor bancário com os brasileiros, tornando-se polo de notícias, conteúdo e ponto de encontro de debate.

Sobre os bancos, a avaliação da população é majoritariamente positiva. “A credibilidade no setor bancário alcançou os patamares mais elevados de opinião positiva desde o início da série histórica do estudo: confiança nos bancos; satisfação com o atendimento bancário; avaliação positiva da contribuição dos bancos para o desenvolvimento da economia, a ajuda ao país, à sociedade e aos clientes no enfrentamento da pandemia, a geração de empregos, e a melhora da qualidade de vida das pessoas”, aponta o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), responsável pela pesquisa.

RECUPERAÇÃO ECONÔMICA

Faltando menos de quatro meses para o fim do ano, mais da metade dos brasileiros (55%) creem que sua situação financeira familiar só vai se recuperar em 2022. Menos de um quinto (18%) acredita na melhora de sua situação financeira ainda este ano – um recuo de 5 pontos em relação a junho. Os mais pessimistas, que não veem qualquer perspectiva de recuperação das finanças pessoais, somam 7%, um aumento de 2 pontos em relação ao levantamento de junho.

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A expectativa de recuperação somente a partir de 2022 se amplia quando pensam na economia do país. Assim como na pesquisa de junho, mais de dois terços dos entrevistados (68%) estimam que a economia brasileira só deve dar sinais de melhora a partir do ano que vem.

Na medida em que se aproxima o final do ano, cresce o descrédito quanto à recuperação econômica em 2021: somente 9% creem nisso, uma queda de 4 pontos em relação a junho, e retorno ao patamar de março. Embora pequena, segue em trajetória crescente a parcela dos que não enxergam quaisquer perspectivas de recuperação da economia: 9% em março, 12% em junho e 15% agora. Esse número chega a 21% entre os jovens de 18 a 24 anos.

PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES

Aumento do desemprego, queda do poder de compra, elevação da inflação, do custo de vida e da taxa de juros compõem o leque das principais inquietações dos brasileiros e embasam o sentimento desfavorável sobre a recuperação da vida financeira familiar e da economia em curto prazo.

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Ainda assim, é possível observar perspectivas mais favoráveis em relação a março e relativa estabilidade em relação a junho. Numa projeção para os próximos seis meses:

  • 76% apostam no aumento da taxa de juros, mesmo patamar de março e maior que junho (72%).
  • 74% acreditam que a inflação e o custo de vida irão aumentar nos próximos seis meses. Em junho, eram 73% e em março esse montante chegava a 80%.
  • 54% preveem o aumento do desemprego. Em junho eram 52% e em março somavam 70%.
  • 51% creem que o poder de compra das pessoas vai diminuir. Em junho, o percentual era 48% e em março 64% tinham essa opinião.

Quanto ao acesso de pessoas e empresas ao crédito, assim como nas edições anteriores as opiniões se dividem: 32% acreditam em aumento, 31% apostam em queda e para 29% o acesso ao crédito ficará igual.

CONSUMO

O desejo de comprar um imóvel vem crescendo entre os brasileiros. Nesta edição do Radar Febraban, 34% dos entrevistados expressam essa intenção como uma alternativa de investimento preferencial caso a situação financeira melhore e haja sobra no orçamento nos próximos meses. Em março e junho passados, esses índices eram, respectivamente, 23% e 27%.

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Cerca de dois terços das pessoas ouvidas acham mais interessante, na hipótese de sobras financeiras, fazer investimentos bancários: 31% aplicariam na poupança e outros 31% fariam outro tipo de investimento. E ainda:

26% dos entrevistados usariam a sobra de dinheiro para investir na própria educação e de seus familiares – entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual alcança 36%; 22% reformariam a casa; 20% prefeririam viajar.

Ao contrário das opções de investir na educação e reformar a casa, que mantiveram patamares semelhantes às ondas anteriores, o levantamento de setembro registra o menor índice quanto ao desejo de viajar, que em março era de 25% e em junho, 29%.

Outros itens receberam menos de 15% das menções:

  • melhorar o plano de saúde (14%);
  • comprar carro e comprar eletrodomésticos/eletrônicos (12% em ambos os casos);
  • comprar moto (5%);
  • fazer seguro de carro, casa, vida ou outros (4%).

CONTRIBUIÇÃO DOS BANCOS

A confiança nos bancos em setembro alcança a melhor marca entre as rodadas do levantamento (60%).  A confiança nas fintechs deu um salto significativo entre março e setembro: de 49% para 59%. Quanto às empresas privadas em geral, a confiança é de 54% (eram 51% em junho).

Essa opinião favorável sobre os bancos também se expressa no crescente reconhecimento de sua relevância para a economia, o país e as pessoas:

  • 61% avaliam que os bancos dão uma contribuição positiva para o desenvolvimento da economia brasileira (março: 51% e junho: 53%).
  •  57% opinam que os bancos ajudam o país, à população e seus clientes no enfrentamento da crise do coronavírus (março: 45% e junho: 52%).
  •  54% consideram que os bancos contribuem positivamente para a geração de empregos (março: 40% e junho: 43%).
  • 49% avaliam que o setor contribui de forma positiva para a qualidade de vida das pessoas (março: 42% e junho: 45%).

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Criptomoedas têm queda nos preços; confira as maiores desvalorizações

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Bitcoin sofre liquidação e derruba todo o mercado: confira as criptomoedas com maiores desvalorizações na semana
Luciano Rocha

Bitcoin sofre liquidação e derruba todo o mercado: confira as criptomoedas com maiores desvalorizações na semana

Durante as últimas 24 horas, o mercado de criptomoedas experimentou uma nova queda forte nos preços. O Bitcoin (BTC), por exemplo, perdeu o suporte de US$ 40 mil e agora opera pouco acima dos US$ 35 mil.

Como resultado, a criptomoeda acumula uma queda de 20% ao longo dos últimos sete dias. Mas as altcoins não fizeram um papel melhor. De fato, absolutamente todas as  criptomoedas do Top 100 encerrou a semana no negativo.

Entre as maiores perdas, o cenário foi ainda pior, pois muitas delas chegaram a cair acima dos 40%. Portanto, a lista dessa semana mostrará não as maiores desvalorizações, mas sim as maiores perdas do mercado.

Disclaimer: a lista leva em conta os preços e percentuais registrados no momento da produção do texto. Além disso, serão consideradas as criptomoedas que estão no Top 100 da lista do CoinMarketCap. Sem mais delongas, eis a lista!

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Loopring (LRC)

A Loopring é uma camada do Ethereum (ETH) especializa na construção de exchanges descentralizadas (DEX). O preço de seu token LRC caiu 42,68% na semana, atingindo R$ 4,35. Com R$ 5,7 bilhões em valor de mercado, o token ocupa a 77ª posição na lista.

Desempenho da LRC ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

Harmony (ONE)


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Mais uma rede com foco em aplicações descentralizadas, a Harmony também viu seu token ONE sofrer e perder 42,97% de seu valor na semana. Como resultado, o preço do token caiu para R$ 1,11, derrubando seu valor de mercado para R$ 12,8 bilhões. O ONE ocupa a 47ª posição na lista.

Desempenho da ONE ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

Curve DAO Token (CRV)

A Curve é uma DEX que fornece liquidez e estrutura para a negociação de stablecoins descentralizadas. Seu token CRV encerrou a semana em queda de 44% e vale R$ 16,18 cada unidade. Já o valor de mercado total chegou aos R$ 7,3 bilhões e ficou na 63ª posição.

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Desempenho do CRV ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

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Near Protocol (NEAR)

Com queda de 44,86%, o token NEAR ganhou a medalha de prata da semana. Seu preço fechou a semana em R$ 61,86 enquanto seu valor de mercado chegou aos R$ 38,3 bilhões, o que ainda garantiu a 24ª posição ao protocolo.

Desempenho do NEAR ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

Gala Games (GALA)

Nem mesmo os badalados jogos em blockchain escaparam da queda, conforme mostra a perda de 45,87% no valor do token GALA. A forte desvalorização derrubou o preço do token para R$ 1,02, e o valor de mercado da Gala atingiu R$ 7,1 bilhões, ficando com a 65ª posição.

Desempenho do GALA ao longo da semana. Fonte: CoinMarketCap.

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