Dilma está em dívida com Snowden

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Eu, Enock Cavalcanti, digo que Dilma está, também, em dívida com o Fantástico e com a Rede Globo. Belo trabalho este do Fantástico! Confira o texto e o vídeo. (EC)

Dilma está em dívida com Snowden

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Oliver Stone, o cineasta, lamentou há pouco tempo no twitter, a ausência de Lula no comando do Brasil.
Ele criticava Dilma por não haver oferecido asilo a Snowden. Maduro e Correa, por exemplo, se apressaram em abrir as portas a Snowden, ainda que num gesto mais simbólico que prático, dado o cerco americano ao jovem que denunciou o ubíquo esquema de espionagem de Washington.Stone estava certo.A maior prova disso reside na reação justificadamente enraivecida de Dilma ao saber que foi objeto de espionagem especial.Não fosse Snowden, não saberíamos de nada. Dilma continuaria a oferecer aos Estados Unidos uma deferência obsequiosa que, fora do campo da retórica vazia, claramente não encontra correspondência.Snowden sacrificou seu futuro em nome de uma causa grandiosa. Morava no Havaí com uma namorada linda, tinha um bom salário e levava aquela vida que costumamos definir como próxima do ideal.Hoje é caçado. Se for apanhado pelos americanos, pode-se imaginar o que o aguarda pela sentença de Manning – 35 anos de prisão.

O crime, aspas, de Snowden foi revelar um crime, sem aspas, dos Estados Unidos.

Dilma, como mostrou a reportagem de Glenn Greenwald no Fantástico feita com material de Snowden, foi vítima desse crime.

O homem a quem deve uma informação tão importante não mereceu uma retribuição – ainda que simbólica, repito – no momento em que buscava um teto.

Não há, agora, o que ela possa fazer quanto a isso.

Mas pode, pelo menos, aprender uma lição preciosa.

 

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Documentos revelam esquema de agência dos EUA para espionar Dilma

Fantástico apresenta uma reportagem exclusiva e reveladora: como é que o maior sistema de espionagem do mundo está de olho no Brasil.

CONFIRA EM VIDEO

Fantástico apresentou uma reportagem exclusiva e reveladora: como é que o maior sistema de espionagem do mundo está de olho no Brasil. Veja, passo a passo, como a agência de segurança nacional dos Estados Unidos consegue monitorar as comunicações no centro do poder, em Brasília, inclusive da presidente Dilma Rousseff.

A reportagem é de Sônia Bridi e Glenn Greenwald.

Os documentos, classificados como ultrassecretos, fazem parte de uma apresentação para o público interno da agência de segurança nacional dos Estados Unidos. Um código indica isso. Veja os documentos aqui.

Eles mostram a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o que seriam seus principais assessores, como alvo direto de espionagem da NSA.

O jornalista Glenn Greenwald, coautor desta reportagem, foi quem recebeu os papéis das mãos de Edward Snowden, o ex-analista da NSA, que deixou os Estados Unidos levando documentos da agência, com a intenção de divulgar o sistema de espionagem americano no mundo.

Fantástico: Quando foi que você recebeu esse documento do Edward Snowden?
Glenn Greenwald: Foi na primeira semana de junho, quando esteve com ele em Hong Kong. Ele me deu esses documentos com todos os outros documentos no pacote original.

O pacote tinha milhares de documento secretos. Glenn analisou esses papéis com Snowden durante uma semana em Hong Kong. Pouco depois Snowden fugiu para a Rússia, onde passou 38 dias na área de trânsito do Aeroporto de Moscou, até ter seu pedido de asilo aceito no país.

Durante a produção da reportagem, o Fantástico conversou com Snowden por um programa de bate-papo protegido contra espionagem. Escondido em algum ponto do território russo, ele disse que, por exigência do governo local, não pode comentar o conteúdo dos papéis, mas diz que acompanha a repercussão que os documentos estão tendo pelo mundo, inclusive no Brasil.

Fantástico: Como é que a gente pode avaliar o documento e saber se foram operações que foram consumadas e não apenas projetos?
Glenn Greenwald: Foi muito claro com esses documentos que ele já fizeram essa espionagem, porque eles não estão discutindo isso só como alguma coisa que eles estão planejando. Eles estão festejando o sucesso da espionagem.

Os documentos obtidos com exclusividade pelo Fantástico mostram que foi feita espionagem de comunicações da presidente Dilma com seus principais assessores. Também é espionada a comunicação dos assessores entre eles e com terceiros.

A apresentação secreta se chama: “Filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil”. Segundo a apresentação, o programa possibilita encontrar, sempre que quiser,  uma agulha no palheiro.

O palheiro, no caso, é o volume imenso de informações a que a espionagem americana tem acesso todos os dias, interceptando comunicações das redes de telefone e internet e dos servidores de e-mail e redes sociais. A agulha é quem eles escolherem.

No documento, de junho de 2012, são dois alvos: o presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato líder nas pesquisas para a presidência, e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Funciona assim: selecionado o alvo, são monitorados os números de telefone, os e-mails e o IP, a identificação do computador. O mesmo para os interlocutores escolhidos, no caso, assessores. O que eles chamam de ‘um pulo’, é toda a comunicação entre o alvo e os assessores. Um pulo e meio, quando os assessores conversam entre eles. Dois pulos, quando eles conversam com outras pessoas.

Para espionar o então candidato mexicano Peña Nieto, o S2C, o serviço de segurança internacional da NSA para América Latina,  fez uma ação intensiva. Para isso, usou dois programas. Um deles é chamado “mainway”, e serve para coletar o grande volume de informações que passa pelas redes de comunicação.

As mensagens de texto por telefone do candidato também foram interceptadas, usando o programa “Association”, que pega as informações que circulam nas redes sociais. Daí, as mensagens vão para outro filtro, o “Dishfire”, que busca por determinadas palavras-chave.

Sob o título “mensagens interessantes”, a prova de que o conteúdo das mensagens foi acessado. Dois trechos são citados. Em um deles, o ainda candidato à presidência do México, Peña Nieto, conta quem seriam alguns de seus ministros, que só tomariam posse seis meses depois da eleição.

Na sequência, vem a explicação de como foi feita a espionagem da presidente Dilma. “Goal” é o objetivo da operação: “melhorar a compreensão dos métodos de comunicação e dos interlocutores da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e seus principais assessores”.

O que eles chamam de “sementes” são os endereços eletrônicos e números de telefones monitorados. Um dos programas usados pela NSA é chamado de “DNI selectors”, que, segundo outro documento vazado por Snowden, captura tudo o que o usuário faz na internet, incluindo o conteúdo de e-mails e sites visitados.

O gráfico seguinte mostra toda a rede de comunicações da presidente com seus assessores. Cada bolinha representa uma pessoa. Mas a imagem ampliada mostra que legendas ou nomes de quem teve a comunicação interceptada foram apagados para a apresentação.

No documento não há exemplos de mensagens ou ligações entre a presidente Dilma e seus ministros, como aconteceu quando o agora presidente do México foi mencionado.

Mas na última página o documento diz que o método de espionagem usado é “uma filtragem simples e eficiente que permite obter dados que não são disponíveis de outra forma. E que pode ser repetido”. Se pode ser repetido, tudo indica que foi levado a cabo.

E mais. Conclui, dizendo que a união de dois setores da NSA teve sucesso contra alvos de alto escalão: Brasil e México. Alvos importantes, que sabem do perigo de espionagem e protegem sua comunicação. Novamente, se houve sucesso é porque foram exemplos reais.

Em julho, uma reportagem do jornal ‘O Globo’, mostrada também no Fantástico, revelou, com documentos vazados por Snowden, que os Estados Unidos interceptam milhões de comunicações de brasileiros.

Na época, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, negou que o conteúdo das ligações e de e-mails de cidadãos brasileiros estivessem sendo espionados. Admitiu apenas que a NSA acessa os chamados metadados, que é o total de conexões, que passam pelo Brasil.

Não está claro se a interceptação das ligações da presidente Dilma foi feita apenas com acesso às redes de comunicação, ou se houve participação de espiões em território brasileiro.

James Bramford, especialista que escreveu três livros sobre a NSA, falou com o Fantástico, em Washington. Ele diz que a NSA tem espiões nas embaixadas e consulados americanos pelo mundo.

“Temos uma grande embaixada em Brasília e um consulado no Rio de Janeiro. A NSA opera nesses prédios. Antenas nas embaixadas podem interceptar sinais de micro-ondas e telefones celulares”, diz James Bramford.

Ainda em Hong Kong, quando se encontrou com Glenn Greenwald, Edward Snowden comentou os documentos que envolvem a espionagem à presidente Dilma.

Ele disse o seguinte: “a tática do governo americano desde o 11 de setembro é dizer que tudo é justificado pelo terrorismo, assustando o povo para que aceite essas medidas como necessárias. Mas a maior parte da espionagem que eles fazem não tem nada a ver com segurança nacional, é para obter vantagens injustas sobre outras nações em suas indústrias e comércio em acordos econômicos”.

No mês passado, a revista ‘Época’ publicou com exclusividade um documento comprovando que a espionagem americana é também comercial. Trata-se de uma carta escrita pelo atual embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, em 2009, quando ainda era subsecretário de estado.

Ele agradece à NSA pelas informações repassadas à diplomacia americana antes  da 5ª Cúpula das Américas, um encontro entre os chefes de Estado do continente para discutir assuntos comerciais e diplomáticos da região.

Na carta, Thomas Shannon escreveu: “mais de 100 relatórios que recebemos da agência nos deram uma compreensão profunda dos planos e intenções dos outros participantes da cúpula e permitiram que nossos diplomatas estivessem bem preparados para aconselhar o presidente Obama em como lidar com questões controversas”.

“Em questões comerciais, saber o que os outros estão pensando antes das reuniões multilaterais é como jogar pôquer sabendo quais as cartas de todos na mesa”, afirma James Bramford.

Outro documento obtido com exclusividade pelo Fantástico diz que uma divisão inteira da NSA é dedicada à política internacional e a atividades comerciais, com um setor encarregado de países da Europa Ocidental, Japão, México e Brasil.

Um terceiro documento ultrassecreto enumera os desafios geopolíticos dos Estados Unidos para os anos de 2014 a 2019.

O surgimento do Brasil e da Turquia no cenário global é classificado como risco para a estabilidade regional. E o Brasil aparece de novo, junto com outros países, como uma dúvida no cenário diplomático americano: nosso país seria amigo, inimigo ou problema? Também são citados Egito, Índia, Irã, Turquia, México, além de outros países.

“Quando o país fica mais independente, mais forte, como o Brasil está, competindo com os Estados Unidos, com empresas americanas. E por causa disso, o governo americano está pensando diferente sobre Brasil”, destaca Glenn.

Por que Edward Snowden torna públicos esses documentos? “Ele me disse: ‘Olha, eu acho que a privacidade do norte-americano é muito importante, mas também acho que a privacidade dos estrangeiros, das pessoas na América Latina, dos brasileiros, são muito importante também. Igual com importância. E eu não quero proteger a privacidade do norte-americano só. Eu quero proteger a privacidade de todas as pessoas’”, revela Glenn.

Esta semana o jornal ‘Washington Post’ publicou o orçamento secreto dos serviços de espionagem americanos, o equivalente a R$ 126 bilhões.

 

Veja os documentos ultrassecretos que comprovam espionagem a Dilma

Arquivos foram obtidos com o ex-analista da NSA Edward Snowden.

Neste domingo (1º), o Fantástico exibiu uma reportagem exclusiva que revelou como o maior sistema de espionagem do mundo está de olho no Brasil.

Os três documentos ultrassecretos, vazados pelo ex-analista da NSA (Agência de Segurança Nacional de Segurança dos Estados Unidos) Edward Snowden, a que o Fantástico teve acesso exclusivo estão reproduzidos abaixo.

O primeiro deles é uma apresentação secreta realizada para um público interno da própria agência. Nele, a espionagem deflagrada pela NSA contra a presidente do Brasil, Dilma Roussef, é explicada passo a passo.

O segundo documento, é outra apresentação interna que classifica os desafios na área internacional a que os Estados Unidos estarão expostos nos próximos anos. Nele, o Brasil aparece classificado como motivo de preocupação sob a rubrica: “Amigos, Inimigos ou Problemas?”.

O terceiro parece ser um comunicado interno trocado entre departamentos da agência. Nele, o interesse comercial da espionagem feita pela NSA contra o Brasil fica claro.

Alguns trechos dos documentos foram rasurados a pedido de Edward Snowden e Glenn Greenwald, o jornalista norte-americano coautor da reportagem apresentada pelo Fantástico neste domingo, por conterem informações sensíveis para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Glenn 1-30 (Foto: Reprodução)

O título do primeiro documento ultrassecreto é “Filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil”.

A sigla SATC, que aparece na capa, quer dizer “Secure and Trustworthy Cyberspace”, o departamento da NSA responsável por fazer da internet um ambiente seguro e confiável. O documento é datado de junho do ano passado.

Glenn 1-31 (Foto: Reprodução)

Na segunda página, é mostrada a classificação de segurança do documento: TOP SECRET, ou ultrassecreto, é a classificação mais alta que os documentos da agência podem receber. Os serviços secretos aos quais é permitido o acesso ao documento estão listado: Estados Unidos, Austrália, Canadá, Grã-Bretanha e Nova Zelândia, países com quem os Estados Unidos têm acordos de parceria na área de inteligência.

Glenn 1-35 (Foto: Reprodução)Aqui, são explicados os benefícios do sistema de SATC de espionagem. De toda a informação coletada pelo serviço secreto nas conexão de comunicação, apenas os “Selectors of Interest”, os alvos de interesse, podem ser filtrados.

Glenn 1-36 (Foto: Reprodução)

 

Nesse slide, uma evidência de que o sistema é efetivo na coleta de dados. A apresentação diz que, com o seu uso, é possível, literalmente, “acha uma agulha em um palheiro de uma forma eficiente e que pode ser repetida”.

Glenn 1-38 (Foto: Reprodução)

 

Aqui é apresentado um gráfico de como as redes de comunicação são visualizadas pelo sistema.

Glenn 1-39 (Foto: Reprodução)

 

Nessa página, são explicados os “Hops”, os chamados “pulos” de interceptação. “Um pulo” são as comunicações telefônicas (ligações e mensagens de texto) trocadas entre o alvo original e as pessoas com que ele conversa. “Um pulo e meio” são as conexões formadas pelas conversas realizadas entre essas pessoas.

Glenn 1-44 (Foto: Reprodução)

O “segundo pulo” é estabelecido quando todas as comunicações entre o alvo original, as pessoas com que ele conversa e terceiros são todas rastreadas.

Glenn 1-45 (Foto: Reprodução)

Aqui, a primeira prova de que o sistema foi colocado em prática. O texto diz que um time do departamento de Segurança Internacional da NSA (S2C) responsável pelo México (41) realizou um esforço concentrado (“surge effort”) de duas semanas para investigar o então candidato que liderava as pesquisas para a presidência do México, Enrique Peña Nieto, e nove dos seus interlocutores mais próximos. Peña Nieto venceu a eleição presidencial realizada um mês depois da data dessa apresentação. “FOUO” é a sigla para “For Official Use Only”, “apenas para uso oficial”, uma outra classificação de segurança.

Glenn 1-46 (Foto: Reprodução)

 

 

Aqui, é explicada passo a passo a espionagem feita contra Peña Nieto. “Seeds” são as sementes, os alvos originais, no caso, Peña Nieto e seus interlocutores. As comunicações interceptadas deles passam por três programas de filtragem de informações. O primeiro é o “Mainway”, e serve para coletar o grande volume de informações que passa pelas redes de comunicação. O segundo, “Association”, filtra mensagens de texto de celulares, os SMS. Em seguida, as informações são passadas pelo “Dishfire”, programa que busca por palavras-chave no material intercaptado.

Glenn 1-48 (Foto: Reprodução)

 

O resultado surpreendente da espionagem é apresentado nesse slide chamado “Interesting Messages”, mensagens interessantes. Duas mensagens de texto trocadas pelo candidato Peña Nieto citam nomes de assessores que vão ocupar cargos no futuro governo. Eles realmente foram nomeados seis meses depois da data dessa apresentação.

Glenn 1-49 (Foto: Reprodução)

Aqui, a apresentação mostra que o time de Segurança Internacional para o Brasil da NSA (S2C42) tinha como alvo a presidente Dilma e alguns de seus interlocutores.
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Os alvos “seeds” brasileiros passam por um programa chamado “DNI Selectors”, que filtra as comunicações digitais.

Glenn 1-52 (Foto: Reprodução)

 

O gráfico mostra toda a rede de comunicação da presidente brasileira. O texto diz que foram descobertos novos alvos de alto interesse a partir das interceptações.

Glenn 1-53 (Foto: Reprodução)

 

Na conclusão da apresentação, a NSA festeja o sucesso do sistema de espionagem. É dito que informações antes impossíveis de serem obtidas foram interceptadas. E que o SATC foi capaz de aplicar técnicas de espionagem contra pessoas importantes no Brasil e no México.

Slide1 (Foto: Reprodução)

 

O segundo documento é outra apresentação chamada “Desafios Geopolíticos para 2014-2019: Identificação de Desafios para o Futuro”.

Slide2 (Foto: Reprodução)

 

A classificação desse documento também é TOP SECRET, ultrassecreto. “FVEY” quer dizer “Five Eyes”, os cinco serviços secretos: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Canadá e Austrália.

Slide 3 (Foto: Reprodução)

 

Aqui, são mostrados alguns fatores de instabilidade regional. O surgimento de Brasil e Turquia como atores globais de mais importância é apresentado como motivo de preocupação para osEstados Unidos.

PPT 1 (Foto: Reprodução)

 

Os desafios mais importantes para os Estados Unidos são listados nesse slide. Sob o título “Amigos, Inimigos ou Problema?”, o Brasil aparece junto com Egito, Índia, Irã, México, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Turquia, Iêmen, entre outros.

Texto (Foto: Reprodução)

No terceiro documento, diz que uma divisão inteira da NSA é dedicada a investigar a política internacional e atividades comerciais de outros países, com um setor encarregado de nações da Europa Ocidental, Japão, México e Brasil.

 

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