Destrua a mim, Jairo Rocha, não destrua a candidatura de Portocarrero!

Nesta quarta-feira, dia 4 de maio, na sede do Sindicato dos Bancários, depois da reunião dos partidos da base aliada, quando me aproximei do Jairo Rocha, dirigente da AE, para procurar esclarecimentos sobre as articulações que estariam acontecendo, nos bastidores do PT, visando forjar uma retirada da candidatura de Portocarrero e levantar o nome de Vera Araújo como possível vice numa chapa com o PT, tive o desprazer, a surpresa e o infortúnio de ouvir de Jairo Rocha, parceiro em tantas batalhas, entre outras coisas, o seguinte:

– Se você der publicidade a este tipo de colocação envolvendo a Vera em seu saite, se prepare que você vai ver o que vai sobrar da candidatura do Portocarrero no domingo.

Ou seja, uma ameaça. Mas não uma ameaça contra mim, que até seria mais natural. Imaginemos que ele entendesse que eu estava sendo politicamente irresponsável. A partir deste entendimento, poderia muito bem me questionar duramente. Estranhamente, todavia, as ameaças não foram contra mim, o Enock Cavalcanti. As ameaças foram contra a candidatura do PT, escolhida e definida nas urnas, na histórica prévia que o PT realizou em Cuiabá.

Que posso eu dizer diante da agressiva reação do lider da AE? Ameace a mim, Jairo Rocha! Destrua a mim, Jairo Rocha! Não pretenda destruir a candidatura que a militância do PT, de forma heróica construiu nas urnas, nas prévias em Cuiabá. Se eu me precipito, se eu sou incompetente, se eu sou tudo que vocês argumentam pela cidade, ajam contra mim! Deixem Portocarrero em paz, que se trata de um homem digno, um militante honrado que se colocou a serviço do PT justamente para impedir uma nova prostituição da legenda dos trabalhadores, como já aconteceu antes em Cuiabá, na campanha descontrolada de Alexandre ou, recentemente, em Várzea Grande, na adesão irrefletida a Maksuês Leite.

Destrua a mim, Jairo Rocha! Preserva a candidatura de Portocarrero! Preserve o PT ! É só o que posso dizer, na expectativa de que os militantes petistas cuiabanos compreendam a importância de priorizar os embates externos em relação aos embates internos. Repito o que já avalie antes: tudo que acontece neste processo, é reflexo da dificuldade que tem a direção da AE, em Cuiabá, de perceber que se tornou minoritária em uma disputa intramuros e que deve se submeter, democraticamente, à hegemonia política de um grupo que eles imaginavam minoritário, que é o Utopia e Vida. Mas daí a comprometer todo o projeto petista…

No mais, lastimar o receio da transparencia. Tenho para mim que não devem existir segredo dentro do PT. O PT surgiu para acabar com os conchavos, não para fortalecê-los. Daí a tranquilidade com que acho que todas as questões devam ser expostas de forma pública.

 

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