GRAMPOS ILEGAIS: Estão presos coronéis Evandro Lesco, Ronelson Barros e Alexander Mendes e os ten-cel Vitor Fortes e Januário Batista, por ordem do desembargador Orlando Perri

 

PMs que ‘vazaram’ informações sigilosas também são presos; chega a seis número de coronéis encarcerados

Já chega a seis o número de militares de altas patentes presos em Mato Grosso em decorrência do escândalo envolvendo às investigações sobre os grampos no Estado. Na noite de hoje, 23, o então corregedor da Polícia Militar, coronel Alexander Mendes e o diretor de Inteligência da corporação, tenente-coronel Vitor Fortes também foram detidos.

Fortes e Mendes  foram presos acusados de avisarem, na manhã de hoje,  aos coronéis e também secretários de Estado Evandro Lesco (Casa Militar) e Airton Siqueira (titular de Justiça e Direitos Humanos) de que eles estavam na mira do Judiciário em razão da suposta participação em interceptações telefônicas.

Informados, os dois secretários solicitaram providências ao governador do Estado, Pedro Taques, que encaminhou informações ao judiciário e determinou a troca do comandante geral da PM, que receberá as atribuições oficialmente a partir da próxima segunda-feira. Foi anunciado para comandar a pasta o coronel Marcus Vieiras da Cunha. Como adjunto, o coronel Paulo Serbija.

Na tarde de hoje, após o vazamento das informações, o coronel Lesco foi preso por suposto envolvimento no esquema e nenhuma ordem de prisão foi emitida contra o coronel Siqueira.

Mendes e Fortes foram presos administrativamente por 30 dias. Encarregado do inquérito policial militar instaurado para apurar o esquema, o coronel Jorge Catarino Moraes, também solicitou à Justiça a prisão preventiva da dupla.

Nomes:

Estão presos os coronéis Evandro Lesco, o  tenente-coronel Januário Batista, o coronel Ronelson Barros, além de Fortes e Mendes. O coronel Lesco foi levado para sede da Academia da PM no bairro Costa Verde, em Várzea Grande. Já o coronel Januário encontra-se no Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Ronelson na sede do 4º BPM, também em Várzea Grande.

Acusado de participação no esquema, o coronel Zaqueu Barbosa, também foi preso desde 23 de maio por determinação do magistrado Marcos Faleiros.

Entenda o caso:

A denúncia sobre o esquema foi veiculada pelo Fantástico no último dia 14 de maio. Reportagem veiculada apontou que coronéis, assessores empregaram de uma investigação sobre o crime de tráfico de drogas para garantir que médicos, políticos, advogados e empresários fossem ‘grampeados’.

O Governo do Estado de Mato Grosso se manifestou sobre o caso. Veja a íntegra da nota.

“Diante da confirmação dos mandados de prisão expedidos nesta sexta-feira (23.06) pelo desembargador Orlando de Almeida Perri, do Tribunal de Justiça, o Governo do Estado de Mato Grosso vem a público esclarecer o que segue:

Que respeita a decisão judicial, mas ressalva que os coronéis PM Evandro Lesco e Ronelson Barros gozam da total confiança do Governo, e esclarece que, apesar da decretação das prisões, as investigações estão em fase inicial e não há, até onde seja do conhecimento do Governo, nenhum ato que desabone suas condutas de militares e agentes públicos honrados e probos.

Que diante das prisões preventivas do secretário e do secretário adjunto da Casa Militar, Lesco e Barros, respectivamente, o governador Pedro Taques determinou o afastamento provisório e não remunerado dos dois secretários, até que se esclareçam as investigações sobre ambos.

O governador anuncia a nomeação do Cel PM Wesley de Castro Sodré, atual Comandante Regional do CR 7 (Tangará da Serra e região) para responder interinamente pela Chefia da Casa Militar.

Quanto às prisões do Tenente Coronel Januário Antônio Edwiges Batista, atual Comandante do 4º Batalhão, em Várzea Grande, e do Cabo Torezan, cedido ao Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual, o Governo do Estado acompanhará as investigações sobre suas atuações.
O Governador Pedro Taques revela que, assim que tomou conhecimento de que dois oficiais militares do Alto Comando da PMMT (Cel Alexandre Mendes, Corregedor Geral da PMMT, e Victor Fortes, Diretor de Inteligência da PMMT) estiveram na Casa Militar na manhã desta sexta-feira para revelar a possibilidade de prisão de membros do Governo, inclusive recomendando que se “preparassem”, tomou a única medida que lhe competia, que foi a de comunicar o fato ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, uma vez que a atuação dos dois militares caracterizaria, em tese, crimes de violação de sigilo judicial e obstrução da Justiça, recomendando ao presidente do TJ, desembargador Rui Ramos, que tomasse as providências que julgasse apropriadas ao caso. Como autoridade pública e professor de Direito, o governador não poderia se omitir diante dos fatos supostamente ilegais trazidos ao seu conhecimento, sob pena de cometer o crime de prevaricação, pois não coaduna com vazamentos ilegais, em respeito às decisões judiciais. O governador também comunicou o fato ao secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, que já encaminhou a notícia do suposto crime ao Ministério Público da Auditoria Militar.

Por fim, o governador acredita na Justiça e nas instituições democráticas, reitera sua convicção de que a verdade prevalecerá, e que ao final das investigações os verdadeiros culpados serão identificados e punidos na forma da lei”.

Cuiabá-MT, 23 de junho de 2017.

 

FONTE OLHAR DIRETO

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Chefe da Casa Militar é preso

Outros cinco militares também tiveram a prisão preventiva decretada, sendo que dois por vazamento de informação

GCOM
O secretário Chefe da Casa Militar, Evandro Ferraz Lesco, preso ontem

DO DIARIO DE CUIABA

O secretário Chefe da Casa Militar, Evandro Ferraz Lesco, foi preso no final da tarde de ontem, sexta-feira (23), por suposto envolvimento no esquema de grampos ilegais instaurado no âmbito do Governo do Estado. A prisão foi determinada pelo desembargador Orlando Perri.

Além dele, outros três militares também tiveram a prisão preventiva decretada por serem suspeitos de atuar no esquema de escutas ilegais. Trata-se do coronel Ronelson Jorge de Barros, tenente-coronel Januário Batista e ainda o cabo Torezan.

Também tiveram a prisão decretada o corregedor-geral da PM, coronel Alexandre Corrêa Mendes, e o diretor de Inteligência da Corporação, tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira. Estes dois últimos foram citados pelo governador Pedro Taques em um ofício enviado ao presidente do Tribunal de Justiça, Rui Mendes, por supostamente vazar uma operação com busca e apreensão e possíveis cumprimentos de mandados de prisão contra PMs investigados por escutas clandestinas ilegais (ver box).

Por participarem do suposto esquema de escuta ilegal agora já são seis militares presos. Em meados do mês passado o ex-comandante geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa, e o cabo Gérson Luiz Correia Junior foram detidos.

As prisões foram decretadas com base nas investigações realizadas no âmbito da Polícia Militar e Judiciário, após denúncia do promotor Mauro Zaque.

O esquema é conhecido como \”barriga de aluguel\” e ocorreu na comarca de Cáceres num processo que investigava tráfico de drogas.

A denúncia foi feita por Zaque a Procuradoria Geral da Republica. De acordo com ele, cerca de 120 pessoas foram grampeadas ilegalmente. Entre eles, adversários políticos, jornalistas, advogados e empresários.

O inquérito sobre o caso está na Procuradoria Geral da República, sob comando do procurador Rodrigo Janot.

OUTRO LADO – Após a prisão do comando da Casa Militar, o governo do Estado emitiu uma nota afirmando que respeita a decisão judicial, “mas ressalva que os coronéis PM Evandro Lesco e Ronelson Barros gozam da total confiança do Governo, e esclarece que, apesar da decretação das prisões, as investigações estão em fase inicial e não há, até onde seja do conhecimento do Governo, nenhum ato que desabone suas condutas de militares e agentes públicos honrados e probos”, segundo a nota.

Com a prisão, o secretário – Lesco – e do secretário adjunto da Casa Militar – Ronelson Barros – foram afastados provisoriamente dos cargos pelo governador Pedro Taques, sem remuneração, até que se esclareçam as investigações sobre ambos.

O coronel Wesley de Castro Sodré, atual Comandante Regional do CR 7 (Tangará da Serra e região) foi nomeado para responder interinamente pela Chefia da Casa Militar.

“O governador acredita na Justiça e nas instituições democráticas, reitera sua convicção de que a verdade prevalecerá, e que ao final das investigações os verdadeiros culpados serão identificados e punidos na forma da lei”, conclui a nota do Governo.

 

 

1 Comentário

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  1. - IP 191.24.157.145 - Responder

    Nenhum comentarista por aqui…
    Todos cagando no parque das águas…
    Cadê os coxinhas que gostam de dizer que Lula nunca sabia de nada?
    Esse pedro bó nunca sabe… é um inocente…
    E a máfia vai descartá-lo… não serve…
    Quem sabe ele melhora um pouco a sua imagem de destruidor de máfias… kkkkk

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