PREFEITURA SANEAMENTO

Desembargador Carlos Alberto da Rocha venceu Diretas no TJ

Na votação no Pleno, Carlos Alberto Rocha acabou perdendo para Paulo Cunha, por 21 a 8

Na votação no Pleno, Carlos Alberto Rocha acabou perdendo para Paulo Cunha, por 21 a 8

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha é o vencedor da primeira Eleição Direta Simulada para Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), realizada pela Associação Mato-Grossense de Magistrados (AMAM). Ele recebeu 91 votos, o que equivale a 53,5% do total. O segundo mais votado foi o desembargador Paulo da Cunha, que obteve 50 votos (29,4%), e o terceiro, desembargador Sebastião de Moraes Filho, com 23 votos (13,5%). Votos em branco somaram 6 (seis). O pleito contou com a participação de 170 eleitores, o que equivale a 68,27% do total de 249 habilitados – magistrados mato-grossenses vitalícios em atividade.

Para viabilizar o pleito simulado foi criado um sistema eletrônico, em que o magistrado, por meio de um link enviado para seu e-mail, teve acesso à página de votação. Os eleitores tiveram cinco dias para votar, entre o sábado (11 de outubro) e esta quarta-feira (15), até as 23h59. Findo o período o sistema foi automaticamente bloqueado. A totalização foi feita por representantes da Comissão Preparatória para a Eleição Simulada, criada especialmente para sua formatação e aplicação, nos moldes da proposta de eleições diretas para a direção do Judiciário que tramita no Congresso Nacional.

A comissão foi nomeada em vista do pedido de realização de Eleição Direta Simulada para Presidente do TJMT formulado pelos associados José Arimatéa Neves Costa, Adriana Santana Coningham, Yale Sabo Mendes, Ana Cristina Silva Mendes, Suzana Guimarães Ribeiro Araújo, Maria Rosi de Meira Borba e Rubens de Oliveira Santos Filho.

Desta vez os magistrados só puderam votar nos candidatos já inscritos para o cargo de presidente, com a opção de voto em branco. Mas para as próximas eleições simuladas os eleitores poderão votar também para Vice-presidente e Corregedor, tendo como elegíveis todos os desembargadores em atividade. Neste caso, a votação, apuração, totalização e divulgação do resultado serão realizadas antes da abertura do prazo para inscrição dos desembargadores para os cargos de direção do TJMT.

A regra foi estabelecida em razão da protocolização do pedido de eleições simuladas ter ocorrido após serem conhecidos os candidatos para a eleição oficial de 2014. Pelo mesmo motivo os votos foram apurados, totalizados e divulgados somente após o encerramento da votação pelo Pleno do TJMT.

————

VEJA COMO FOI A ELEIÇÃO OFICIAL, NO PLENO DO TRIBUNAL 

Eleita nova Diretoria do TJMT

O desembargador Paulo da Cunha foi eleito presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para o biênio 2015/2016. Ele irá administrar juntamente com as desembargadoras Maria Erotides Baranjak, que será a nova corregedora, e Clarice Claudino da Silva, eleita vice-presidente, que foram escolhidas por aclamação durante sessão administrativa do Tribunal Pleno, na quinta-feira (16) já que concorriam sozinhas aos cargos.
Paulo da Cunha
Maria Erotides Kneip Baranjak
Clarice Claudino da Silva
O trio será empossado em fevereiro de 2015 e estará à frente da Justiça Estadual até dezembro de 2016. Tiveram direito a voto todos os desembargadores que integram o TJMT.
Esta é a primeira vez que a disputa pelos cargos é aberta a todos os desembargadores. Até a última eleição podiam concorrer apenas os três mais antigos que não tivessem ocupado duas cadeiras diretoras. A nova formatação foi estipulada durante a sessão plenária de 18 de setembro deste ano, sendo três votações diferentes, uma para cada cargo, e com votos secretos.
Ao cargo de presidente, além de Paulo da Cunha, concorreu o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha. O desembargador Sebastião de Moraes Filho, que também era candidato, apresentou sua renúncia à candidatura no início da sessão eleitoral. A escolha foi realizada por maioria, sendo que Cunha foi eleito com um total de 21 votos, contra 8. A desembargadora Clarice Claudino da Silva concorreu sozinha para o cargo de vice-presidente da Corte.
Já o cargo de Corregedor-Geral da Justiça inicialmente também era disputado pelo desembargador Rui Ramos Ribeiro, que protocolou sua desistência no início do mês por conta de seu convite para atuar como juiz corregedor do Conselho Nacional de Justiça. A desembargadora Maria Erotides Kneip Baranjak passou, então, a concorrer sozinha à cadeira.
Conheça um pouco mais sobre a carreira dos eleitos
Paulo da Cunha – Iniciou a carreira como advogado tornando-se membro do Ministério Público em 1979 e atuando inicialmente na comarca de Barra do Bugres. Em 1990 ascendeu ao cargo de Procurador de Justiça por merecimento e 2002 passou a integrar o TJMT como desembargador em vaga destinada ao MP pelo quinto constitucional. Já foi vice-presidente do Tribunal durante o biênio 2009/2011 e atualmente é diretor da Escola da Magistratura do Estado de Mato Grosso, pelo segundo biênio consecutivo.
Maria Erotides Kneip Baranjak – A magistrada ingressou na carreira em 1985, quando foi nomeada para atuar na Comarca de Alto Garças. Grande parte de sua carreira atuou na Comarca de Várzea Grande à frente do Tribunal do Júri. Foi eleita desembargadora por merecimento em abril de 2011 e atualmente é presidente da Comissão de Segurança dos Magistrados.
Clarice Claudino da Silva – Entrou na carreira da magistratura em 1988 atuando como juíza substituta na comarca de Poconé. Foi elevada por merecimento ao cargo de desembargadora, tomando posse em 2009. Já atuou como presidente da Comissão Estadual do Movimento Permanente pela Conciliação, como coordenadora estadual do Movimento Nacional pelo Registro Civil de Nascimento e é autora do projeto que criou o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJMT, onde atualmente atua como presidente.

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

nove − 1 =