Descontrolado, Paulo Prado parte para a baixaria em reunião do Conselho Superior do MP. “Essa canalhada não vai sujar o nome desta instituição, esses patifes, vagabundos, desqualificados. Tenho 25 anos de MP. Nem que tenha que trocar tiro com vagabundos. Nem que tenha que sair na bala, mas vou mostrar que aqui não tem vagabundo, não”, exaltou-se. Na discussão, procurador Scaloppe cobrou coragem a Paulo Prado para identificar possível envolvimento de membros do MP no esquema investigado na Ararath, que ele chama de “máfia silenciosa”

Cada aparição de Paulo Prado, pelo jeito, tende a se transformar em novo bafão. Chefe do MPF perdeu completamente as estribeiras e agora parece que só sabe xingar e praguejar. Reunião do Conselho Superior do Ministério Público, pelo que informa o Diário de Cuiabá, foi novo exemplo da baixaria que macula, atualmente, a Procuradoria Geral de Justiça, em Mato Grosso. “Desculpe, mas quem foi três vezes buscar depoimento de um criminoso sem a existência de inquérito foi um membro do MP. Está escrito [na denúncia do MPF]. Temos que apurar - cobrou Scaloppe (à esquerda, na foto)

Cada aparição de Paulo Prado, pelo jeito, tende a se transformar em novo e constrangedor bafão. Procurador Geral de Justiça dá sinais de que perdeu completamente o seu controle emocional e a capacidade de coordenar, com serenidade, a atuação as atividades do Ministério Público em Mato Grosso. Paulo Prado, agora,  parece que só sabe xingar e praguejar. Reunião do Conselho Superior do Ministério Público, pelo que informa o Diário de Cuiabá, foi novo exemplo da baixaria que macula, atualmente, a Procuradoria Geral de Justiça, em Mato Grosso. “Desculpe, mas quem foi três vezes buscar depoimento de um criminoso sem a existência de inquérito foi um membro do MP. Está escrito [na denúncia do MPF]. Temos que apurar – cobrou Scaloppe (à esquerda, na foto)

ARARATHAnterior | Índice | Próxima

Áudio de reunião expõe crise no MP após operação

Em reunião do Conselho Superior, cúpula do Ministério Público cobrou explicações. Procurador-geral de Justiça, Paulo Prado reagiu enfurecidamente 

Paulo Prado classificou investigados de ‘canalhada’ e disse que não permitirá que sujem nome do MP

THAISA PIMPÃO
DO DIÁRIO DE CUIABÁ

Uma discussão áspera travada na última reunião do Conselho Superior do Ministério Público do Estado revela que a lista com o nome de 47 membros do MP descoberta na casa do ex-secretário de Estado Eder Moraes (PMDB), durante a operação Ararath, deixou cicatrizes e ainda não foi completamente aceita dentro do órgão fiscalizador.

O Diário teve acesso aos áudios do encontro, que ocorreu a portas fechadas na última segunda-feira (2). Na ocasião, o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, foi cobrado incisivamente sobre o caso que, à imprensa, foi explicado como uma lista de promotores e procuradores que teriam cartas de crédito a receber do governo.

Diante dos questionamentos, Prado se enfureceu e, bastante exasperado, sustentou que ninguém mais do que ele deseja que os impasses sejam resolvidos.

“Essa canalhada não vai sujar o nome desta instituição, esses patifes, vagabundos, desqualificados. Tenho 25 anos de Ministério Público. Faço tudo por isso aqui. Nem que eu tenha que trocar tiro com vagabundos. Nem que eu tenha que sair na bala, mas eu vou mostrar que aqui não tem vagabundo, não”, exaltou-se, pedindo desculpas em seguida ao assumir que sofre uma pressão interna “muito grande” sobre o assunto.

Na discussão, o procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe cobrou coragem a Paulo Prado para identificar o possível envolvimento de membros do MP no esquema investigado na Ararath, que ele chama de “máfia silenciosa”.

“Será mesmo que parou por aqui? As ilações que foram feitas não têm mais parada. Então, dêem seletiva, separem o joio do trigo com coragem. Não adianta fazermos discursos diplomáticos”, declarou em referência à postura do procurador-geral ao responder as denúncias que pesaram contra o órgão.

Em resposta, Prado garantiu que nenhum membro do Ministério Público está envolvido no caso e que provará isso à sociedade. “Desculpe, mas quem foi três vezes buscar depoimento de um criminoso sem a existência de inquérito foi um membro do MP. Está escrito [na denúncia do MPF]. Temos que apurar. Uma irresponsável ação não pode cair sobre nós”, devolveu Scaloppe.

Outro procurador, cuja voz não foi identificada pela reportagem, rechaçou o posicionamento de Prado, afirmando que o MPE vive um “jogo de faz de conta”.

“Vivemos como Alice no País das Maravilhas. Todo mundo é bonzinho no MP. Todo mundo é maravilhoso e não temos problemas. Então, quando temos algum problema jurídico, ele é imediatamente desqualificado e politizado e ai de quem vier aqui mudar as coisas”, alfinetou.

As referências foram às denúncias de que o promotor de Justiça Marcos Regenold, atualmente afastado de suas funções, agia como “intermediador” entre a Polícia Federal e Eder Moraes, que está preso em Brasília.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Eder recorria a Regenold pessoalmente, por telefone e mensagens, pedindo orientações de como agir diante das investigações da PF. O promotor é acusado de auxiliar o ex-secretário na tentativa de atrapalhar a operação. Uma sindicância já foi instaurada no MPE para apurar a conduta dele.

Quanto à lista com nomes de 47 membros do MPE, explicações foram cobradas porque as investigações do MPF demonstraram que apenas Marcos Regenold e o próprio Paulo Prado tinham deságio de 10% sobre os valores de suas cartas de crédito, enquanto todos os demais tinham deságio de 25%.

Estas cartas de crédito, conforme a explicação do MPE – que chegou a ser confirmada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo -, se tratavam de pagamentos de direitos trabalhistas, como férias acumuladas. Elas teriam sido negociadas com a Rede Cemat

FONTE DIÁRIO DE CUIABÁ
———–

Ong Moral pede que Paulo Prado seja afastado da chefia do Ministério Público em MT by Enock Cavalcanti

————–
ESCLARECIMENTO
MCCE nega participação em pedido de afastamento do PGJ/MT

O coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Antônio Cavalcante Filho “Ceará”, nega participação no pedido de afastamento do Procurador-geral de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, protocolado hoje (04.06), pela Ong Moral. Indignado com a situação, o coordenador do MCCE emitiu a seguinte nota:

“Não é verdadeira a informação de que o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) tenha formulado requerimento ao Conselho Superior do Ministério Público de Mato Grosso, no sentido de pedir o afastamento do Procurador-Geral de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado. Eventual uso do nome do MCCE de forma indevida, para tal finalidade, não contribui para o fortalecimento das instituições e combate à corrupção.”

Antônio Cavalcante Filho

17 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 201.40.30.77 - Responder

    Não é normal o chefe de uma instituição tão importante se portar dessa maneira! Ainda bem que outros Procuradores demonstraram o equilibrio exigido! Esperamos apuração total!

    • - IP 201.57.233.221 - Responder

      To boquiaberta! Existe, então, uma MÁFIA SILENCIOSA entre os membros do MP??? Geeeente! Isso é muito grave. A sociedade deve se manifestar e EXIGIR que tooooooodos os envolvidos deem esclarecimentos satisfatórios e comprovados. Afinal de contas, todos são agentes públicos e devem, sim, satisfação a nós. Pois somos nós, os cidadãos, que pagamos os seus subsídos, através da pesada carga tributária. NÃO DÁ PRA DEIXAR TUDO ISSO SER ESQUECIDO!

  2. - IP 200.140.16.68 - Responder

    Nao entendi!… Por que só o Paulo Prado e o Marcos Regenold tiveram desagio de 10% do valor de suas cartas de credito negociadas com a Cemat e os demais Ronins (47 Ronins) tiveram desagio de 25%??? E mais: que vantagem uma empresa privada teria em comprar cartas de credito para obter vantagens tão irrisórias (10% a 25%), quando a maioria esmagadora das outras empresas negociam essas cartas de credito com margens de desagio entre 20% a 40%??? Realmente, há algo de muito podre nesse chiqueiro e nao e’ titica de suíno, nao!…

    • - IP 201.57.233.221 - Responder

      Verdade! Por que um desagio tão infimo para o Paulo Prado???

  3. - IP 200.140.16.68 - Responder

    E cade esse bendito ÁUDIO, Enock? Você nao vai disponibiliza-lo aqui pra nós?…

  4. - IP 186.213.230.111 - Responder

    QUANTO À PRESEPADA DO PROCURADOR GERAL E PROMOTOR EM SE METER NO CASO EDER MORAES X POLÍCIA FEDERAL ESTÁ MAIS CRISTALINO QUE ÁGUA DE VERTENTE! NÃO RESTA DÚVIDA QUE OS DOIS NÃO TINHAM NADA QUE SE METER! DANDO UMA DE MOCINHOS, AUXILIANDO A POLÍCIA FEDERAL, COMO SE A PF PRECISASSE DISSO. É RISÍVEL A CORAGEM DOS DOIS EM SE METER NUMA ENRASCADA DESSAS!! TAMANHA INGENUIDADE OU TÊM CULPA NO CARTÓRIO!! MAS O QUE PARECE MAIS GRAVE NISSO TUDO É O INDÍCIO DE USO DO MINISTÉRIO PÚBLICO EM UTILIZAR O TRÁFICO DE INFLUÊNCIA DO EX-SECRETÁRIO PARA NEGOCIAR OS PRECATÓRIOS. EIS AÍ UM CRIME GRAVE E QUE DEVE SER APURADO COM TOTAL ISENÇÃO, E, PARA ISSO, ESTÁ COM A RAZÃO A ONG MORAL EM REQUERER O AFASTAMENTO DO PROCURADOR GERAL. EM TEMPO: NÃO CONSIGO ESQUECER A PARTICIPAÇÃO DESSE SUJEITO PAULO PRADO NO CASO DO “MENINO RODRIGO”. JAMAIS TEVE PERFIL PARA SER O REPRESENTANTE MOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DESTE ESTADO. ESTÁ EM BOA HORA DE PEGAR A SUA MALA E DESCANSAR EM CASA!

    • - IP 201.57.233.221 - Responder

      Descansar, vírgula! Ele. Paulo PRado, tem é que explicar toda essa SUJEIRADA que foi trazida ao nosso conhecimento. Quer dizer, então, que ele faz o que bem quer, e simplesmente, vai descansar??? Inadmissível isso!

  5. - IP 179.189.53.6 - Responder

    As atitudes do Sr. Prado o acusam por sí só! Mas se o “grupo político” que governa o Mato Grosso á mais de 10 anos está no cerne da corrupção….obviamente que o judiciário lhes deu proteção!

  6. - IP 200.101.29.210 - Responder

    Coitado de mim, se tivesse a audácia de falar em trocar tiro ou sair a bala com alguém. Já estaria a PF, a Civil, a militar na porta de casa, com algema e cassetete. Sem contar o mandado de prisão provisória.

  7. - IP 189.114.54.49 - Responder

    Retificando: A MAIORIA DAS EMPRESAS COMPRAM AS CARTAS DE CRÉDITO COM DESÁGIO QUE VARIA ENTRE 60% A 80%. Logo, qual a fórmula mágica que os doutos representantes do MPE encontraram para conseguirem negociar as suas cartas de crédito, com a intermediação do Senhor Eder Morais, pelo deságio que variava, APENAS, entre 10% a 25%????????

  8. - IP 189.114.54.49 - Responder

    Gente, eu estou perdidinho com esses cifrões da Ararath! R$500.000,00 do Paulo Prado, R$3.500.000,00 do Mauro Mendes, R$4.000.000.000,00 do Sérgio Ricardo, R$4.000.000,00 do Alencar Soares, R$10.000.000,00 do Riva,R$44.000.000,00 dos Maquinários, R$567.000.000,00 da Arena Pantanal, R$1.470.000.000,00 do VLT (UM BILHÃO, QUATROCENTOS E SETENTA MIL REAIS!!!), não sei mais quantos R$ Bilhões da Copa em Mato Grosso… Crendeuspai!… E o MPE não conseguia ver nada de errado nessas contas?

    • - IP 201.57.233.221 - Responder

      Ver como, se tá envolvido nas “coisas”, conforme noticiado?!?!?!

  9. - IP 189.114.54.49 - Responder

    Ah, sim, faltaram ainda os R$250.000,00 do Pedro Taques!… Eu acho que o no glorioso MPE está ficando cego. Deve ser por causa da diabetes!…

  10. - IP 201.24.147.251 - Responder

    Paulo Prado não ligue para esse pessoal e inveja deles!

  11. - IP 186.218.200.245 - Responder

    Ronin,,,??? kkkkkkkkkkkkkkk

    Se esse gordo safado trocar tiro comigo…
    Eu acerto ele de olho fechado atirando por baixo das pernas de quatro pé!!!!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  12. - IP 189.114.54.49 - Responder

    Retificando 2: Onde se lê “R$4.000.000.000,00, do Sérgio Ricardo”, na verdade, leia-se: R4.000.000,00. Falha nossa! Também,… com tantos cifrões, né?…

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

um × 4 =