Deputados retardam votação de relatório final da CPI do MT Saúde

O relatório oficial  propôs o indiciamento de apenas  5 pessoas. O relatório paralelo da deputada Luciane Bezerra propõe o indiciamento de 18 pessoas. Situação continua indefinida, sem votação do relatório oficial no plenário da Assembleia

O relatório oficial propôs o indiciamento de apenas 5 pessoas. O relatório paralelo da deputada Luciane Bezerra propõe o indiciamento de 18 pessoas. Situação continua indefinida, sem votação do relatório oficial no plenário da Assembleia

Deputados não votam relatório da CPI do MT Saúde

Documento prevê o indiciamento de cinco pessoas, por crise no plano
Antonielle Costa
MATO GROSSO NOTICIAS

Finalizada no mês passado, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar a situação administrativa e financeira do MT Saúde ainda não teve o relatório final votado pela Assembleia Legislativa. O relator da CPI, deputado estadual Emanuel Pinheiro passou entregou seu parecer ao presidente da Comissão, Walter Rabello, que ainda não levou o caso a pauta do Legislativo.

O documento prevê o indiciamento de cinco pessoas, são elas: Gelson Esio Smorcinski (ex-presidente do MT Saúde) e os donos Saúde Samaritano, Marcelo dos Santos, João Caldeira da Silva e Washington Luiz Martins da Cruz, e da Open, Antônio Carlos Barbosa. Eles foram apontados como responsáveis pela crise no plano.

Servidores públicos, outros ex-presidentes do plano (Yuri Bastos Jorge, Augusto Amaral e Maximilliam Mayolino Leão) e o ex-secretário de Administração, Cézar Zílio, foram “inocentados” no relatório aprovado pela comissão.

Além dos indiciamentos, o relatório sugere medidas para “resgatar” o plano. O material será encaminhado a Secretaria de Administração, responsável pelos estudos de reestruturação do MT Saúde. Neste ponto, os textos de Emanuel e Luciane não apresentaram divergências.

Relatório paralelo

A deputada estadual Luciane Bezerra apresentou um relatório paralelo pedindo a prisão e o bloqueio dos bens de 18 pessoas apontadas como responsáveis pelo rombo de R$ 25 milhões no MT Saúde. No entanto, o documento foi rejeitado pela comissão.

A CPI

A CPI foi criada em novembro do ano passado para apurar a situação administrativa, financeira e contábil do plano de saúde. Durante as oitivas foram ouvidos servidores, sindicalistas, empresários e ex-gestores.

A Comissão é composta pelos deputados Walter Rabello (PSD), Emanuel Pinheiro, Luciane Bezerra (PSB), Antonio Azambuja (PP) e Baiano Filho (PMDB).

O MT Saúde foi criado em 2003, na gestão do ex-governador e senador Blairo Maggi (PR). O plano chegou, no auge, a atender cerca de 55 mil pessoas. No início de 2011, apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre possível inconstitucionalidade da remessa de recursos ao sistema deram início ao desmantelamento da estrutura no Estado

Categorias:Direito e Torto

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