Depois de suspender a greve para negociar com Governo do Estado, agentes penitenciários ficam insatisfeitos com proposta de reajuste de apenas 7,5 %. Eles querem 15% em 2014 e em 2015 – e que o Estado comece a pagar, pra valer, o adicional de insalubridade e implante o nivel superior. Nova assembleia, nesta sexta, pode definir pela retomada na greve

Parece que continua faltando bom senso lá pelas bandas do Palácio Paiaguás. Com a greve dos professores já anunciada para a segunda-feira, uma nova ameaça é que os agentes penitenciários podem voltar a cruzar os braços se os negociadores de Silval Barbosa não avançarem em sua proposta de reajuste salarial para a categoria.

 

Em reunião na quarta-feira, dia 7, os trabalhadores do sistema penitenciário credenciaram o Sindspen a negociar um reajusta de 15% para toda a categoria, rejeitando os 7,5% oferecidos pelo Governo do Estado. Foto de Hegla Oleiniczak, da PAGINA DO E

Em reunião na quarta-feira, dia 7, os trabalhadores do sistema penitenciário credenciaram o Sindspen a negociar um reajusta de 15% para toda a categoria, rejeitando os 7,5% oferecidos pelo Governo do Estado. Foto de Hegla Oleiniczak, da PAGINA DO E

Sexta-feira tem nova assembléia e o clima é de tensão entre os trabalhadores que suspenderam a greve por uma semana acreditando que finalmente a administração estadual iria tratar com dignidade quem impede, com seu trabalho, a panela de pressão dos presídios de explodir de vez em nosso Estado.

Na avaliação do Sindspen, o secretário de Justiça e Direitos Humanos (sic), Luiz Possas está refém tanto do secretário de Administração, Francisco Faiad, como do secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf. Faiad tentou empurrar pela garganta do pessoal do sistema prisional um indice de reajuste de 7,5%, que foi rejeitado pela categoria, em reunião na quarta-feira, ficando a diretoria do Sindicato e a comissão de negociação de exigir um reajuste de no mínimo 15 %. “Não vamos abrir mão deste índice” – disseram algum agentes ouvidos pela PAGINA DO E. “Não tivemos reajuste em 2012, foi só enrolação. Suspendemos uma greve para dar votos de confiança ao governo Silval Barbosa e a categoria acabou sendo ignorada. Já neste ano de 2013, fizemos duas greves, suspendemos as duas para dar novos votos de confiança e olha a forma como estamos sendo tratados”.

Os agentes também reclamam que o Governo do Estado até agora não encaminhou à Assembleia Legislativa a proposta de nivel superior para os servidores do Sistema Penitenciário em geral. Isso deixa a categoria nervosa, tensa. E pode ditar o rumo da nova assembleia geral da categoria que acontece nesta sexta, dia 9.

 

 

 

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