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Depois de expor juiz Julier Sebastião a toda sorte de execrações, desembargador Luciano Tolentino anula apreensão de bens feita pela PF a mando do MPF na casa e no gabinete de Julier. Enquanto Antero Paes de Barros, Adriana Vandoni e outros que tais babavam de ódio contra Julier (e agora devem estar se rasgando), esta PÁGINA DO E fez avaliação, desde o inicio deste caso escabroso, que agora se confirma: busca e apreensão foi decisão tolentina.

Em seus espaços de mídia, Antero Paes de Barros e Adriana Vandoni fizeram de tudo para abalar a credibilidade social do juiz federal Julier Sebastião da Silva. A anulação da busca e apreensão, todavia, desmonta a base para o jorro de maldade com o qual se tentou "queimar" a figura de um magistrado exemplar.

Em seus espaços de mídia, Antero Paes de Barros e Adriana Vandoni estão entre aqueles que fizeram de tudo para abalar a credibilidade social do juiz federal Julier Sebastião da Silva. A anulação da busca e apreensão pelo próprio tolentino desembargador que a havia autorizado,desmonta, todavia, toda a motivação para o jorro de maldade com o qual se tentou “queimar” a figura de um magistrado exemplar que é o juiz Julier.

 

 

Depois de expor juiz Julier à execração pública e a ataque de comentaristas algo ensandecidos como os notórios Antero de Barros e Adriana Vandini, quadros de destaque da direita midiática em Mato Grosso, o desembargador Luciano Tolentino, do Tribunal Federal de Brasilia, anulou a apreensão de bens feita durante busca e apreensão que a Policia Federal, atendendo a pedido do Ministério Público Federal, realizou na casa e no gabinete do juiz.

Esse recuo meio envergonhado do desembargador federal mostra que, como esta PAGINA DO E avaliou, desde o início desse espetáculo ao mesmo tempo truculento e ao mesmo tempo pirotécnico, a decisão de invadir de forma tão inesperada a privacidade de Julier Sebastião, um dos magistrados mais respeitados de toda a história da magistratura em Mato Grosso, foi uma decisão tolentina. Agora, é se preparar para a volta do cipó de arueira.

Como o processo corre em segredo de Justiça, é difícil repassar para meus caros leitores a íntegra da decisão do agora recuado desembargador Tolentino. Mas, em meio a esta labirinto de patifarias que se tentou erguer contra a personalidade e contra a honra do juiz Julier Sebastião, vamos avançando. Os canalhas, nós sabemos, continuarão sempre a agir como canalhas. Mas é claro que existem os limites impostos pela Lei – e devemos fazer de tudo para que esses limites se imponham. Confira o noticiário. (EC)

 

Desembargador determina a devolução de bens a Julier

THAISA PIMPÃO
DIÁRIO DE CUIABÁ

Responsável por autorizar a quebra do sigilo telefônico na segunda fase da Operação Ararath, da Polícia Federal, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Luciano Tolentino Amaral, determinou a devolução dos bens apreendidos, no fim de novembro do ano passado, na casa e gabinete do juiz federal Julier Sebastião da Silva.

Na decisão proferida no último dia 7, Amaral decidiu acolher os argumentos da defesa do magistrado e deliberar pela restituição de documentos, dispositivos e mídias arrecadados no cumprimento do mandado de busca e apreensão por policiais federais.

O possível envolvimento do juiz Julier, da Primeira Vara Federal de Mato Grosso, teria sido identificado após monitoramento feito por agentes da PF, diariamente, por cerca de um ano e cinco meses, dentro da operação.

A investigação inicialmente apurava supostos crimes cometidos por meio de empréstimos ilegais feitos pela empresa base Globo Fomento, que oficialmente encerrou suas atividades em 2012. A rede de postos de combustíveis Amazônia Petróleo, que pertence a Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, seria usada para legalizar o recurso. Os empréstimos eram feitos para diversas pessoas físicas e jurídicas do Estado.

Na legislação, as empresas de factoring têm natureza estritamente mercantil e como principal finalidade a assessoria e compra de títulos de crédito, a fim de fomentar o comércio. Não têm, portanto, autorização do Banco Central para conceder empréstimos, exigir garantias ou exercer quaisquer atividades exclusivas de instituições financeiras.

A PF teria chegado ao nome de Julier a partir de interceptações no telefone do advogado Thiago Vieira de Souza Dorileo, que foi um dos grampeados na primeira fase da operação Ararath.

Nas interceptações, os agentes detectaram telefonemas envolvendo Thiago Dorileo, o juiz e os proprietários da construtora Encomind, que hoje pertence a outro grupo empresarial e que tinha processos na vara de Julier.

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Tribunal determina devolução materiais apreendidos na casa de Julier pela Polícia Federal

Da Redação – Jardel P. Arruda
OLHAR DIRETO

O desembargador federal Luciano Tolentino Amaral acatou os argumentos da defesa do juiz federal Julier Sebastião e determinou que a Polícia Federal devolva todos os materiais apreendidos durante a Operação Ararath, que investiga supostos crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e vendas de sentenças.

Leia mais: Investigação Federal aponta que Julier estaria usando decisões judiciais para favorecer empresas que lavam dinheiro

A decisão foi proferida no dai 07 de febereiro, relator do inquérito nº 4732012, formulado no pedido de restituição nº 0075822-73.2013.4.01.000/MT. Nos autos da decisão, o desembargador determina a devolução de todos os documentos, dispositivos e mídias arrecadados no cumprimento do mandado de busca e apreensão expedido nos autos do processo nº 0041843-27.2012.4.01.00 (Medida Cautela de Quebra de Sigilo de Comunicação e Dados Bancários e Apreensão).

Julier é investigado pela Polícia Federal por supostamente ter favorecido a empreiteira Encomind em uma decisão judicial. Chegou a ser ventilado que o juiz federal fosse vítima de uma armação política devido ao fato de ter o nome ventilado como possível pré-candidato ao governo de Mato Grosso pelo Partido dos Trabalhadores.

A Operação Ararath já foi deflagrada em três fases diferentes. Na mais recente, empresas ligadas às obras da Copa do Mundo em Cuiabá foram alvos de buscas e apreensões da Polícia Federal. Por enquanto, as investigações seguem em sigilo.

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TRF manda PF devolver a juiz documentos apreendidos
Na decisão, desembargador diz que busca “não se referia aos objetivos de investigação”

LAÍCE SOUZA
DO MIDIAJUR

O desembargador Luciano Tolentino Amaral, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF/1), determinou que a Polícia Federal faça a devolução de todos os documentos e dispositivos de mídias apreendidos na casa e no gabinete do juiz federal Julier Sebastião da Silva, durante realização da Operação Ararath, no final do ano passado, em Cuiabá.

Na decisão, o desembargador destacou que a busca feita pela PF “não se referia aos objetivos de investigação”.

Entre os documentos apreendidos estavam escrituras de imóveis de propriedade do magistrado, além de notebooks e HDs (discos rígidos de computadores).

“Houve um descompasso com o que se investigava. Não tem razão de ser a manutenção dessa apreensão”, afirmou Amaral, na decisão.

A decisão, na prática, anula as investidas da PF em relação ao magistrado.

Julier é investigado por, supostamente, ter favorecido a empresa Encomind Engenharia Comércio e Indústria Ltda. em uma decisão judicial.

A reportagem tentou falar com o advogado que defende o magistrado, mas as ligações não foram atendidas.

A operação

No dia 12 de novembro de 2013, a Polícia Federal realizou a primeira etapa da operação.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no escritório do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, mais conhecido como Júnior Mendonça.

Ele é acusado pela PF de participar de um esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro em Mato Grosso, que teria movimentado mais de R$ 500 milhões.

Na segunda etapa da operação, realizada no dia 25, os mandados foram cumpridos na residência e gabinete do juiz federal Julier Sebastião da Silva, e na casa e escritório do então presidente do Detran de Mato Grosso, Gian Castrillon.

Outros alvos dos mandados foram o bacharel em direito Thiago Dorileo, apontado pela PF como suposto “lobista” no Judiciário, e a empresa Encomind, do ramo da construção.

A 3ª fase da operação ocorreu no dia 16 de dezembro. A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão, em três cidades do Estado.

Dos sete mandados expedidos, cinco foram em Cuiabá, um em Várzea Grande e um em Tangará da Serra. Os alvos foram duas empresas e cinco pessoas físicas.

Entre os alvos dos mandados, estão a sede da Construtora Guaxe-Encomind, em Tangará da Serra, o escritório do Consórcio Planservi-Sondotécnica, em Cuiabá, e um grupo atacadista em Várzea Grande, que atuaria no ramo de factoring.

O Consórcio Planservi-Sondotécnica foi contratado para gerenciar as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande, ao custo total de R$ 46,9 milhões, com vigência de 27 meses, na modalidade Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

gazeta julier

 

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CONFIRA ALGUNS MOMENTOS DE FESTA DE ADVERSÁRIOS IDEOLÓGICOS COM O ATAQUE INJUSTO E ARBITRÁRIO SOFRIDO POR JULIER SEBASTIÃO

Julier pode ser afastado pelo TRF, ou ser aposentado pelo CNJ. Magistrado se socorre com Éder Moraes

 

O juiz Julier pode ser aposentado pelo CNJ, ou afastado pelo TRF

O juiz Julier pode ser aposentado pelo CNJ, ou afastado pelo TRF

O Ministério Público Federal pediu o afastamento do juiz federal Julier Sebastião da Silva, um dos investigados pela Polícia Federal na operação Ararath. O pedido foi feito pelo procurador federal José Elaeres Marques Teixeira. Ao peticionar pedindo o afastamento do juiz, o Ministério Público Federal que tem acesso a todas as investigações da operação Ararath, não revelou novos dados que comprometam o magistrado.

Após a solicitação do Ministério Público, o poder judiciário, TRF pode tomar três decisões: ou acata o pedido e afasta o juiz, ou nega o pedido, ou, o que é mais provável, encaminha o magistrado para responder o inquérito no Conselho Nacional de Justiça. O CNJ, a exemplo do que fez com outros juízes de Mato Grosso acusados de negociarem sentenças pode aposentar compulsoriamente o juiz Julier Sebastião da Silva. Prevalecendo esta hipótese Julier deixaria sim o poder judiciário, só que pela porta dos fundos, excluído pela própria magistratura e, nesta hipótese estaria descartada a sua participação nas eleições de 2014.

O mais interessante na situação de Julier Sebastião é que ele vem recebendo a solidariedade de outro investigado da operação Ararath. O ex-secretário Éder Moraes entrevistou Julier em seu programa de televisão para falar de muitos assuntos, mas principalmente da candidatura do juiz ao governo do estado.

Éder faz com Julier, o histórico papel da “velhinha de Taubaté”, uma criação do Millor Fernandes, que acreditava em todas as histórias que lhe contavam. Éder faz questão de demonstrar que ainda acredita na possibilidade de Julier ser o candidato a governador. Depois de recorrer a Riva, Julier agora se socorre publicamente com Éder Moraes.

Muito triste, não?

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PMDB e PT vetam Julier ao governo. Lúdio será o candidato petista ainda que para isso tenha que disputar prévias

 

lúdioDesde que foi deflagrada a operação Ararath, na qual o juiz Julier Sebastião da Silva foi gravado com autorização judicial e recebeu em sua residência a visita da Polícia Federal, com mandado de busca e apreensão, os partidos PMDB e PT trataram de isolar o magistrado, já sem condições políticas de pleitear uma vaga na chapa majoritária para 2014.

Exatamente com o objetivo de deixar claro que o PMDB não mais apoiaria a aventura chamada Julier, o presidente do partido, Carlos Bezerra teve seu nome lançado pelo secretário de administração, Francisco Faiad. Diante da indefinição da base, Carlos Bezerra disse que podia aceitar o projeto de mais uma vez liderar o partido na próxima eleição. Suas declarações encontraram receptividade exatamente em Lúdio Cabral, ex-candidato do PT à prefeitura municipal de Cuiabá. Sem titubear, Lúdio disse que Bezerra estaria qualificado para disputar qualquer cargo majoritário pela aliança PT/PMDB.

Existiam ainda setores do PT que flertavam com o juiz investigado pela PF. O petista Lúdio Cabral tratou de sepultar qualquer chance de Julier no último final de semana. Fazendo coro com Bezerra disse estar à disposição da aliança e que aceita disputar o governo pelo PT. Foi ainda mais pedagógico dizendo que se for necessário disputará prévias para ser indicado o candidato do partido ao governo de MT em 2014.

Com mínima sutileza, PT e PMDB estão dando o recado: Fora Julier.

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As coincidências entre Arcanjo e Julier

 Antero Paes de Barros escreve artigo no qual faz uma comparação entre o juiz federal Julier Sebastião e o ex-bicheiro, João Arcanjo Ribeiro. Confira:

anteroO juiz Julier Sebastião da Silva já prestou serviços elogiáveis à população mato-grossense. Sua coragem em receber a denúncia elaborada pelo Ministério Público, através do procurador Pedro Taques, no episódio que ficou conhecido como Arca de Noé ajudou em muito a sociedade mato-grossense. Nunca, ninguém lhe negou esses méritos. Apesar de todo o trabalho de investigação ter sido realizado pelo procurador Pedro Taques, não se deve deixar de reconhecer e elogiar a coragem do juiz em condenar João Arcanjo Ribeiro, inicialmente pelos crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Posteriormente, Arcanjo foi condenado em júri popular, como mandante do assassinato de Sávio Brandão.

Mesmo na época em que o juiz estava no auge de popularidade por ter tomado a difícil decisão de condenar um cidadão considerado poderoso tive oportunidade de demonstrar em debate com ele realizado no Senado, que Julier usava indevidamente a toga da magistratura em benefício de alguns de seus amigos de infância e do seu partido o PT. Da tribuna do Senado disse que Julier desonrava a toga, pois a utilizava politicamente em benefício dos seus amigos do PT e em desfavor da verdade. Nada mais elucidativo sobre isso foi a invasão ao escritório e residência de Dante de Oliveira e à sede do PSDB, para tentar levar seu amigo Alexandre César ao segundo turno, nas eleições de 2004.  Tive também oportunidade de provar alguns deslizes éticos do magistrado naquela época, como por exemplo, nomear sempre o seu irmão como perito, em processos de terra em Mato Grosso. Por esse fato ele já chegou a ser advertido por seus superiores do poder judiciário.

Não se conhecia naquela época deslizes criminais do juiz. Ninguém lhe fazia essas acusações. Hoje, Julier é acusado de cometer quase todos os mesmos crimes antes cometidos por João Arcanjo Ribeiro. Ele está sendo investigado pela Polícia Federal por crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Quem determinou a investigação do juiz foi o Tribunal Regional Federal.

Pelos dados apurados até agora e, pelo pouco que se vazou para a opinião pública, Julier está sendo investigado como suspeito de ter cedido aos apelos de um bacharel de direito, (Tiago Dorileo), conhecido nos meios jurídicos como intermediador de compra e venda de sentenças. É investigado também por ter recebido favores de um administrador público, Gian Castrilon, presidente demitido do Detran por Silval Barbosa, após as denúncias ganharem as manchetes de jornais. Resta esclarecer que Castrilon era afilhado político de deputado Mauro Savvi, considerado também padrinho da nati morta candidatura de Julier ao governo do Estado. O juiz também teria tido encontros, inclusive em sua residência com um empresário do ramo de construção civil e dias depois saiu uma sentença diminuindo os débitos tributários do empresário junto a receita federal em decisão monocrática do juiz.

As explicações do juiz não têm sido nada convincentes. Alegar perseguição da Polícia Federal, que está sob o comando do PT é abusar da capacidade de compreensão de quem mora em Cuiabá interpretar os fatos. Todos sabemos que as dúvidas sobre a PF seriam mais consideradas se a atuação da instituição fosse no sentido de proteger o juiz, considerado filiação partidária certa ao PT.

Por enquanto, Julier é apenas suspeito e somente com a conclusão dos inquéritos é que saberemos se o juiz, em função do apetite eleitoral e diante da necessidade de fazer caixa de campanha resolveu aderir às práticas criminosas para tentar se viabilizar. Recentemente ele tomou atitudes difíceis de entender, como por exemplo, buscar o apadrinhamento de sua candidatura na Assembléia Legislativa de Mato Grosso e mais especialmente junto ao deputado Riva.

Pior em tudo isso são as explicações do juiz petista. Recentemente disse que é preciso verificar que ele não está sendo investigado por captação de dinheiro em factoring, o verdadeiro motivo da operação Ararath. Será que o Julier está querendo passar uma lição ética que tomar empréstimos em factoring é mais grave do que negociar sentenças e reunir-se em grupo para dar prejuízos ao Estado?

Resumindo: a situação do juiz é grave. Os documentos contra Julier devem ser encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça, onde deve ser julgado, podendo ser punido com a aposentadoria compulsória. Nesta hipótese terá deixado o judiciário pela porta dos fundos.

Existem lamentavelmente algumas coincidências entre os crimes pelos quais Arcanjo já foi condenado e aqueles pelos quais, Julier está sendo investigado.

Isso me faz lembrar com tristeza os ensinamentos do procurador Scalope, que dizia em seus discursos na campanha do PT ao governo em 1990. Ele como procurador de justiça militar ensinava nos palanques que “pior que um bandido é um bandido de farda”. Hoje é possível completar pior que um bandido e um bandido de farda é um bandido de toga, como a ministra Eliana Calmon diz existir nas entranhas do poder judiciário.

Antero Paes de Barros  é radialista, jornalista, advogado e ex-Senador da República

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Feliz é Greta, que acabou no Irajá.

Publicado em 

carlos_bezerra“Conversei com o Julier no ano passado, uma vez e não mais. O que sei é que ele é juiz federal. Eu converso com políticos, lideranças partidárias. As lideranças maiores nos partidos. Não adianta tratar com quem não tem representação política” – deputado federal Carlos Bezerra, presidente ad eternum do PMDB de Mato Grosso, sobre o juiz Sebastião Julier, antes cortejado pelos partidos políticos da base petista como a noiva da vez pra disputar o governo e agora sob investigação da Polícia Federal.

Ser enjeitado por Bezerra, vamos combinar … é melhor ir parar no Irajá.

 

POR ADRIANA VANDONI, NO PROSA E POLITICA

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Eu também te amo, Enock!

Publicado em  às  hs.

enockVocês sabem que eu me divirto (ou “si” divirto hehe) com fatos que costumam ocorrer em Mato Grosso, não é? Foi a forma que encontrei para suportar a náusea de relatar os sórdidos esquemas que nosso estado é prodígio em formar. Ontem quando soube da operação de busca e apreensão na casa e no gabinete do juiz Sebastião Julier (gabinete dentro da justiça federal), me lembrei de um texto recente do jornalista Enock Cavalcanti exaltando Julier – pretenso candidato a qualquer cargo majoritário por qualquer partido da base petista – e dizendo que com ele, “um outro Mato Grosso é possível”.

Ansiosa para saber qual seria a manchete do Enock sobre o caso Julier, liguei por volta do meio dia. Enock não sabia – ou preferia não saber – assim como Marilena Chauí ficou anos sem saber do mensalão. Aliás, um parêntese aqui pra falar sobre ela: acho que já deve ter feito cadastro na Papuda pra visitar os cúmpanheros. Não deve ser íntima, pois seria tortura com os presidiários.

Mas, voltando à minha ligação para o Enock, ele disse que iria se informar com … outro jornalista, não com a Polícia Federal, como seria razoável. Mas enfim. No final da tarde, por volta das dezesseis horas, ele publicou a nota emitida por Julier dizendo que estava “surpreso e indignado” com seu envolvimento.

Quase no início da madrugada, Enock enfim não resistiu, mordeu a isca – adoro provocá-lo, rsrsrs – e publicou um hilário texto culpando a mim pela operação na casa e gabinete de Julier. Está divertidíssimo e merece a leitura (aqui).

No texto, escrito com ansiedade e muita raiva e baseado nas falas do advogado de Julier, o jornalista afirma que a operação na casa e gabinete do juiz, “não teve qualquer fundamento ou os elementos mínimos que pudessem justificar a varredura feita pela PF. Logo, será contestada na Justiça” e que só “a galera do lado do Pedro Taques, do Jaime Campos, do PSDB, do PSD, do PTB, das cercanias do Arcanjo, do Escândalo dos Maquinários, dos rombos da Assembleia, do Secomgate dos tucanos, da Operação Pacenas […] tá se lixando pro devido processo legal”.

Nessa “galera” citada por Enock quem está? Euzinha. Hahahaha “Adriana Vandoni, respeitável e muito acatada blogueira, por exemplo, que gosta de pontificar como uma das ideólogas do senador Pedro Taques, candidato do establishment à sucessão do governador Silval Barbosa, em sua pouco embasada vibração, chegou a anunciar, ainda para esta segunda-feira, a possibilidade do digno magistrado Julier Sebastião da Silva vir a ser preso”.

Vamos lá, veja o que escrevi no início da tarde sobre prisão: “Segundo informações de ótima fonte, ‘há elementos para um pedido de prisão preventiva de Julier. Vai depender do resultado das buscas e apreensões desta manhã’”. A ansiedade e pressa do Enock devem ter prejudicado sua capacidade interpretativa, da mesma forma que o fez trocar algumas letras no apressado artigo e suprimir alguns plurais. Eu também faço isso quando estou com pressa ou raiva, rssss. Mas ele sabe muito bem que minhas fontes são boas e não costumam falhar. Não é à toa que costuma me ligar algumas vezes para saber se há algo por acontecer. Miseravelmente – pra ele -, ele confia em mim. Hehehe

No texto o Enock diz que eu, a direitista, estou do lado “da nova seita, da nova coligação comandada por Pedro Taques”. Ele não escreveu que representamos a oligarquia opressora, a elite predadora e exploradora, termos que costuma usar reiteradamente em seus escritos para defender o petismo.

Grande, como era grande, meu caro Enock, que de certo veja progressismo, moral e ética nas visitas para beija-mão feitas por Julier a gabinetes como o de José Riva, em almoços com Mauro Savi e Romoaldo Junior, ou na bênção recebida de José Dirceu para se lançar ao governo de Mato Grosso.

No início dessas desastrosas movimentações do juiz rumo à política, escrevi sobre o erro político que estava cometendo, mas resolvi não publicá-lo. Não publiquei pois me lembrei de um ensinamento de Napoleão Bonaparte: ‘nunca interrompa seu inimigo quando ele estiver cometendo um erro’.

Mas o texto do Enock foi muito elucidativo, revelou, por exemplo, que Julier recebeu a Polícia Federal com “café com leite e pão com manteiga”.

Sobre a minha foto que ilustra sua coluna, certeza que ele se inspirou no Felix, a bicha má da novela global. Hahaha

Eu também te amo, Enock!

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PF deflagra fase II da operação Ararath. Visita a casa do diretor do Detran e de um juiz federal

Publicado em  às  hs.

julierA Polícia Federal cumpre desde o início desta manhã, sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, na cidade de Cuiabá/MT.

Os mandados foram expedidos no curso de inquérito judicial instaurado para apurar crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro. A investigação tramita no TRF 1ª Região em razão de possível envolvimento de magistrado nos fatos sob apuração, os quais guardam relação com a Operação Ararath, deflagrada recentemente por ordem da Justiça Federal da Seção Judiciária do Mato Grosso.

As investigações referentes à Operação Ararath prosseguem sob segredo de justiça.(Assessoria da PF)

Comentário meu: informações ainda não oficiais dão conta que o Juiz Federal é Sebastião Julier, pretenso candidato em 2014 a qualquer cargo majoritário, por qualquer partido da base do PT.

Julier foi namorado da colunista social Karina Nogueira, ex-esposa do Junior Mendonça, dono de factoring e postos de gasolina, que, segundo a PF, está no centro dessa investigação. Karina fez denúncias contra o ex-marido em 2007, que teria dado origem a Operação Ararath. Na semana passada a colunista prestou depoimento na PF e está sob proteção, pois teria recebido ameaça de morte.

Assim que tiver mais informações passo a vocês.

PS: eu acho que tenho um sexto sentido para detectar tranqueira. E quem me acompanha aqui sabe que sempre tive um pé atrás com esse juiz.

5 Comentários

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  1. - IP 179.216.204.159 - Responder

    Um cara que defende corruptos como José dirceu, genuíno, Pedro henry e a corja toda, defender o juiz que pede benção pra Riva e além de tudo é petista fica fácil né nobre blogueiro…

  2. - IP 177.193.170.65 - Responder

    A FOTO DESSA ADRIANA VANDONI JÁ DIZ TUDO. DESOCUPADA, NUNCA PRESTOU NEM SERVIÇO A SOCIEDADE, VIVE DE UM CERTO RECALQUE EM RELAÇÃO A SUA IRMÃ, OCUPA CARGOS HÁ MAIS DE DEZ ANOS. ACONTECE A IRMÃ É BONITA, JÁ ADRIANA É FEIA, AI FICOU REVOLTADA, VIVE NO OSTRACISMO TENTANDO APARECER, BEM QUE ELA PODERIA PRESTAR ALGUM SERVIÇO NO ABRIGO DOS VELHOS, MELHOR QUE FICAR EM CASA REMOENDO COMPLEXO DE REJEIÇÃO.

    • - IP 179.217.109.142 - Responder

      Comentário muito desrespeitoso. “ADRIANA É FEIA”, é uma afirmação que não deveria aparecer nesta página. Ademais estamos tentando construir uma democracia. Deixa ela defender o grupo político dela. É direito. Que fique registrado o meu protesto contra o moderador desta página.

  3. - IP 179.252.15.40 - Responder

    E ela tem o direito de optar em ser feia… Vamos estabelecer uma ditadura das bonitas e dos bonitos? Abaixo a ditadura e todo o apoio e respeito aos que, ao longo da vida, optaram pela fealdade em toda sua plenitude, como fez, supostamente, a corajosa Adriana. Além disso, estamos na Terra com suas complexidades e deformidades. Nem todas estão sob a influência de Vênus e a Terra tem abismos e subterrâneos governados por Hades e Poseidon…

  4. - IP 201.88.96.36 - Responder

    Tudo continua as acusações contra o juiz petista continua A situação de Julier Sebastião ficou mais delicada nesta quarta (27). Isso porque, além do MPF (27) rebater declaração da defesa do magistrado – que desqualificou a atuação do órgão e da PF dizendo que teriam induzido o desembargador federal Luciano Tolentino Amaral – também foi realizada a terceira etapa da Operação Ararath só entregaram as coisas que estavam na casa dele.

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