Crise nos telejornais: cai o Ibope do Jornal Nacional, da Rede Globo, do Jornal da Band e do SBT. Em contrapartida, cresce cada vez mais a força de saites informativos e blogues na internet

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À exceção do Jornal da Record, todos os principais telejornais das maiores emissoras estão perdendo audiência de modo irreversível; números do Ibope mostram que tombo maior é no Jornal Nacional, ancorado por William Bonner; perda na Grande São Paulo foi de 9% na pontuação de janeiro a abril; audiência nacional, que era de quase 50 pontos nos anos 1990, está agora em apenas 29 pontos de média; na baixa mais dramática, encostou em 25,4; no SBT, nem a polêmica Rachel Sheherazade evitou queda de 4%, enquanto na Band o informativo de Ricardo Boechat tem média de 2,9 pontos contra 3,4 antes; a ‘culpa’, dizem especialistas, é da internet, que informa antes; mas, convenhamos, apesar de mudanças de âncoras, fórmula dos telejornais é a mesma desde os anos 1970; caducou

 

 

247 – Os telejornais estão em crise. É o que diz o Ibope, que nunca antes, como agora, havia apresentado índices de queda generalizada em praticamente todos os principais veículos das maiores emissoras de televisão do País. Perderam pontos o Jornal Nacional, da Rede Globo, o Jornal do SBT e o Jornal da Band. Apenas o Jornal da Record se livrou da queda.

O caso que mais chama atenção, pelo tamanho do tombo, é o noticioso chefiado e apresentado por William Bonner. Confirmando a perda continuada de audiência verificada nos últimos cinco anos, o JN experimentou, este ano, queda de 12% no Ibope, descendo aos 25,4 pontos. De janeiro a abril, o principal informativo da emissora dos três irmãos Marinho registrou média de 29 pontos. Trata-se de um declínio espetacular, uma vez que, no final da década de 1990, o JN ainda podia exibir, orgulhoso, quase 50 pontos na audiência brasileira no horário das 20h. Esse passado glorioso, definitivamente, ficou para trás.

O Jornal do SBT, que tinha até pouco tempo atrás em sua bancada a polêmica Rachel Sheherazade, não seu deu bem no Ibope com as incitações à violência promovidas pela âncora. Antes com média de 4,7 pontos de audiência, o jornal tem, agora, segundo o Ibope, 4 pontos, o que representa uma queda de 4% desde janeiro.

Na Grande São Paulo, o desastre na audiência do JN foi ainda mais forte. Nessa região central o Ibope do veículo global caiu nada menos que 9% no primeiro quadrimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2013. A média de janeiro a abril decresceu de 26 pontos para 23,7.

O tombo foi maior no Jornal da Band. Na comparação dos primeiros quatro meses de 2014 com o mesmo período do ano anterior, o veículo ancorado pelo jornalista Ricardo Boechat experimentou redução de 14% em seu público, chegado agora a 2,9 pontos de média, contra 3,4 pontos no primeiro quadrimestre de 2013.

A exceção que confirma a regra de perda de audiência dos jornais das emissoras de tevê é o Jornal da Record, que no mesmo período analisado passou de 5,5 pontos para 6,3 pontos. O Cidade Alerta, comandando pelo jornalista Marcelo Rezende, com notícias exclusivamente do campo policial, subiu de 5,9 pontos para 7,1 pontos.

Os especialistas apontam a internet, com sua velocidade na veiculação de informações de todos os tipos, como principal responsável pelo declínio dos grandes telejornais. Todos os dias, afinal, quase tudo que eles noticiam já foi publicado, antes, pelos noticiosos online, como Brasil 247.

Outra parcela de responsabilidade, não pequena, está nos próprios veículos. Todos muito semelhantes ao Jornal Nacional, cuja fórmula editorial data do início dos anos 1970, é fácil ver que os telejornais não se renovaram. Mudaram-se âncoras, mas a ordem sem nexo de apresentação de notícias, ausência de análise e falta de profundidade continuam sendo marcas comuns a todos eles. A seguir nesse ritmo, os antes imprescindíveis jornais de televisão perderam cada vez maior seu prestígio – e Ibope.

 

Categorias:Imprensa em debate

1 Comentário

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  1. - IP 177.193.129.125 - Responder

    parabéns aos blogueiros que estão promovendo uma verdadeira revolução na imprensa brasileira

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