Covarde o Mauro Mendes? Não, quem detonou o Faiad foi a juiza Gleide Bispo: as eleições têm regras que precisam ser cumpridas.

Em foto de Dinalte Miranda, um dos mais recentes encontros deste blogueiro com Mauro e Virginia Mendes. O empresário está sendo chamado de "covarde" pelo Lúdio Cabral. Bobagem do Lúdio Cabral. A batalha judicial faz parte do jogo eleitoral

Meus amigos, meus inimigos: tudo indica que a inscrição do Faiad como vice de Lúdio Cabral não atendeu às regras fixadas pela Legislação Eleitoral. Para ser candidato a vice, o Faiad teria que ter se afastado das funções de conselheiro federal da OAB dentro de um determinado prazo. A assessoria do Mauro, percebendo este deslize do Faiad, acionou a Justiça Eleitoral e conseguiu detonar com a inscrição do Faiad que, evidentemente, vai recorrer daquilo que decidiu a juiza Gleide Bispo.

Ao saber da decisão, Lúdio, Faiad e o velho cacique Bezerra vieram à boca de cena para chamar o Mauro Mendes de “covarde”. Achei uma estupidez. Essa entrevista não deve ter sido orientada pelo Elton Rivas, que me parece um sujeito sensato. Ora, a eleição tem regras e, por isso, cada candidato contrata uma cara assessoria jurídica para zelar pelo fiel cumprimento dessas regras. Não existe covardia nenhuma por parte daquele candidato que tem uma assessoria jurídica atenta e que não bobeia diante dos vacilos de seus adversários. Faz parte do jogo da política e da eleição.

Lúdio, Faiad e o velho cacique Bezerra deveriam ter mais humildade. Quem sabe, reconhecer logo que erraram e indicar logo um substituto para o Faiad que parece que já está baleado. Talvez eles esperneiem porque essa questão de substituto no PMDB de Cuiabá é uma coisa complicada. Seria mais simples acionar o doutor Marcos Dantas e usar de fairplay nas declarações à imprensa. Tanto raivinha pra quê?

Ao sairem xingando o Mauro Mendes acabaram colocando em destaque a figura do candidato do PSB cuja assessoria jurídica agiu com competência. Campanha eleitoral é como aqueles videogames que nossos filhos vivem jogando. Cada jogador detonando o adversário para que ele não passe para a próxima fase. Dessa vez, o detonado foi o Faiad. Os assessores do Lúdio que fiquem atento para detonarem o Mauro mais adiantem – mas, evitem o chororô e saibam jogar este jogo.

Agora é correr atrás de um substituto que seja mais leve que o conselheiro federal da OAB.

Ah, sim. Nessa história toda uma coisa que não ficou muito clara para mim, até agora, foi porque o Mauro Mendes trocou o Paulo Taques pelo José Antonio Rosa, em sua assessoria jurídica. Pelo que eu sei, aquela turma toda do Wilson Santos foi fazer campanha pro candidato do Riva, o Carlos Brito que, aliás, me disse que não é subordinado ao Riva coisa nenhuma. Carlos Brito garante que tem luz própria. Vamos ver.

Categorias:Jogo do Poder

2 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 201.86.181.219 - Responder

    Veja como a vida é…
    O J. A. Rosa comia no prato do Faiad. Muy amigo!!!
    O Faiad é mais pesado que uma prancha de chumbo, né?

  2. - IP 177.64.227.187 - Responder

    Caro Enock,
    Parabéns pelo lúcido artigo, que simplesmente demonstrou que uma coligação não seguiu as regras, e por isso foi penalizada pela denuncia do outro partido que está atento. Lamentável como alguns personagens distorcem a realidade.

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

dois × um =