Coronéis Wilquerson e Taborelli polarizam debates em VG

O coronel Wilquerson Sandes, comandante da Policia Militar em Várzea Grande e o vereador Pery Taborelli que estão defendendo o Projeto Fecha Bar como melhor tática para redução dos índices de violência no município de Várzea Grande

O coronel Wilquerson Sandes, comandante da Policia Militar em Várzea Grande e o vereador Pery Taborelli que estão defendendo o Projeto Fecha Bar como melhor tática para redução dos índices de violência no município de Várzea Grande

NOVA LEI

Projeto de Lei ‘Fecha Bar’ promete polemizar em Várzea Grande
Vereadores Pery Taborelli (PV) e Wilkerson Sandes propuseram a ideia de proibir a venda de bebidas alcoólicas pelo comércio entre as 23h e 6h

ELIANA BESS
HIPERNOTÍCIAS

 
Pela primeira vez está sendo discutida em Várzea Grande a proibição de vendas de bebidas alcoólicas entre as 23h e 6h. A proposta de criar a lei “Fecha Bar” na cidade motivou a audiência pública na Câmara Municipal na quinta-feira (10). Membros dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública de Várzea Grande e de Cuiabá participaram dos debates. Sociedade e comerciantes também acompanharam.

A iniciativa para normatização da comercialização de bebidas alcoólicas foi proposta pelo vereador Pery Taborelli (PV), conhecido como coronel Taborelli em parceria com o coronel da Polícia Militar de Várzea Grande, Wilkerson Felizardo Sandes. O objetivo é estabelecer uma lei capaz de diminuir de maneira eficaz a marginalidade e os crimes no município.

“A bebida alcoólica é a grande causadora dos problemas relacionados à violência e também aos acidentes de trânsito. Por isso, queremos discutir junto à sociedade e comerciantes uma maneira de controlar a venda, normatizando a comercialização para juntos encontrarmos uma alternativa que irá amenizar os riscos eminentes do álcool”, destacou o vereador.

A ideia não é proibir a venda de bebidas alcoólicas pelo comércio, mas definir horários de venda, para que o jovem não exceda no consumo do álcool nos estabelecimentos comerciais.

Para o coronel Wilkerson Sandes, a proibição em horários considerados críticos que registram maior incidência de crimes, irá diminuir as ocorrências nos números de homicídio, brigas e refletirá até mesmo na diminuição do uso de entorpecentes.

Adauton Tuin, presidente da Associação Comercial e Industrial de Várzea Grande (Acivag), lembrou que no Estado do Paraná existe lei nesse sentido, e que para vender fora do horário, depende da região em que o comércio está localizado e mesmo assim precisa estar dentro dos padrões da legislação.

O presidente Adauton avalia que existem situações que não justificam o lucro que o comerciante tem a partir das 23h em detrimento dos transtornos gerados quando os ânimos estão alterados pelo exagero da bebida. “É barulho que incomoda, além da violência, motoristas alcoolizados ao volante colocando em risco a própria vida e das demais pessoas”.

Com a proibição, o espaço poderá ser ocupado por famílias que saem para se divertir e muitas delas nem excedem às 23h.

AVALIAÇÕES DA AUDIÊNCIA

Para Heitor Geraldo Reyes, presidente da Associação de Familiares Vítimas de Violências (AFVV), a discussão é pertinente, mas ao que parece, “poucos levam o assunto a sério”.

Segundo ele, “o comércio pode abrir deste que siga regras de segurança preestabelecida em lei municipal”, pontuou Heitor, que já trabalhou em projeto semelhante, mas que não foi implantado em Cuiabá devido pressões. A iniciativa também era para projeto de Lei, chamado “Viva a Vida”.

Outro participante (nome não revelado, mas usou o microfone) da audiência pública pontuou que “se a Câmara não tomar providências à comunidade vai tomar”. O tom era de desabafo e ao mesmo tempo, de descrédito, uma vez que a situação em Várzea Grande parece ter saído do controle.

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Violência pode levar bares a fechar à meia-noite em Várzea Grande (MT)

Projeto da Lei Seca está sendo discutido por autoridades na cidade.
Conforme a polícia, 22 pessoas foram assassinadas em Várzea Grande.

Do G1 MT

Os índices alarmantes de crimes registrados este ano em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, levaram as autoridades a buscar uma medida mais dura para combater a criminalidade na cidade. A alternativa debatida é a Lei Seca, que consiste em limitar o horário de funcionamento dos bares, restaurantes e lanchonetes que vedem bebida alcoólica na cidade.

Porém o projeto ainda está sendo discutido para saber de que forma poderá ser aplicado. De acordo com as autoridades, uma saída, seria modificar o Código de Postura do município ou criar uma lei específica para regimentar a situação.

Segundo informação da Polícia Militar, desde o início do ano até o mês de fevereiro 22 pessoas foram assassinadas no município. A situação de insegurança tem tirado o sono da população. “Tem muita gente conseguindo arma fácil. Tá todo mundo andando armado. O cidadão não anda armado, mas outros chegam lá e te dá um tiro”, desabafou o comerciante José Pereira.

O comandante da Polícia Militar de Várzea Grande, Wilquerson Sandes, defendeu a implantação da Lei Seca no município. “Identificamos uma possibilidade no Código de Postura de Várzea Grande. Em se tratando de algum tipo de solicitação da autoridade competente, o município poderá mudar esse horário. Criou-se uma comissão para analisar os casos de pizzarias e restaurantes que têm os requisitos de segurança. Nesses casos os estabelecimentos poderão funcionar normalmente”, lembrou o tenente coronel.

O prefeito da cidade, Sebastião Gonçalves, também é a favor do fechamento dos bares antes da meia-noite. “A situação está caótica e nós precisamos tomar medidas que venham melhorar a segurança e trazer mais tranquilidade para população”, afirmou.

Para o promotor de Justiça Alan Souza somente os estabelecimentos que vedem bebida alcoólica é que devem ter horário diferenciado. “Estabelecer um horário entre 23h e meia noite não é naturalmente o fechamento dos estabelecimentos. É a proibição da venda de bebida após esse horário”.

A população de Várzea Grande tem opiniões diferentes e algumas pessoas são favoráveis a medida de contenção. “O menor vai ficar bebendo na porta dos bares e depois das 22h é bom ter respeito e fechar os estabelecimentos para evitar essa situação”, reclamou o borracheiro Manuel de Paula. Já outros, pensam que não é a proibição da venda de bebida em alguns lugares que vai diminuir a violência. “Não é fechando o bar que vai coibir quem bebe, porque os supermercados também vão vender as bebidas”, disse o empresário Jaires de Alencar.

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Projeto de Lei “Fecha Bar” é apresentado à vereadores de Cuiabá

 

A iniciativa se deve a preocupação com os altos índices de violência causada pelo consumo exagerado de bebida alcoólica.

A Associação dos Familiares de Vítimas de Violência (AFVV) apresentou, na última semana, à Câmara de Vereadores de Cuiabá, um Anteprojeto de Lei intitulado de “Fecha Bar”. A iniciativa se deve a preocupação com os altos índices de violência causada pelo consumo exagerado de bebida alcoólica.

De acordo com a proposta, bares e similares que tenham algum registro policial no último ano, que não respeitem às regras relativas ao impacto de vizinhança, que não gerem no mínimo dois empregos diretos e que não possuam distância mínima dos estabelecimentos de ensino de qualquer natureza, devem funcionar apenas entre às 6h e 22h.

A solicitação se baseia nas últimas pesquisas sobre consumo de álcool, que comprovam que o mesmo está relacionado a 23% das fatalidades entre menores de 16 anos; 37% entre pessoas de 16 a 20 anos; 57% entre indivíduos de 21 a 29 anos; 53% entre 30 e 45 anos e 38% das fatalidades entre indivíduos de 46 a 64 anos. Assim como os acidentes de trânsitos fatais ocorrem com maior frequência durante a noite ou nos finais de semana, dentre os quais, 77% ocorrerem entre as 18 h e 6 h.

Segundo o presidente da AFVV, Heitor Geraldo Reyes, essa Lei já existe em vários municípios e os números comprovam que diminuiu significativamente a violência, inclusive aumentando o consumo nos estabelecimentos devido a segurança proporcionada a sociedade. “Queremos que o assunto seja debatido em audiência pública, pois queremos ouvir a opinião de toda a sociedade sobre o assunto. Se todos realmente querem inibir esse tipo de violência”.

De acordo com o vereador Roosevelt Coelho (PSDB) – que recebeu o anteprojeto – esta proposta é muito mais interessante do que as já apresentadas anteriormente, sendo mais flexível e da mesma forma penalizando quem está fora do que ela determina. “Ainda estamos estudando se haverá alteração ou ajuste, mas é um projeto muito interessante e tem que ser estudado com muito carinho. É um projeto que cuida para apenas pessoas decentes frequentarem seu estabelecimento”.

A limitação de horário não será aplicada aos restaurantes, pizzarias, padarias e bares e similares na região central do município, além daqueles situados em hotéis, flats, clubes e shoppings centers.
por Gabriela Galvão/VG Notícias

2 Comentários

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  1. - IP 189.72.222.28 - Responder

    Pery Taborelli é político ficha suja. Foi condenado em primeira instância por atos de corrupção quando ainda era coronel da ativa da Polícia Militar. A condenação foi confirmada por colegiado de segundo grau, ou seja, por Turma do TJ. Será que o coronel ficha suja estava alcoolizado quando praticou seus atos ilícitos? Porque não se aproveita para discutir a influência negativa desse tipo de policial na sociedade organizada? Só em VG prospera político dessa dimensão. A corrupção dos políticos fichas sujas é responsável pela proliferação de mais crimes e caos social. Quando é que o coronel Pery Taborelli vai cumprir sua pena e ser afastado do cargo de vereador em Várzea Grande? Quando o coronel Pery Taborelli vai devolver o dinheiro retirado ilegalmente dos cofres públicos? VG acordou mas continua sonolenta, não vê e não noticia a verdade sobre seus políticos. Chega de demagogia, coronel.

  2. - IP 177.193.164.168 - Responder

    em meio a tanta demagogia é bom ver que alguém está se preocupando e procurando saídas para a questão da violencia na Grande Cuiabá e em mato grosso. por que não levar esta proposta do coronel taborelli para todas as regiões de mato grosso? o vereador taborelli está propondo o que nossos politicos, governantes e secretários de estado ataé agora não foram capaze de enxergar. para abrirem bares e boates precisam ter uma estrutura especial e um acordo especial com a pm senão terão que fechar as portas. todo mundo sabe que é nesses bares e boates que agem os traficantes que dão origem a toda violencia seja em cuiabá seja em qualquer lugar do mundo. parabens ao coronel taboreli e coronel wilquerso que honram a pm.

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