COMUNISTA MIRANDA MUNIZ: Eu arriscaria elencar que os “candidatíssimos” de hoje, para prefeitura de Cuiabá, são: o Juiz Julier, o prefeito Mauro Mendes e o Procurador Mauro. Já os “quase” candidatíssimos, eu citaria a ex-senadora Serys e o historiador Renato Santana (REDE). Já no “reino do PMDB”, a legenda com maior número de pré-candidatos, há algo estranho no ar…

Miranda Muniz

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A hora do parigata
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No século passado, antes da popularização da internet e dos celulares, era comum nos bancos dos pátios das escolas a criançada fazer a famosa brincadeira do parigata, a qual consistia em todos sentarem no mesmo banco, um ao lado do outro, e, pela esquerda e direita, empurrar o colega em direção ao centro.
Assim, geralmente os mais franzinos não aguentavam a pressão e eram “expelidos” do banco. Um a um, vazavam!
No processo político eleitoral é algo assemelhado. Só que aqui não tem brincadeirinhas e o jogo é bruto. Geralmente o processo inicia com vários pretensos nomes e, tal qual no parigata, as candidaturas vão minguando com o tempo.
O processo aqui na Capital é um bom exemplo.
Se alguém pesquisar nas páginas dos jornais e nos portais de notícias, constatarão que vários nomes já apareceram com pré-candidatos a prefeito de Cuiabá: Mauro Mendes (PSB), Procurador Mauro (PSOL), Julier (PDT), Vitório Galli (PSC), Valtenir (PMDB), Lúdio Cabral (PT), Serys (PRB), Muvuca (PMDB), Dorileo Leal (PSDB), Permínio Pinto (PSDB e atualmente preso no Carumbé), Janaina Riva (PMDB), Roberto França (PSDB), Donizete Castrillon (PTB), entre outros nomes menos expressivos.
Numa “fotografia” de hoje, veremos que muitos desses já jogaram a toalha. Foram expelidos da “parigata”: Lúdio Cabral, Vitório Galli, Dorileo Leal, Roberto França, Donizete Castrillon (esse não durou uma semana), Permínio Pinto, Janaina, Muvuca…
Eu ariscaria elencar que os “candidatíssimos” de hoje são: o “Juiz” Julier, o prefeito Mauro Mendes e o Procurador Mauro. Já os “quase” candidatíssimos, eu citaria a ex-senadora Serys e o historiador Renato Santana (REDE).
Já no “reino do PMDB”, a legenda com maior número de pré-candidatos, há algo estranho no ar…
Embora haja semelhanças entre a citada brincadeira de crianças e o processo eleitoral, existe um ingrediente que só está presente no segundo: a traição.
Traição que parece fazer parte da própria essência da atividade política, como sabiamente definia o saudoso e perspicaz Leonel Brizola ao afirmar “que a política ama a traição, mas abomina os traidores”.
Parece que em termos de “traição”, o vice interino e traidor Michel Temer tem feito escola, pois no processo político de nossa Capital os casos mais emblemáticos neste quisito estão no seio do PMDB, que teve até pré-candidatura lançada, com direito à presença do seu líder mor Carlos Bezerra, mas tudo indica que levará rasteira, pois o mesmo Bezerra tem ventilado outras alternativas.
É lógico que esse “parigata”, anterior às convenções partidárias, é apenas uma preliminar, já que a definição final de quem vencerá o “parigata eleitoral” será determinada pelo voto dos eleitores no dia 2 de outubro.
· Miranda Muniz: agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça avaliar federal, presidente do PCdoB/Cuiabá

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