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Com demissão de Helena Chagas e posse de Thomas Traumann na Secom, grande temor de O Globo e dos herdeiros de Roberto Marinho é que o Governo Federal, rompa o privilegiamento que é dado às grandes empresas do PIG e passe a direcionar também propaganda para os chamados “blogues sujos”

A jornalista Helena Chagas, a economista Dilma Roussef, presidente da República e o jornalista Thomas Traumann

A jornalista Helena Chagas, a economista Dilma Roussef, presidente da República e o jornalista Thomas Traumann

A análise do blogueiro Miguel do Rosário me parece perfeita. Há alguma coisa no ar – e não são aviões de carreiras. O afastamento da jornalista Helena Chagas, filha do Carlos Chagas, do comando da Secom federal pode traduzir mudanças expressivas na política de comunicação do governo de Dilma Roussef. Isso é o que mais temem as grandes redes de comunicação como o Sistema Globo de Comunicação que controla veículos como a Rede Globo, O Globo, todas as emissoras da Globosat, etc, etc. Já pensou se além dessas mudanças, o estamento de poder brasileira passe também a encaminhar, com mais seriedade, a proposta de regulação da mídia no Brasil? Estaria declarada uma espécie de guerra civil contra da grande mídia contra o Governo Federal. Mas terá a presidente Dilma a coragem de trilhar o mesmo e corajoso caminho já trilhado pela presidente Cristina Kirchner, na Argentina? Confira o noticiário. (EC)

O ataque da Globo aos “blogs sujos” e as chances de um mundo novo

por  –  O CAFEZINHO

É o tipo de matéria para ler com um brilho malicioso nos olhos. Quer dizer que a toda poderosa Globo está mesmo preocupada com os “blogs sujos”? Aliás, que sintomático a Globo usar a mesma expressão usada por José Serra, em 2010, para se referir aos blogs políticos que lhe davam combate.

A pretexto de escrever sobre a demissão de Helena Chagas, atual chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e sobre uma possível mudança de rumo na política de comunicação da presidência da república, a Globo mostra todo seu pavor de perder a “boquinha” que, há décadas, mantém junto à Viúva.

Em matéria estampada na capa do site, a Globo dispara alguns comentários sobre os “blogs sujos” que, evidentemente, foram sopesados a dedo para nos prejudicar. Mas acabam nos dando mais cartaz do que talvez merecemos. Por isso o brilho malicioso nos olhos.

Trecho em questão:

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Em uma das reuniões do presidente do PT, Rui Falcão, com a bancada e integrantes do Diretório Nacional, para discutir saídas para a crise depois das manifestações de junho, houve um debate sobre pontos fracos na equipe ministerial, com críticas à comunicação do governo e da presidente. A reclamação era em relação à pequena margem de financiamento dos chamados “blogs sujos”, que fazem o enfrentamento com a mídia tradicional e atacam a oposição.
— A comunicação do governo é uma porcaria! O governo não tem a estratégia de comunicação nas redes sociais. O Lula mantinha uma canalização de recursos para alguns blogs, mas a Dilma cortou tudo — reclamou naquela reunião o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PR), segundo petistas presentes.
Na época, Vargas desmentiu as críticas, mas nesta quinta-feira, diante da notícia da saída de Helena Chagas, disse ao GLOBO:
— Não gosto dela. A Helena foi pro pau! Beleza.

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Eu gostaria muito que algum órgão de pesquisa, público ou privado, fizesse uma investigação sobre todas as verbas que a Globo recebeu do Estado desde a sua fundação, em 1925. Receio que chegaríamos a uma cifra próxima ao PIB do Brasil em 2013.

Tive o privilégio de ler a História da Imprensa Brasileira, de Nelson Werneck Sodré, onde o historiador fala sobre as campanhas da imprensa contra Getúlio Vargas. O “mar de lama”, expressão que a mídia hoje substituiu por “mensalão”, eram os financiamentos que o Banco do Brasil teria concedido a Samuel Wainer, para ele fundar a Última Hora.

Sodré levanta exatamente a quantia emprestada à Wainer.  E revela a indescritível hipocrisia dos jornais: todos haviam, obtido, em seu nascimento, polpudos empréstimos do mesmo Banco do Brasil. Maiores, inclusive, do que os dados à Última Hora. Mas não de Vargas e sim de governos anteriores. Por isso o apego da nossa imprensa à “República Velha”.

Mais tarde, alguns jornais brasileiros passariam a contar com uma outra segura fonte de renda. Os EUA passam a injetar dinheiro, ilimitadamente, na mídia brasileira.

O tempo passa, a ditadura termina, vem a redemocratização, e os mesmos grupos de mídia continuam drenando para si quase toda a verba publicitária federal.

Lula e Dilma deram 6 bilhões de reais à Globo.  É estatística. De 2000 a 2012, a Globo recebeu 54,7% de toda a verba federal no período. É evidente que se trata de uma caso absurdo de concentração, estimulada pelo Estado.

A Constituição Brasileira tem cinco fundamentos e um deles é o “pluralismo político”; não creio que este fundamento esteja sendo rigorosamente cumprido pelo Estado, quando se trata de propaganda federal.

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Além de receber tal quantidade de verbas, a Globo agora também resolveu intimidar os blogs. O seu diretor de jornalismo, Ali Kamel, vem processando vários blogueiros, inclusive eu, pedindo indenização financeira. Meu julgamento em primeira instância acontece no dia 11 de fevereiro. Ali Kamel quer me arrancar 41 mil reais, ou seja, quase a minha renda de um ano.

A Globo recebe dinheiro do Estado e o usa para pagar advogados que tentam sufocar financeiramente os “blogs sujos”.

Essa é a situação que a Globo quer manter por tempo indeterminado.

O curioso é a decisão da Globo em centrar fogo nos blogs. A Secom de Dilma cortou verba, sim, mas não para os blogs, que nunca a tiveram (com exceção de Reinaldo Azevedo e Noblat, sempre ricos em propaganda estatal), mas para toda a mídia alternativa: jornais médios ou pequenos, sites de notícia, revistas, agências. A Secom até passou a distribuir verba a alguns sites e blogs, mas em geral espaços neutros, tipo “Bolsa de Mulher”. Ou pior, aplicando os recursos no Adsense, do Google, o que apenas ajuda os EUA a ficarem ainda mais poderosos.

Não vou cair, na armadilha da Globo de criminalizar Helena Chagas. Mantive o bom combate contra o que ela representava, fazendo críticas duras, mas sempre de maneira democrática e elegante. Muito esperta a estratégia da Globo, de transformar Helena Chagas em heroína mal compreendida, atacada por vilões truculentos do PT, possivelmente para incentivá-la a assumir posições políticas de oposição. Aposto que a estratégia será repetida em toda grande imprensa.

Entretanto, Helena Chagas fazia o que fazia por orientação de Dilma Rousseff. Minhas críticas, portanto, tinham como endereço a própria presidente da república e seu entorno. Se não deixei isso claro antes, faço-o agora.

Pela mesma razão, cumprimento agora Dilma pela decisão de substituir Helena Chagas.  Antes tarde do que nunca.

Quanto aos recursos da Secom, espero que assuma uma posição mais generosa em relação à imprensa alternativa.

Que tenha um olhar mais humano e mais democrático em relação à fauna midiática nacional.

Que libere recursos para os jornais e sites de movimentos sociais, sindicatos e cooperativas, inclusive daqueles que lhe fazem oposição.

Que estimule o surgimento de blogs de pesquisa universitária, educação e cultura.

Uma iniciativa ousada e moderna, por exemplo, seria o governo incentivar, via editais monitorados por escritores e acadêmicos, a criação de centenas de blogs de ficção literária. De crítica de cinema. De crítica de artes plásticas!

A Secom poderia incentivar o surgimento de blogs escritos por médicos, psiquiatras e dentistas, devidamente monitorados por algum conselho do setor, para ajudar os internautas a conhecer suas doenças e respectivos tratamentos. Blogs voltados para estimular o empreendedorismo, ou discutir mobilidade urbana e economia sustentável!

E que faça anúncios, por que não?, em blogs políticos de esquerda!

A nova Secom pode ajudar o Brasil, enfim, a incrementar sua produtividade intelectual e aprimorar seu desenvolvimento na área de tecnologia das informações.

Enquanto a Globo se preocupa se os “blogs sujos” vão receber alguns trocados, a sociedade brasileira está preocupada se haverá ou não um dia uma oferta mais rica e mais plural de informações.  Quer acesso a conhecimentos, dados e opiniões diferentes daqueles propagados diariamente na grande mídia.

Sei o quanto essas ideias parecem utópicas, ingênuas. Mas sonhar não custa nada.

De qualquer forma, desejo bom trabalho a Thomas Traumann, novo ministro da Secom; que não esqueça a lição de T.S.Eliot: “Aqueles que confiam em nós, nos educam.”

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Thomas Traumann

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LEIA O QUE O GLOBO PUBLICOU

Sob pressão do PT, Helena Chagas deixará Secretaria de Comunicação Social

  • Ministra será substituída por Thomas Traumann, com perfil mais agressivo e mais afinado com o ex-ministro Franklin Martins

LUIZA DAMÉ , de O Globo

Presidente Dilma Rousseff ao lado de Helena Chagas Foto: Gustavo Miranda / O Globo
Presidente Dilma Rousseff ao lado de Helena Chagas Gustavo Miranda / O Globo

BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff deu início à reforma ministerial que consolidará o apoio partidário ao projeto da reeleição, mas, por enquanto, mexeu apenas em postos do PT, deixando em aberto a substituição dos ministros dos partidos aliados que disputarão as eleições. Foram oficializadas nesta quinta-feira mudanças na Casa Civil, na Educação e na Saúde. Dilma também fará mudança na Secretaria de Comunicação Social (Secom) para dar uma postura mais agressiva ao setor no ano eleitoral, como defende o PT. Essa troca não estava prevista para este momento, mas a ministra Helena Chagas, surpreendida pelo vazamento da notícia, entregou a carta de demissão nesta quinta-feira à tarde. Sua saída foi motivada por pressões do PT e, mais recentemente, pelo desgaste da falta de transparência com a agenda da presidente Dilma na polêmica “escala técnica” da comitiva presidencial em Lisboa, sábado passado.

O porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, vai substituir Helena, mas a oficialização dessa mudança só deve ocorrer nesta sexta-feira. A avaliação é que Traumann tem perfil mais agressivo e mais afinado com o ex-ministro Franklin Martins, que vai coordenar a área de comunicação da campanha de Dilma. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que já estava trabalhando no Planalto, foi confirmado na Casa Civil, no lugar de Gleisi Hoffmann. Pré-candidata ao governo do Paraná, Gleisi reassumirá sua vaga no Senado. O secretário executivo do MEC, José Henrique Paim, será o substituto de Mercadante. O secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Arthur Chioro, assumirá a vaga de Alexandre Padilha, que deixará a Esplanada para disputar o governo de SP.

A manhã no Planalto começou agitada. Helena foi surpreendida com a informação de sua saída do governo, publicada na edição desta quinta-feira do jornal “Folha de S.Paulo”, e ligou para a presidente. Tão logo chegou ao Planalto, Dilma chamou Helena ao seu gabinete e negou que tenha autorizado o vazamento da decisão. Pediu que a ministra não confirmasse a saída e ficasse no cargo até a formalização da mudança.

A ministra ficou irritada com o vazamento, e coube a Mercadante apagar o incêndio no segundo andar do Planalto. Mesmo demissionária, ela cumpriu agenda. Entre um compromisso e outro, comentou com assessores que foi deselegante o vazamento da mudança na Secom. A avaliação de setores do Planalto é que o episódio de Portugal não foi decisivo para a substituição. Outro grupo, no entanto, considerou-o a gota d’água.

As polêmicas em torno da viagem a Portugal se deram não só pelo gasto com hotéis de luxo para mais de 40 pessoas ficarem em Lisboa por menos de 24 horas, mas também pela postura da Presidência de manter em sigilo a agenda da presidente em Portugal, só tornando-a pública no dia seguinte, domingo, depois que foi revelada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

Em novembro do ano passado, em meio a críticas do PT à sua atuação, Helena colocou o cargo à disposição. Ela esperava deixar o governo na reforma ministerial, mas Dilma não lhe confirmou essa decisão. A ministra não irá para a campanha da presidente e deverá cumprir quarentena, como prevê a legislação.

Em uma das reuniões do presidente do PT, Rui Falcão, com a bancada e integrantes do Diretório Nacional, para discutir saídas para a crise depois das manifestações de junho, houve um debate sobre pontos fracos na equipe ministerial, com críticas à comunicação do governo e da presidente. A reclamação era em relação à pequena margem de financiamento dos chamados “blogs sujos”, que fazem o enfrentamento com a mídia tradicional e atacam a oposição.

— A comunicação do governo é uma porcaria! O governo não tem a estratégia de comunicação nas redes sociais. O Lula mantinha uma canalização de recursos para alguns blogs, mas a Dilma cortou tudo — reclamou naquela reunião o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PR), segundo petistas presentes.

Na época, Vargas desmentiu as críticas, mas nesta quinta-feira, diante da notícia da saída de Helena Chagas, disse ao GLOBO:

— Não gosto dela. A Helena foi pro pau! Beleza.

Ainda sobre os ministérios do PT, Dilma tem que resolver a sucessão de Fernando Pimentel no Desenvolvimento, que voltou à estaca zero, já que o empresário Josué Gomes da Silva não será ministro, como desejava a presidente. Pimentel disputará o governo de Minas. A ministra Maria do Rosário deixará a Secretaria de Direitos Humanos para disputar novo mandato de deputada.

Os novos ministros tomam posse segunda-feira de manhã. Arthur Chioro assumirá sob a vigilância da oposição. O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), irá à Comissão de Ética Pública assim que ele for confirmado no cargo, por causa da transferência de cotas da sua empresa de consultoria Consaúde à mulher, Roseli Regis dos Reis. O Ministério Público investiga se ele cometeu improbidade administrativa.

Depois da posse, Mercadante terá sua primeira missão: entregar a mensagem da presidente ao Congresso, na abertura dos trabalhos legislativos de 2014, na tarde de segunda-feira. Em seguida, ele passará o cargo para Paim, no Ministério da Educação. (Colaborou Maria Lima)

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QUEM É THOMAS TRAUMANN

Filho de Michael Traumann, alemão refugiado de Guerra, e de uma pedagoga norte-americana, cresceu numa fazenda em Rolândia, no norte do Paraná.
Formou-se em jornalismo na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Mora em Brasília, com sua mulher e três filhos.

Foi correspondente da Folha de S. Paulo em Curitiba entre 1990 e 1994, quando mudou-se para São Paulo para participar do núcleo da agência de notícias que gerou o portal de notícias UOL.

Em 1995, transferiu-se para a revista Veja. Cobriu o avanço do desmatamento e a ação ilegal de madeireiras estrangeiras na Amazônia e coordenou a edição especial de Veja Ecologia, em 1997. Foi editor de assuntos gerais da revista. Em cinco anos, participou de mais de vinte capas de Veja.

No ano 2000, voltou para a Folha de S. Paulo como repórter especial. Cobriu a ação de guerrilheiros na Colômbia , as eleições no Equador, a busca de tribos de índios isolados no Vale do Javari (Amazonas) , desastres ambientais da Petrobras, ações do Movimento dos Sem Terra e a crise política na prefeitura de São Paulo na gestão Pitta. Especializou-se na cobertura do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em 2001, transferiu-se para a Revista Época para cobrir a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. Fez quatro entrevistas exclusivas com o então candidato, antecipou o poder que José Dirceu teria no futuro governo e relatou a ascensão de Antonio Palocci junto a Lula.

Em 2002, mudou-se para o Rio de Janeiro para ser o chefe da sucursal carioca da revista Época. No ano seguinte, acumulou a função de chefe da sucursal com a de colunista de política (seção que, sucessivamente, se chamou Portal, Bastidores e, finalmente, Janela Indiscreta).

Durante a cobertura do Escândalo do mensalão, em 2005, publicou a explosiva entrevista em que o então presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, detalhou como recebeu malas de dinheiro de Marcos Valério, a mando do PT.

Em 2006, criou a newsletter “O Filtro”, um resumo das principais notícias do dia distribuído todas as manhãs a mais de 250 mil assinantes da revista Época. Foi também convidado eventual do programa “Entre Aspas”, da Globonews.

Em 2008, transferiu-se para a consultoria de comunicação espanhola Llorente & Cuenca, sendo responsável pela abertura do primeiro escritório em país não-hispânico. Em maio de 2010, Traumann transferiu-se para a FSB Comunicações, encarregado da comunicação corporativa do Grupo Andrade Gutierrez.

Desligou-se da FSB Comunicações em janeiro de 2011 para assumir a coordenação de imprensa da Casa Civil da Presidência da República, como assessor especial do então ministro Antonio Palocci. Com a saída de Palocci do governo, em junho de 2011, tornou-se assessor especial da ministra-chefe Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social.

Desde janeiro de 2012 é o porta-voz da Presidência da República.

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TRAUMANN CHEGA SOB FOGO PESADO DA MÍDIA FAMILIAR

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Jornalista experiente, com passagens bem-sucedidas pelos principais veículos de comunicação do País, ele já foi criticado pela Folha de S. Paulo, de Otávio Frias Filho, por dois colunistas do sistema Globo, Gerson Camarotti e Cristiana Lobo, e pelo blogueiro Reinaldo Azevedo, de Veja.com; a questão é: de onde vem o medo a um profissional de perfil moderado, que nem sequer anunciou suas intenções à frente da Secretaria de Comunicação do governo federal?

 

 

247 – A ascensão do porta-voz da presidência da República, Thomas Traumann, ao cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo federal, no lugar da ministra Helena Chagas, deixou um setor da sociedade em alerta: a chamada imprensa familiar, rotulada por grupos de esquerda como “Partido da Imprensa Golpista”. E antes mesmo que a mudança fosse confirmada, num processo natural dentro do Palácio do Planalto, uma vez que a ministra Helena Chagas já havia demonstrado a intenção de deixar o cargo em outras ocasiões e Traumann seria seu substituto natural, diversos colunistas foram escalados para atacar a escolha de Dilma.

A primeira jornalista a demonstrar preocupação com a mudança, na Globonews, foi a colunista Cristiana Lôbo, que apontou uma suposta proximidade maior entre Traumann e dois jornalistas que comandarão a campanha da presidente Dilma à reeleição: João Santana e Franklin Martins (leia aqui sua coluna no G1). Também no sistema Globo de comunicação, Gerson Camarotti comentou que “ataques do PT” motivaram a saída de Helena Chagas (leia aqui). Ele também previu maior “enfrentamento” com a imprensa.

Na Folha, de Otávio Frias Filho, a mudança foi anunciada como uma medida para “mudar a relação com a mídia”, destacando ainda o papel da Secom no gerenciamento dos recursos da publicidade governamental (leia aqui). E, em Veja, quem partiu para o ataque foi Reinaldo Azevedo, afirmando que o que está em jogo é a concessão de “mais dinheiro” ao que ele chama de “blogs sujos” (leia aqui).

Curiosamente, Traumann teve passagens bem-sucedidas, como repórter e editor, pelos três veículos que decidiriam criticá-lo: Folha, Veja e Época, que pertence à Globo. Como jornalista, construiu a reputação de um profissional moderado, equilibrado e sempre disposto a ouvir todos os lados envolvidos nas suas apurações. Como porta-voz da presidência da República, manteve relações construtivas com repórteres e editores de todos os veículos. Sobre o que fará na Secom, sua política de comunicação nem sequer foi anunciada, mas o fato é que as primeiras reações dos grupos Folha, Globo e Abril não deixam dúvidas: eles estão com medo. Isso faz sentido?

 

2 Comentários

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  1. - IP 177.65.147.216 - Responder

    FORA PT… FORA PT…. FORA DILMA E SEU COMPARSAS… PT NUNCA MAIS.. ESSE ANO VAI SER O ANO DA VIRADA …

  2. - IP 201.88.56.164 - Responder

    ESSA QUADRILHA DO PT ESTA DESTRUINDO O BRASIL JÁ É HORA DE ACODAR POVO BRASILEIRO IMAGINE SE A GLOBO FOSSE MESMO CONTRA OS PETRALHAS PORQUE QUE 70 POR CENTO DAS VERBAS PUBLICITARIAS DO GOVERNO FEDERAL SÃO DESTINADAS A GLOBO QUANDO A GLOBO FALA UM A CONTRA O GOVERNO DO PT FALA DUZENTAS PALAVRAS A FAVOR, PRESTEM ATENÇÃO NOS TELEJORNAIS DA TV GLOBO,SÓ PODEMOS CONFIAR NO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO E REVISTA VEJA QUE DENUNCIAM AS MAZELAS DA CORRUPÇÃO DO GOVERNO PT

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