Coluna SIMPI –Vendeu e não te pagaram? E agora, como resolver… 

 

23% das empresas de pequeno porte continuam “penduradas” no cheque especial 

A situação financeira das micro e pequenas indústrias sinaliza uma melhora, é o que mostram os dados do10º Boletim de Tendências das Micro e Pequenas Indústrias, realizado pela Datafolha, a pedido do Sindicato de Micro e Pequenas Indústrias (SIMPI). 

Situação financeira 

A situação financeira das micro e pequenas indústrias apresenta uma mudança de tendência da curva, sinalizando uma melhora, porém com graves problemas. Para 34% das micro e pequenas indústrias a situação está ótima ou boa. Para 41% a situação ainda é regular. Já para 25% a situação está ruim ou péssima. 

Cheque especial 

Mesmo com a situação financeira melhorando, o cheque especial está sendo usado por 23% das micro e pequenas indústrias para o pagamento de contas. O uso é maior entre as micro indústrias, com 25% utilizando. Nas pequenas, o uso é 15%. Veja a pesquisa em: http://SIMPI.org.br/arquivos/10%C2%BA%20Boletim%20de%20Tend%C3%AAncias.pdf 

 

Vendeu e não te pagaram? E agora, como resolver 

Você empresário precisa de ajuda com aquele cliente que comprou, mas não pagou? 

O SIMPI te auxilia nisso. O programa de inclusão de recuperação de créditos é um serviço que inclui procedimentos e ações, através de medidas judiciais e extrajudiciais para recebimento de dívidas, e está incluso nos serviços oferecidos pelo SIMPI para o associado.

O procedimento disponibilizado em específico para o associado SIMPI, abrange a inclusão do CPF do devedor na SERASA, notificação extrajudicial por meio de carta de cobrança e ainda, acionamento judicial para reconhecimento e execução da dívida, a depender do caso. No SIMPI, um advogado faz todo processo gratuitamente.

O associado deve entrar em contato com o SIMPI e de acordo com a especialista na área, Fernanda Nascimento, que assessora o SIMPI, fazer o agendamento de um horário para atendimento pelo advogado. O serviço não inclui cobrança de honorários antecipados, e é muito importante que o associado leve todos os documentos de PF e PJ, além do título de crédito, que pode ser cheque ou nota promissória, para celeridade e informações que facilitem a cobrança”, diz. Já a parte de negativação do devedor na Serasa poderá ser feito on-line e até por WhatsApp. Procure o SIMPI

 

Receita Federal oferece 50% de desconto em renegociação de dívidas 

A Receita Federal vai dar descontos de até 50% a contribuintes que quiserem parcelar débitos em aberto com Fisco, desde que eles não sejam maiores que R$ 62,7 mil (o equivalente a 60 salários mínimos). A medida tem público-alvo restrito: vale para pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte. A adesão poderá ser feita entre 16 de setembro e 29 de dezembro pela internet e vale para dívidas com vencimento até 31 de dezembro de 2019. Preenchido o formulário, liberada a negociação e concedido o desconto, o participante deverá arcar com uma entrada de 6% calculada sobre o valor líquido da dívida, descontadas as reduções. Note que quanto menor a quantidade de parcelas, maior é o abatimento concedido. 

Veja as possibilidades de desconto

– 50% desconto sobre o valor total do débito, com a entrada em até cinco meses e quitar o saldo até sete meses; 

– 40% desconto da dívida, com entrada em até seis meses, e o restante, em até 18 meses; 

– 30% desconto para quitar a entrada em até sete prestações, o restante cobrado em até 29 meses; 

– 20% desconto oito meses para a entrada e 52 meses para o restante

Ficam de fora da transação débitos do Simples Nacional, débitos declarados pelo contribuinte, mas ainda não pagos, dívidas já parceladas ou aquelas com exigibilidade suspensa por decisão judicial. 

 

CAIXA deixa R$ 50 milhões só para MEI’s e microempresas 

A Caixa Econômica Federal disponibilizou R$ 50 milhões em microcrédito. O Ministério da Economia aumentou o limite da Caixa para contratação pelo PRONAMPE em R$ 2,55 bilhões. Dentro desse novo limite, a Caixa direcionou R$ 50 milhões para beneficiar cerca de 3 mil microempresas. Até o momento, a Caixa contratou cerca de R$ 1,8 bilhão na nova fase do PRONAMPE. No acumulado, já foram contratados R$ 9,1 bilhões por MEIo da linha. O recurso pode ser utilizado para o capital de giro isolado ou associado ao investimento. Os clientes podem utilizar o crédito, por exemplo, para realizar reformas, adquirir máquinas e até mesmo direcionar os recursos para as despesas operacionais, como o pagamento de salário de empregados, compra de matérias primas ou de mercadorias. 

 

Como funciona 

Direcionada às microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, a nova linha tem crédito limitado a R$ 20 mil. O prazo total do financiamento é de 36 meses, sendo oito de carência, com a capitalização mensal dos juros, que serão incorporados ao saldo devedor. A taxa de juros anual máxima é igual à taxa básica de juros, a Selic, mais 1,25% ao ano. 

 

Como contratar 

Os clientes devem acessar o site www.caixa.gov.br/empreendedor e preencher formulário de interesse ao crédito. O banco entrará em contato se a empresa estiver apta a contratar o financiamento. A solicitação também pode ser feita nas agências da Caixa. 

Adiamento do leilão do 5G acirra discussões no Brasil

O adiamento do leilão do 5G, que será feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), está acirrando as discussões sobre a nova tecnologia. Por causa da pandemia, o leilão deverá ser feito apenas em 2021. Enquanto isso, pressões externas influenciam as discussões brasileiras sobre a tecnologia.

A tecnologia 5G é conhecida como a quinta geração de internet móvel e promete revolucionar, trazendo mais velocidade e permitindo com que mais aparelhos estejam conectados ao mesmo tempo.

Em entrevista ao programa de TV “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”, o CEO do LIDE China e gerente institucional do BNZ Advogados, José Ricardo dos Santos Luz Júnior, explica que essa transformação da tecnologia promete ser tão revolucionária que tem influenciado nas discussões geopolíticas. “Vai revolucionar a sociedade até o ponto que quem for o detentor dessa tecnologia vai liderar o mundo. Por isso que temos visto essa guerra comercial, já existente, entre Estados Unidos e China sendo acirrada por conta da tecnologia 5G”, explica.

José Ricardo comenta que o país asiático também tem aproveitado o desenvolvimento da tecnologia para fortalecer a infraestrutura de países parceiros. “A China, por exemplo, tem uma política chamada de Cinturão e Rota que é a retomada da antiga Rota da Seda Terrestre e Marítima em que está desenvolvendo a sua infraestrutura no mundo por meio de todo o seu know-how. A China também tem desenvolvido a Rota da Seda Digital, que é o desenvolvimento da parceria do país com o mundo em três vertentes: a telecomunicação 5G, o comércio eletrônico e a última é a questão das cidades inteligentes”, explica.

Em resposta a esse movimento de investimento de infraestrutura em países parceiros, os Estados Unidos tem acusado as empresas chinesas de espionagem. Segundo o Governo americano, a espionagem poderá ser feita por meio dos aparelhos que poderão utilizar os dados de clientes com a tecnologia 5G.

A disputa entre China e Estados Unidos se repete em todo o mundo, mas deve influenciar fortemente no Brasil, que sofre as pressões de ambos os países. Os dois são grandes parceiros comerciais do país e se empresas de algum dos países que participam do leilão tiver preferência na escolha, o Brasil pode sofrer retaliações.

Para José Ricardo, o país precisa analisar como enfrentará esta disputa. “Na minha opinião, o Brasil tem que olhar os seus interesses nacionais e não a questão ideológica”, disse.

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