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Sugerir que Portocarrero vai renunciar não é desinformação, é sacanagem

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Eu confio no PT. Eu confio em Portocarrero. A candidatura própria do PT e a candidatura de Portocarrero nunca estiveram tão firmes como na noite deste sábado, 21 horas, véspera do grande domingo petista que será amanhã, na Fiemtec, a partir das 9 horas da manhã.

Mas parece que Jairo Rocha e a AE são mesmo um caso perdido sectarismo e de trairagem. Informar na noite deste sábado, ao RD News, que a AE está se articulando para escolher um nome para substituir Portocarrero porque a tendência é Portocarrero renunciar não é desinformação, é pura sacanagem, nesta altura do campeonato.

Eis o que o RD News publica:

Articulação já debate substituto de Portocarrero
 Sob Jairo Rocha, a Articulação de Esquerda, uma das correntes do PT, define neste sábado à noite em Cuiabá que posição seus 84 delegados vão tomar no encontro municipal deste domingo. A principal discussão no debate interno, que começou às 18h30 na residência de Jairo, no Jardim Industriário, com a presença de aproximadamente 50 pessoas, é se José Portocarrero, eleito nas prévias, vier a desistir da pré-candidatura a prefeito da Capital. Como essa é uma forte tendência, o grupo já começou a se articular para buscar alternativas.

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  Sozinha, a Articulação de Esquerda não representa a maioria dos delegados. Ao todo são 217. Já a união das correntes conduzidas por Jairo e pelos vereadores Lúdio Cabral e Enelinda Scala chega a 114 militantes com direito a voto, o que seria decisivo no encontro.

   Os rumores são de que Portocarrero deve mesmo "jogar a toalha" e, ao mesmo templo, pleitear candidatura a vice-prefeito na chapa do empresário e pré-candidato do PR, Mauro Mendes. A Articulação de Esquerda se organiza para excluir Portocarrero do páreo, caso este desista da cabeça-de-chapa. Entende que, nesse caso, o "jogo fica zerado". Nessa eventual composição PR-PT, quem sonha com a vaga de vice é a ex-deputada Vera Araújo, que esta semana chegou até a se licenciar do cargo de secretária-adjunto da Educação do Estado.
 

Uma lástima também que o RD News publique este tipo de coisa sem ouvir ao Portocarrero, já que as fontes da AE, quando falam do PT, cada vez mais se transformam em fontes suspeitíssimas.

Mas o PT é maior. Alguma confusão sempre há de pintar por aí. É natural que tentem embaraçar a caminhada do partido da utopia. Os trairas passarão, nós passarinho.

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

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Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

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Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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