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RENATO GORSKI: "Ë admissível que em várias áreas Maggi fez um bom governo mas deixou na Saúde um déficit que terá que ser coberto por alguém"

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SAÚDE DE MATO GROSSO ESTÁ NA UTI 

Por Renato Gorski (foto)

Caos pode ser a palavra mais adequada para descrever o perfil da saúde pública em Mato Grosso e em especial em Cuiabá. A falência do sistema público de saúde foi deflagrada em razão da má gestão numa perspectiva de longo prazo.

     Foi criada a CPI da saúde na Assembléia Legislativa de Mato Grosso: “CPI da Saúde”, para estudar o problema da saúde em Cuiabá,  Várzea Grande e no Estado. Deveria chamar CPI do Óbvio; quem sabe pelo fato de estarmos próximo das eleições é necessário criar fatos para demonstrar que os parlamentares afinal de contas estão trabalhando, se movimentando, correndo atrás. Mas logo de início o que os deputados vão encontrar é um quadro de oferta de leitos e UTIs insuficientes, filas enormes, unidades mal aparelhadas, funcionários de todos os escalões se desdobrando para manter o atendimento, e em alguns casos servidores desanimados e  cansados da situação; familiares com entes queridos sofrendo, numa situação de  preocupante, desesperados, no fim da fila de atendimento, na fila de cirurgia, tentando a sorte para sobreviver e serem atendidos enquanto resta esperança. O quadro descrito, já entrou em circulo vicioso que vem há vários anos.

Agora ficar acusando a ineficiência dos gestores anteriores, e que conduziram o setor de saúde pública ao caos não  resolve o problema, apenas mostra o nível de incompetência e  falta de vontade política que predominou, nos municípios e do estado.

   As visitas da CPI se depararam com verdadeiras cenas de horror,  de um estado de pós-guerra, vívido ano após anos pelos cidadãos de Mato Grosso, no sistema de saúde público e do SUS.

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  Cuiabá comporta três prontos socorros públicos de nível médio na esfera do município. Poderia ter um na região do CPA, fazer um novo para o centro e um para região do Coxipó/Pedra Noventa.  Lamentável hoje se vê uma placa no pronto socorro “só estamos atendendo emergências”, procure uma Policlínica.

  Outro ponto a ser resolvido é a reestruturação dos hospitais regionais no interior e a criação de novas unidades. Essa estratégia de por o paciente na ambulância e mandar tudo para Cuiabá está errada do ponto de vista estratégico, mas tem sido a saída por que as unidades do interior não possuem estrutura para resolver o problema.

  Por mais que o governo do estado participe com alguns repasses de recursos para os municípios, ele poderia muito bem fazer umas duas unidades na capital e uma na Várzea Grande para dar suporte para a população.

  Este ano vão ter muitas promessas para resolver esses problemas de saúde, na campanha eleitoral, e já tem muitos deputados extraindo dividendos do caos da saúde.

  Outro ponto que chegou no cúmulo é o município de Cuiabá não ter buscado uma saída para crise da saúde com  antecedência, deixou chegar no colapso! Na reta final da gestão do prefeito WS e pouca coisa resta ser feita. Infelizmente os gargalos na prefeitura de Cuiabá são muitos: Na infra-estrutura, na novela do PAC, a saúde na UTI, pouco investimento nas vias de trânsito, mais de 10 anos sem construir uma passarela ou um viaduto, política industrial e de atração de empresas fraca. Gestão municipal engessada. Aonde chegamos?

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   Cuiabá está se preparando para a Copa de 2014. Fala-se que o Hospital Julio Muller atual encontra-se construído em um terreno do governo do estado e que com a nova construção do Hospital Universitário –UFMT, o Estado  assumiria o atual Julio Muller. Pode até ser verdade, mas é uma realidade para o longo prazo, não é possível esperar.

  Ë admissível que em várias áreas o governador Blairo Maggi, fez um bom governo, mas deixou na área de saúde um déficit que terá que ser coberto, por alguém.

  O Fethab é o fundo da salvação da pátria do Transporte e Habitação, e em 2006 o Dec. No. 6.994 de 31/01, “alterou  o Dec. nº 1261, de 30 de março de 2000… e criou o Fundo de Apoio à Cultura da Soja – FACS e Fundo de Apoio à Bovinocultura de Corte – FABOV, Essa lei criou um fundo especial para criadores de gado e plantadores de soja, Aprosoja que o diga, confira os valores no TCE. Será que não está na hora de também criar um fundo emergência e permanente para a saúde?

  Enfim a CPI de Saúde precisa apontar medidas mitigadoras, corretivas, e operacionais urgentes de curto, médio e longo prazo. Não adianta apenas deixar um relatório escrito do que tudo mundo já sabe o que está acontecendo, que a saúde pública está mal!

Renato Gorski, Economista e Jornalista em Cuiabá
e-mail:  [email protected]

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

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Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

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Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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