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QUE REI SOU EU? – Em nome da preservação ambiental e de melhor desempenho do Governo, Maggi precisa exonerar secretário Daldegan, sob pena de ser considerado conivente

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Em seu sempre polemico blog, o jornalista Eduardo Gomes  volta a colocar sob suspeição a política ambientalista implementada pelo governo de Blairo Maggi (foto) em Mato Grosso:

EDITORIAL

De nevrálgica

Por Eduardo Gomes

A “Operação Pinóquio”, da Polícia Civil, que desmantelou uma quadrilha que agia criminosamente fraudando créditos florestais não pode se encerrar em mera ação policial. Ela exige resposta política do Governo de Mato Grosso, uma vez que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) se mostra despreparada para impedir as investidas criminosas contra sua área de atuação.

A quadrilha desmantelada agia com base em fraudes praticadas contra o Cadastro de Consumidor de Matéria Prima de Origem Florestal (CC-Sema), que é a grande ferramenta da Sema para normatizar e controlar a movimentação de produtos de origem florestal.
Não é a primeira vez que o CC-Sema é violado. Até mesmo simples estagiário da Sema já o violou. Os crimes contra o meio ambiente continuam e o Governo não consegue evitá-los.

A Sema não está preparada para cumprir seu papel. Essa limitação é porta permanentemente aberta às fraudes. A Operação Pinóquio deixa isso bem claro. Afinal, o grupo criminoso que seria comandado por Nilda da Silva Alves, teria agido ininterruptamente nos anos de 2006 e 2007, período em que teria movimentado 80 mil metros cúbicos de madeira cotados em R$ 80 milhões no mercado.

Leia Também:  GIBRAN LACHOWSKI - A morte de 12 crianças por Wellington Menezes na Escola Tasso da Silveira concentrou atenção. Welligton era psicótico, sua mãe tinha demência e havia sofrido bullying na infância. Não qualifico Welligton como um assassino

A dimensão do estrago ambiental causado por esse crime é feita pela Policia Civil, que o ilustra como se o mesmo representasse uma fila de 40 km de extensão formada por caminhões bitrens carregados com o produto da extração florestal ilegal.

Se durante dois anos a Sema foi incapaz de detectar e impedir a sequência da comercialização irregular da madeira por parte da quadrilha ora desmantelada pela Polícia Civil, outro não pode ser seu rótulo senão: incompetência.

Nos governos democráticos, quando um órgão não funciona bem, o governante demite seu titular, sem prejuízo de procedimentos administrativos e ações judiciais cabíveis. Em nome da preservação ambiental e de melhor desempenho do Governo, Blairo Maggi precisa exonerar o secretário de Meio Ambiente, Luiz Daldegan, sob pena de ser considerado conivente com a falta de operacionalidade de sua secretaria mais nevrálgica.

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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Luis

A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

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Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

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Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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