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PEDRO NADAF recomenda cuidado ao consumidor na hora de assumir novas dívidas."Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém".

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Gastando mais do que se deve

por Pedro Nadaf

Foi divulgado, em Mato Grosso, que cerca de 60 mil pessoas, no estado, foram reabilitadas ao crédito, no mês de março, tomando-se por base dados fornecidos pela Federação das Associações Comerciais (Facmat), através do cadastro do seu Sistema e Informação de Apoio à Concessão de Crédito (Crediconsult). Para se ter uma ideia da abrangência desta base, vale destacar que ela une dados de âmbito nacional, através de parceiros como a Serasa e 63 Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso.

Um fato interessante, é que na mesma semana a Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), entidade a qual a Fecomércio/MT faz parte, divulgou para todo o Brasil, os resultados de abril das pesquisas nacionais de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). No levantamento foi detectado a desaceleração do consumo, ainda que pequena, na ordem de 1,4% analisando-se números de março, e de um pouco mais 1,7% tomando-se como parâmetro o mesmo período de 2010.

O número da pesquisa da CNC que passa mais otimismo, entretanto, refere-se ao percentual das famílias endividadas – caiu para 62,6%, ante 64,8% em março e 58,0% em abril de 2010. Além disso, o levantamento estatístico revelou que ocorreu recuo também no percentual de famílias sem condições de quitar suas dívidas: 7,8% em abril, ante 8,4% em março e 9,0% em abril de 2010. Um outro dado que mostra a reabilitação de consumidores diz respeito ao tempo médio de atraso no pagamento das dívidas, que em abriu ficou em 58,8%, sendo que no mês de março, era de 61,5 dias.

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A pesquisa da CNC revelou que os brasileiros comprometeram um pouco mais sua renda para pagamento de dívidas, pois tomando-se por base o ano de 2010 no comparativo, do mês de abril, subiu de 29,6% neste ano para 29,8%. Vale voltar ao comentário dos números informados pela Facmat, via Crediconsult, pois ao passo que 59.571 pessoas foram excluídas do referido cadastro, o total de 61.740 mil, foram incluídas no mesmo trimestre. Uma situação até certo ponto equilibrada, mas que assim como a pesquisa da CNC e de dados divulgados pela Serasa Experian revelam que as famílias ainda continuam endividadas. A inadimplência com cheques no Brasil, conforme informou este serviço especializado, no primeiro trimestre deste ano atingiu 4.823.414 documentos devolvidos, número inferior ao do ano passado, que foi de 5.400.465.

No que se refere aos cheques devolvidos, no trimestre, Mato Grosso, com 3,82% foi o 11º colocado no ranking do Brasil, cujo pior desempenho é de Roraima, primeiro lugar com mais de 10% dos registros dentre os 26 estados e o Distrito Federal. São Paulo goza o privilégio, de neste cômputo, ser o último com 1,45%.

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Uma pesquisa realizada pela Fecomércio/MT, no início do primeiro trimestre, com 400 empresários, de 14 municípios, incluindo Cuiabá, mostrou que no comércio de Mato Grosso, a maior parte das vendas é feita a vista, priorizando-se o recebimento de dinheiro e cartão de débito. O cheque pré-datado tem sido a última alternativa de negócios, em nível percentual. Isso legitima o pensamento, com o qual encerro meu artigo: "cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém".

Pedro Nadaf é secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia e presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT. E-mail: [email protected]

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

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a família do ministro Gilmar Mendes não mede esforços. Vale até arruinar as finanças da cidade de Diamantino, em MT

Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

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Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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