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OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE VÃO FALAR – Audiência pública na Assembléia Legislativa, nesta quinta, vai debater caos da Saúde na Grande Cuiabá

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Para morrer basta estar vivo. Todo aquele que for acidentado nas ruas de Cuiabá e não conseguir ficar lúcido para gritar para os médicos do SAMU: "Eu tenho Unimed, me levem para um hospital particular!" – será inapelavelmente transferido para o Pronto Socorro de Cuiabá, onde a barra é muito pesada, conforme estão denunciando os médicos em greve. Quem entra ruim no Pronto Socorro, tem muita chance de sair pior. As fotos divulgadas pelo Sindicato mostram que, por mais que a Prefeitura faça custosas propagandas no rádio e na tv, as instalações do Pronto Socorro, sob Wilson Santos, se tornaram fétidas. E os profissionais da Saúde continuam dando demonstração de força e de organização, neste movimento que deflagraram em defesa do direito de nossa comunidade a um atendimento digno. Tanto que o deputado Percival Muniz (PPS) já se mexeu e uma audiência pública está convocada para esta quinta-feira, a partir das 14 horas, no plenário da Assembléia, onde os médicos e as autoridades públicas de Cuiabá e Várzea Grande vão poder se manifestar. Agora não caberá mais versão. A audiência deve ter transmissão ao vivo pela TV Assembléia e todos os cidadãos e cidadãs estão convidados para ouvir e também para falar. Esperemos que o prefeito Wilson Santos não falte e explique direitinho porque é que mantém as instalações do Pronto Socorro em condições tão abjetas. Que o secretário Luis Soares não se esconda e apareça diante da multidão de médicos, enfermeiros, dentistas, agentes de saúde, e de todos os profissionais da Saúde para mostrar para onde vai a dinheirama que é repassada pela União para ser aplicada nas unidades de Saúde de Cuiabá. Que Agostinho Moro e a turma da botina também mostrem a sua cara. Eu vou estar lá pra ver. Venha você também.

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CAOS TAMBÉM EM RONDONÓPOLIS

Vereador do PR dispara críticas à saúde do governo Maggi

   O vereador Ananias Filho (PR) criticou a postura do governador Blairo Maggi, do mesmo partido, pela falta de empenho em sanar o caos da saúde em Rondonópolis. O parlamentar também reclamou da falta de apoio dos deputados Hemínio Jota Barreto (PR), Vilma Moreira (PSB), Percival Muniz (PPS) e Gilmar Fabrir (DEM), representantes da região no Legislativo estadual. “Nós (do PR) somos o governo e, mesmo assim, não temos apoio. Os deputados da nossa região não ajudam. Cadê as emendas para ampliar a nossa estrutura?”, questionou Ananias, durante a sessão desta quarta (23), numa referência ao sobrecarregamento da Nefrosul, clínica especializada em hemodiálise. “Lá temos primeiro, segundo, quinto turno. Assim não dá, precisamos fazer algo para melhorar o atendimento e desafogar a clínica”.

   As afirmações foram feitas após a explanação do promotor de Justiça, Ari Madeira da Costa, que apresentou um panorama da saúde pública em Rondonópolis. “O problema não foi criado por Zé do Pátio (PMDB) ou pelo ex-prefeito Adilton Sachetti (PR). Eles são antigos, mas precisam ser sanados”, ponderou o promotor. Ari participou nesta semana de uma reunião com Pátio e com os vereadores. Ele cobrou a compra de um terreno ao lado da Nefrosul para ampliação do espaço. A intenção é implementar mais 30 cadeiras a fim de atender a demanda de pacientes, já que mais de 150 recebem tratamento na unidade, três vezes por semana em cinco turnos. O governo do Estado, por sua vez, se comprometeu a ajudar. Cerca de 30 pessoas, entre funcionários e pacientes da Nefrosul, acompanham a sessão na Câmara.

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   Na sessão desta quarta (23), o vereador Ananias também cobrou a reabertura do Centro Cirúrgico do Hospital São José, interditado pela Vigilância Sanitária do Estado. A unidade era responsável por 90 cirurgias eletivas por mês. “Tudo bem que ele não é um hospital de ponta, mas é capaz sim de suportar cirurgias. O prefeito tentou, mas o governo também não ajuda, não precisava fechar o centro cirúrgico”, avaliou.

   Ao assumir o cargo de prefeito, em janeiro deste ano, Zé do Pátio teve desentendimentos com membros da diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis, comandada pelo presidente da Câmara, vereador Hélio Pichioni (PR). Com isso, passou a encaminhar parte dos pacientes para o São José.

   Aliados de Zé do Pátio, os vereadores Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô, e Adonias Fernandes, ambos do PMDB, sugeriram ao secretário estadual de Saúde, Augustinho Moro, que visite Rondonópolis para conhecer a realidade da saúde no município. Fulô também criticou os deputados estaduais da região. “A cidade de Rondonópolis está órfã de deputados estaduais”, bradou da tribuna. (Patrícia Sanches e Andréa Haddad)

Fonte RD News

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OPINIÃO

Nome aos bois
Por Gabriel Novis Neves 

Cuiabá durante séculos ficou isolada do resto do mundo. A notícia da Independência do Brasil chegou por aqui depois de três meses. Vivíamos quase no mundo da lua. Hoje, apesar da internet, televisão via satélite e outras modernas tecnologias de comunicação, comportamo-nos como naqueles velhos tempos.

A maioria da população adquiriu o hábito da desinformação. É a repetição da história do “o uso do cachimbo é que faz a boca torta”.

O político, o empresário e o professor principalmente, têm que colocar a informação como prioridade em sua vida, sob o risco de cair no ridículo.

Vejamos um caso concreto que atormenta Cuiabá neste momento: o caos da saúde.

Enquanto os nossos gestores defendem com unhas e dentes a excelência do Sistema Único de Saúde (SUS) lançando mísseis para defendê-lo, e produzindo vítimas, em Brasília o Presidente do Conselho Nacional de Saúde, em palestra na Universidade Nacional de Brasília (UnB), defende uma reforma geral no SUS. Segundo ele “o SUS enfrenta problemas que vão além da má gestão.” “…Nosso maior problema não é má gestão, mas sim, falta de financiamentos, condições de trabalho e confiança nas relações públicas e privadas”.

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Continuando o Presidente do Conselho Nacional de Saúde afirma que, “do que realmente precisamos depende dos senhores Deputados e Senadores, que é a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que disciplina recursos para o setor.”

Concluindo o Presidente do Conselho Nacional de Saúde nos alerta que: “estar ao lado do SUS não é defender a privatização e a terceirização da saúde. Isso não é modernização! A emergência é modernizar a nossa legislação, que sempre foi descumprida e nunca foi colocada em pauta”

Estas dificuldades, que atingem todo o SUS do Brasil produzindo uma crise generalizada, são completamente ignoradas pelas nossas autoridades locais. Como seria bom para a sociedade ouvir depoimentos sérios e sensatos! Todo o Brasil passa neste momento pelo caos na saúde, menos Cuiabá e Mato Grosso, na visão dos nossos governantes.

Aqui a falta de recursos é discutida na vara criminal, como se os médicos fossem Deputados ou Senadores. Estes, seguindo ordens superiores, estão há anos sentados em cima da Emenda Constitucional 29, que disciplina o abastecimento de recursos mínimos para a Saúde Pública a fim de que ela possa atender com dignidade a população pobre.

Aliás, durante esta crise da saúde em Mato Grosso, os nossos representantes em Brasília não abriram a boca. Na época das eleições, com toda certeza, irão encontrar a boca do povo sofredor dessa terra, fechada. Esquisito esta conduta dos nossos parlamentares né?

A resposta virá em breve, e a luta motivada pela falta de informações com o que se passa lá fora continua.

Sou médico em pleno exercício da profissão sofrendo com o sofrimento da minha gente e dos meus colegas, e tenho o desprendimento de expor as minhas idéias.

Chega de tapar o sol com a peneira, governantes de Mato Grosso! Esta conduta não é a de soldados modernos da justiça social. Ser moderno é ter compromisso social com a melhoria da qualidade de vida da população e não ameaçando pequenos servidores públicos na justiça.

O problema da saúde é tão sério que justificativas do tipo “estou cumprindo o meu dever de casa” e jogando a desgraça para os que não têm votos é uma deslealdade. Temos que encontrar uma saída para salvar a vida da população pobre!

Afinal, quem está com a razão? Os gestores do SUS ou o Presidente do Conselho Nacional de Saúde?

Os bois têm nomes! São os silenciosos de Brasília, que estão sentados na Emenda Constitucional 29 para cumprir ordens superiores.

Gabriel Novis Neves, ex-reitor da UFMT, é médico em Cuiabá

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

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Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

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Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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