(65) 99638-6107

CUIABÁ

Cidadania

MP entra com ação contra empresários do "Hotéis Global" por desvio de recursos da Sudam

Publicados

Cidadania

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
MP entra com ação contra empresários do “Hotéis Global”
Téo Meneses
Da Redação
O Ministério Público Federal (MPF) propôs ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra os empresários Carlos Antônio Borges Garcia e Pedro Augusto Moreira da Silva, controladores-acionistas da sociedade anônima Hotéis Global. O objetivo é tornar indisponíveis os bens de ambos para garantir o ressarcimento de R$ 11,3 milhões que teriam sido desviados da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O advogado Sebastião Monteiro nega qualquer irregularidade por parte dos seus clientes.
Na ação civil, a procuradora da República Vanessa Cristina Carmagnani alega que os empresários teriam recebido indevidamente R$ 11,3 milhões da Sudam através do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam). Carlos Garcia, mais conhecido como Catonho, e Pedro Augusto já foram denunciados formalmente pela suposta prática do crime de estelionato, já que teriam fraudado notas fiscais para receber os recursos.
De acordo com a denúncia que resultou na ação civil pública, como o convênio firmado com a Sudam previa que a instituição daria contrapartida de igual valor para cada investimento feito pelos Hotéis Globais até o valor de R$ 11,3 milhões, os empresários teriam apresentado notas fiscais fraudulentas até o ponto que a Superintendência pagou a sua parte que nem teria sido aplicada integralmente na obra. O dinheiro foi liberado para construção do Cuyabá Golden Hotel, localizado ao lado do viaduto da Avenida Rubens de mendonça (CPA), uma das principais de Cuiabá.
Outro lado – O advogado Sebastião Monteiro afirma que os diretores dos Hotéis Globais não cometeram irregularidade. Por isso, não poderia se falar em enriquecimento ilícito ou dano aos cofres públicos. “Não fomos comunicados ainda sobre essa ação civil e nem da ação penal. Só sabemos disso pela imprensa, mas vamos provar em juízo que não houve nenhuma irregularidade”. A defesa sustenta ainda que um relatório do Ministério da Integração Nacional de outubro do ano passado aponta que não há indícios de desvios e 75% da obra teriam sido concluídos, o que afastaria a tese de apropriação de praticamente a metade do valor do convênio.
Fonte A Gazeta

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Na véspera de nova Marcha Nacional contra a Corrupção, Eliana Calmon será sabatinada no Roda Viva. Programa vai ao ar, nesta segunda, na TV Cultura. A velha senhora deve dar mais detalhes sobre seu esforço para livrar o Judiciário dos bandidos de toga

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Cidadania

LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

Publicados

em

Por

Luis

A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Antero faz boca de siri sobre possíveis irregularidades na Assembléia
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA