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MORAL rebate declarações de Alexandre César. E que saber por que deputado do PT é complacente com corrupção denunciada na Assembléia Legislativa de MT

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O MORAL – Movimento pela Moralidade Pública e Cidadania distribuiu, na sexta-feira, a seguinte nota de esclarecimento:
 
 
NOTA PÚBLICA DA ONG MORAL SOBRE AS DECLARAÇÕES DO DEPUTADO ALEXANDRE CÉSAR SOBRE A QUESTÃO DO LOTACIONOGRAMA

 
 
            O Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania – MORAL vem repudiar o comportamento do deputado Alexandre César que emitiu nota para defender seu assessor Nelson Borges, dizendo que este presta serviços a ele no interior do Estado, sem informar à sociedade que tipo de serviço estaria fazendo.
 
            A divulgação de que ele é servidor do INCRA se deu pelo fato de que o servidor é mais visto neste órgão Federal do que na Assembléia Legislativa, que seria o seu local de trabalho.
 
            O que causa mais estranheza é o fato de que o deputado cuidou apenas de tratar da questão do seu gabinete.
 
            A Ong MORAL, e certamente a sociedade querem que o deputado responda outras questões, tais como:
 
1)    Por que o deputado Alexandre César, outrora um duro crítico dos corruptos, jamais cobra da direção da Assembléia explicações sobre os 90 processos que o Ministério Público move contra deputados e servidores daquela Casa?
 
2)    Por que ele não exige transparência e cobra da Mesa a entrega de um lotacionograma completo ao seu colega Otaviano Pivetta e para a Ong MORAL?
 
3)    Por que Alexandre César, que é servidor público, procurador do Estado, não exige a realização de concurso público na Assembléia Legislativa, para colocar a nossa Casa de Leis em consonância com a Constituição da República?
 
São estas questões que a sociedade e a maioria dos eleitores do deputado do PT querem ver esclarecidas.
 
Atenciosamente,
 
Ademar Adams – Diretor Administrativo
Movimento pela Moralidade Pública e Cidadania – MORAL

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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