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Lobão lança música contra Pablo Capilé, líder do Fora do Eixo

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O cantor e compositor Lobão e o produtor cultural cuiabano Pablo Capilé com a presidente Dilma RoussefEm ‘Eu Não Vou Deixar’, cantor e compositor afirma que ativista ‘tunga grana de artista’
FOLHA DE SÃO PAULO
 
O cantor e compositor Lobão lançou ontem a canção “Eu Não Vou Deixar”, em que critica Pablo Capilé, líder do coletivo Fora do Eixo.
Lobão gravou todos os instrumentos da canção, que ganhou site (eunaovoudeixar.com.br) e foi colocada à venda no iTunes por US$ 0,99.
Segundo Lobão, a música foi composta após Capilé desmarcar um debate com ele. Capilé afirma que mudou de ideia porque tinha outros compromissos e porque Lobão não faria “um debate sério”. “Na atual conjuntura do Lobão, no nível de debate que ele tá, não merece crédito.”
Depois de receber a notícia de que não haveria debate, Lobão disse ter pensado em “fazer uma canção pra sacanear o Capilé”. Na música, Lobão chama Capilé de “mané querendo mudar o mundo” e “engenheiro social tungando a grana de artista”.
“Ele tem feito tanta coisa pra aparecer que fiquei surpreso por ter feito uma música. Achei que tivesse abandonado a área”, diz Capilé.
Em resposta a um tuíte em que Lobão anunciava a chegada da música ao iTunes, Dilma Bolada, perfil de humor criado por Jeferson Monteiro, 23, provocou: “Acho que já posso tirar o iTunes do ar no Brasil”. Na semana passada, Monteiro se reuniu com Dilma Rousseff para reativar a conta oficial da presidente no Twitter, após três anos de inatividade.
“É patético esse papel de puxa-saco de presidente”, diz Lobão.
Caso o Capilé voltasse a aceitar o convite, Lobão ainda topa o debate? “Agora ele está bem desmoralizado, mas se ele se recuperar, com certeza”, diz.

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

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Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

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Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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