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EM TEMPOS DE MOTOSERRA – Mais da metade do cerrado brasileiro já foi desmatado

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Principal produtor de grãos do país, o cerrado brasileiro responde por 5% da biodiversidade do planeta e é considerado a mais rica savana do mundo. É estratégico na área de abastecimento de água e energia, pois abriga nascentes das três principais bacias hidrográficas brasileiras.

RIO – O cerrado brasileiro já perdeu quase metade de sua cobertura florestal original, revelam dados preliminares de um estudo inédito do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente. Uma área de quase um milhão de quilômetros quadrados foi devastada pelo avanço de plantações de soja, da pecuária e da exploração de madeira para produção de carvão para siderúrgicas, informa Catarina Alencastro em reportagem publicada neste domingo no GLOBO. Só de 2002 a 2008, pelo menos 120 mil km² teriam sido destruídos. Os números oficiais deverão ser divulgados na próxima sexta-feira, Dia do Cerrado.

.Principal produtor de grãos do país, o cerrado brasileiro responde por 5% da biodiversidade do planeta e é considerado a mais rica savana do mundo. É estratégico na área de abastecimento de água e energia, pois abriga nascentes das três principais bacias hidrográficas brasileiras. O Ministério do Meio Ambiente prepara um plano de preservação da região, com monitoramento periódico dos índices de desmatamento, como ocorre na Amazônia.

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– É uma taxa alta, mas não é surpresa, porque o Cerrado vem sofrendo com o desmatamento desde os anos 1970. A má notícia é que continua acontecendo – disse Braulio Ferreira de Souza Dias, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

– Nesse ritmo, em pouco tempo vamos chegar a um estado preocupante. Se a gente comparar com a Mata Atlântica, que levou mais de 500 anos para perder 93% de sua cobertura, o Cerrado está sendo destruído muito mais rapidamente – observou Cesar Victor do Espírito Santo, do Conselho da Rede Cerrado, que congrega mais de cem ONGs.

.Segundo o último estudo oficial, feito pela Embrapa Cerrados com base em dados de 2002, 39% do bioma haviam sido destruídos até aquele ano. Os dados a serem apresentados esta semana tiveram mudança na metodologia e dão conta de que o desmatamento ocorrido até aquele ano era um pouco maior: 42%. No período estudado pela Embrapa, as áreas com menor preservação eram encontradas na porção sul do Cerrado: sul de Goiás, Triângulo Mineiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Por outro lado, os estados que mais tinham preservado eram Piauí, Maranhão e Tocantins.

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Fonte O Globo on line

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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