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Em protesto contra governo de Silval Barbosa, nove entidades deixam comissão contra trabalho escravo em Mato Grosso

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Entidades se afastam da Comissão Estadual de Erradiciação do Trabalho Escravo por não acreditarem no efetivo compromisso do governo de Silval Barbosa com o combate à escravidão. Entre as entidades que se retiram estão a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Centro Burnier Fé e Justiça, Comissão Pastoral da Terra, Centro de Pastoral para Migrantes, Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso, Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Ministério Público do Trabalho, Procuradoria Regional do Trabalho, Ministério Público Federal e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego


Em protesto, nove entidades deixam comissão contra trabalho escravo em Mato Grosso
As instituições, ligadas à sociedade civil e ao governo federal, pretendem formar um grupo desvinculado do governo do estado do Mato Grosso para continuar trabalho
Por Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual

São Paulo – Depois de dois anos de insatisfação e de poucos resultados, as nove entidades consideradas mais atuantes na Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae) do Mato Grosso abandonaram o trabalho na última semana. A desistência é um protesto ao que consideram falta de atenção e inoperância do governo no estado, chefiado por Silval Barbosa (PMDB), no combate à exploração do trabalho escravo.
A gota d’água foi a negativa ao pedido feito por parte das entidades para exonerar a atual secretária de Cultura do estado, Janete Riva, que foi incluída na Lista Suja do Trabalho Escravo no ano passado, após sete pessoas terem sido libertadas de situação análoga à escravidão, em 2010, em uma de suas propriedades, no município de Juara (MT). Ela é mulher do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD).
A partir daí, quatro dos movimentos lançaram uma nota de repúdio, assinada por mais 38 instituições, pedindo a exoneração da secretária, na qual afirmam que “não podemos admitir e aceitar que o estado de Mato Grosso reconhecido nacionalmente e internacionalmente na luta contra o trabalho escravo tenha como secretária alguém que já foi flagrada praticando o crime”.
Lista Suja do Trabalho Escravo
Criada pela Organização Internacional do Trabalho, pelo Instituto Ethos e pela ONG Repórter Brasil, a lista consiste em um sistema de busca de empresas atuadas por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão, desde 2003. A ideia é que o setor empresarial possa consultar, antes de fechar um negócio, se determinada propriedade ou determinado fornecedor esta na lista.
O governo do estado, por meio da Casa Civil, emitiu uma nota na qual, segundo as entidades, coloca em dúvida a validade da Lista Suja do Trabalho Escravo, ao afirmar que “não há nada pertinente a esse assunto tramitando em julgado que comprove práticas de trabalho escravo”, segundo o texto. A secretária também lançou uma nota na qual afirma que a inclusão no seu nome na lista foi “errônea” e causada pela contratação de uma empresa de construção que contava com três funcionários sem registro.
“Pedimos para o governo se manifestar claramente sobre seu entendimento sobre a Lista Suja do Trabalho Escravo e foi marcada uma reunião para 7 de março. Ela foi desmarcada um dia antes e até hoje ninguém se manifestou sobre isso”, afirmou a representante da Comissão Pastoral da Terra na Caetrae, Elizabete Flores. “É difícil de acreditar que um governo assim esteja comprometido com a erradicação do trabalho escravo”.
O caso fez com que o bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, pioneiro na luta contra o trabalho escravo no estado, pedisse, em fevereiro, a retirada de seu nome do prêmio de jornalismo promovido pela comissão, uma das “poucas conquistas do grupo nestes dois anos”, segundo Elizabete.
A ideia é continuar o trabalho por meio da criação do Grupo de Articulação Interinstitucional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Gaete), porém desvinculado do governo do estado, de acordo com carta assinada pelas entidades (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Centro Burnier Fé e Justiça, Comissão Pastoral da Terra, Centro de Pastoral para Migrantes, Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso, Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Ministério Público do Trabalho, Procuradoria Regional do Trabalho, Ministério Público Federal e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego).
“Nós conseguimos tocar o trabalho por conta própria, principalmente nas ações de repressão. Porém a participação do governo estadual seria muito importante em especial em medidas para prevenir o trabalho escravo”, afirmou o representante da Superintendência Regional do Trabalho na comissão, Amarildo Borges. “Essa postura do governo é uma perda.”
Questionado sobre a saída das instituições da comissão, o governo de Mato Grosso não apresentou resposta até o momento de publicação desta reportagem.
FONTE REDE BRASIL ATUAL

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Aliados e adversários políticos lamentam morte de Bruno Covas

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Aliados e adversários políticos manifestaram pesar pela perda do prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, na manhã deste domingo (16), no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

O governador do estado, João Doria, agradeceu, em nota, a dedicação de Bruno Covas à população paulistana e manifestou solidariedade à família pela morte do prefeito, que estava licenciado do cargo desde o dia 2 deste mês. O prefeito morreu hoje, às 8h20, em consequência do agravamento de  um câncer diagnosticado em outubro de 2019. “Sua garra nos inspira e seu trabalho nos motiva”, escreveu Doria.

O Poder Judiciário de São Paulo também destacou a luta de Covas pela vida. “Encerrou, no dia de hoje, uma trajetória que nos deixará exemplos de coragem e bravura frente à doença que precocemente o fez deixar a vida terrena”, diz o texto publicado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). “Destacava-se pela delicadeza de trato, que aproximava as pessoas e permitia, com isso, soluções aos problemas mais críticos enfrentados no dia a dia”, afirmou o presidente do TJSP, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco.

O diretório estadual e municipal do PSDB, partido do prefeito, destacou que Covas foi um quadro da política “formado na militância partidária que valorizava o diálogo e a construção de consensos”.

Pelas redes sociais, políticos de diversos matizes partidários lamentaram a morte precoce do prefeito. Guilherme Boulos, do PSOL, que enfrentou Covas no segundo turno das eleições municipais de 2020, disse: “Tivemos uma convivência franca e democrática. Minha solidariedade aos seus familiares e amigos neste momento difícil. Vá em paz, Bruno!”.

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Ex-presidentes da República, como Michel Temer, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva também escreveram mensagens públicas de pesar.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, relembrou a trajetória familiar dos Covas. “Assim como seu avô, o governador Mario Covas, lutou bravamente pela vida e honrou o mandato que recebeu do povo paulistano até o final, sempre com altivez.”

O Santos, time do coração de Bruno Covas, publicou no Twitter mensagem lamentando a perda do torcedor: “O Santos FC lamenta profundamente o falecimento do prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Santista apaixonado, Covas foi um exemplo de luta e amor à vida nessa triste batalha contra o câncer. Nossos sentimentos aos amigos e familiares!”

Homenagens

O corpo do prefeito será levado para o hall do Edifício Matarazzo, sede da prefeitura paulistana, onde será feita uma homenagem restrita a amigos e familiares, devido à pandemia.

Em seguida, o corpo de Bruno Covas seguirá em carro aberto, em cortejo, pela Avenida Paulista, pelo Viaduto do Chá e Largo Paissandu e pelas avenidas São João e Ipiranga, além da Rua da Consolação e outras vias. O corpo será sepultado na cidade de Santos, terra natal do prefeito, em cerimônia também restrita à família.

Um link via YouTube será disponibilizado para os que desejarem acompanhar a cerimônia no Hall Monumental do Palácio Matarazzo. A homenagem terá início às 13h.

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Trajetória

Bruno Covas era filho de Pedro Lopes e Renata Covas Lopes e pai do jovem Tomás Covas. Nascido em Santos, no litoral paulista, no dia 7 de abril de 1980, Bruno Covas foi advogado, economista e político brasileiro. Mudou-se para a capital paulista em 1995 e, dois anos depois, filiou-se ao PSDB, seguindo os passos do avô, o ex-governador Mário Covas (1930-2001). No partido, chegou a ser presidente estadual e nacional da juventude do PSDB e ocupou cargos na Executiva Estadual.

Sua carreira na política começou em 2004, quando se candidatou a vice-prefeito da cidade natal. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo e reeleito para o mesmo cargo em 2010, com mais de 239 mil votos, sendo o mais votado daquele ano no estado.

No ano seguinte, assumiu como secretário estadual do Meio Ambiente no governo de Geraldo Alckmin, permanecendo no cargo até 2014, quando foi eleito deputado federal para o mandato 2015-2019.

Em 2016, candidatou-se a vice-prefeito de São Paulo na chapa de João Doria e eleito, e renunciou ao mandato de deputado federal. Dois anos depois, assumiu a prefeitura após a renúncia de João Doria, que deixou o cargo para concorrer ao governo paulista. Em sua gestão, teve que enfrentar a pandemia do novo coronavírus, que chegou a São Paulo em fevereiro de 2020.

Edição: Nádia Franco

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