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Brasil, mostra tua cara

EDUARDO PÓVOAS – Atitude invejável e admirável desse jovem OTAVIANO COSTA que, lá de longe, nunca se furtou em ajudar seus conterrâneos e todos aqueles que precisam da nossa solidariedade e atenção.

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Brasil, mostra tua cara

Eduardo Póvoas destaca a personalidade do ator e apresentador Otaviano Costa - filho de Osvaldo Costa, e neto de Otávio Costa - que dá um exemplo de solidariedade participando, a partir de Sâo Paulo, de evento que captou recursos para a manutenção das atividades do Hospital do Câncer, em Cuiabá


Eduardo Póvoas é cidadão cuiabano e articulista que colabora com sites e jornais de Cuiabá


QUE BELO EXEMPLO!
Por EDUARDO PÓVOAS
Ver a atitude de um cidadão cuiabano que, por opção profissional, vive há  muitos anos afastado de nossa terra, embora tenha residindo aqui, pais, parentes e inúmeros amigos da sua infância, está sempre a se preocupar com os grandes problemas da sua velha Cuiabá. Continuo a acreditar  nos conterrâneos que vão, mas deixam nesta terra de Rondon um pedacinho do seu coração.
Ah se exemplos desse tipo pudéssemos ver todos os dias, principalmente daqueles que aqui se enriquecem e aplicam suas fortunas nos estados da costa brasileira.
Pouco me importa como conseguiram essa fortuna, e muito menos como vão gasta-la, mas importa-me a insensibilidade e a falta de solidariedade de alguns deles.
Falo do talentoso jovem Otaviano Costa, filho do meu dileto amigo Osvaldo Costa, e neto de um grande amigo e companheiro do meu avô Nilo, Otávio Costa, sempre com seu inseparável cachimbo no canto esquerdo da boca parecendo um Sherlock Holmes.  Estes dois mais o Sr. Mamede Roder sentavam nas cadeiras da casa da Avenida Getúlio Vargas 1339, quando a Avenida Vargas ainda era de terra, e a conversa ia por horas a fio.
Cheguei a ficar de “bicão” algumas vezes nessa conversa, mas confesso-lhes que muito pouco conseguia captar dela devido ao nível intelectual de seus participantes, infinitamente acima do meu.
Atitude invejável e admirável desse jovem que lá de longe, com sua carreira profissional estabilizada nunca se furtou em ajudar seus conterrâneos do Hospital do Câncer de Cuiabá, e  todos aqueles que precisam da nossa solidariedade e atenção.
Menino de um humor invejável, de um caráter ilibado e de um talento ímpar, proporciona através de um grande leilão em São Paulo aglutinando inúmeros artistas, um fundo respeitado para amenizar as dores dos irmãos desse hospital.
Soubemos em detalhes da majestosa festa que poderia ter rendido muito mais se alguns corações presentes fossem generosos como o do organizador.
Otaviano Costa se junta à lista de outros conterrâneos que, afastados do seu povo e da sua gente, se preocupam com o bem estar dela.
Aqueles que em cima de um leito hospitalar querem, mas não podem te dar um fraternal abraço, seus amigos desta cidade, que te ama, o fazem por eles.
Que bom se o nosso Hospital do Câncer pudesse contar com outros Otavianos.
Que bom se aqueles que, por sentença Divina, ali estão, pudessem contar com outros milhares de anônimos que levam uma palavra de consolo a eles.
Que bom se algumas instituições pudessem, ou melhor, quisessem ou mesmo, precisassem, divulgar seu nome para incentivar outras a fazer o mesmo.
Mas tudo bem, o exemplo desse jovem conterrâneo deve ser seguido por outros que tem condições de reeditar esse belo exemplo.
Garoto, filho de Osvaldo e neto de Otavio, nós seus conterrâneos e seus amigos de infância, nos sentimos orgulhosos e agradecidos com sua iniciativa.
Eduardo Póvoas é Cidadão Cuiabano
          [email protected]

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“Será o paraíso se cumprir as metas”, diz Paes sobre leilão da Cedae

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O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse nesta tarde (25) que o sucesso da concessão dos serviços de distribuição de água e de saneamento dependerá da capacidade de atuação das agências reguladoras. Segundo ele, o leilão foi bem conduzido, mas a fase de implementação precisa ser bem fiscalizada.

“Será o paraíso se cumprir as metas. Vamos ter as praias limpas, vamos ter as favelas com saneamento, vamos resgatar as lagoas e a Baía de Guanabara. É o que se deseja em uma cidade onde a questão ambiental representa um ativo econômico como é o caso do Rio de Janeiro”, disse. 

Por meio da concessão, os serviços de distribuição de água e saneamento na maioria dos municípios até então atendidos pela estatal Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) foi repassada à iniciativa privada. O modelo de concessão foi elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os leilões ocorreram no ano passado. O grupo Águas do Brasil venceu a disputa pelos blocos 1, 3 e 4, que juntos abrangem 32 municípios e bairros do centro, da zona sul, da zona oeste e da zona norte da capital. O consórcio Iguá arrematou o bloco 2, que engloba outra parte da capital – Barra da Tijuca e Jacarepaguá – e mais dois municípios. 

As empresas vencedoras obtêm a concessão por 35 anos e precisam se comprometer com a meta da universalização dos serviços até 2033. A Cedae seguirá operando a Estação de Tratamento do Guandu e venderá água tratada para as novas concessionárias, que ficarão responsáveis pela distribuição, pela captação e pelo tratamento do esgoto.

Paes considerou que é preciso melhorar a eficiência na fiscalização desses serviços. A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), que atua na regulação do setor, não foi mencionada diretamente.

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“O grande desafio agora é ver como se controla isso. É ver se as agências reguladoras vão exigir o cumprimento das metas ali definidas. Se isso ocorrer, vai se comprovar um super caso de sucesso de uma concessão bem feita que deu uma bela outorga pro estado, que deu uma bela outorga pra cidade do Rio de Janeiro e que conseguiu de maneira inteligente abarcar municípios que não teriam sustentabilidade econômica se fossem fazer a concessão sozinhos”, avaliou.

O prefeito também elogiou o novo marco do saneamento, aprovado pelo Congresso Nacional em 2020. Através dele, foram fixadas regras que devem nortear a concessão desses serviços. “Não sou contra empresas estatais. Mas o caso da Cedae é um caso típico de empresa que cobrava valores altos e que dava pouco retorno à cidade. O marco legal do saneamento é um avanço. Ele definiu prazos e permitiu que os gestores tomassem as decisões, no meu ponto de vista corretamente”.

Milícias

As declarações de Paes se deram durante participação no evento Brazil Forum UK, que ocorreu na Universidade de Oxford. Participaram estudantes e pesquisadores brasileiros que atuam em instituições de todo o Reino Unido. Os debates foram transmitidos pelas redes sociais. Além de Paes, outros políticos e também juristas estão entre os convidados. Mais cedo, mesas de debate contaram com a presença, por exemplo, do ex-governador de São Paulo, João Doria, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

O prefeito da capital fluminense foi convidado para debater o papel das cidades como indutoras de desenvolvimento e inovação. Ele dividiu a mesa com a antropóloga Andreza Aruska, diretora do Centro Latino-Americano da Universidade de Oxford. Foram discutidos assuntos variados como meio-ambiente, segurança pública, saúde e habitação.

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Ao ser questionado sobre o avanço das milícias, Paes manifestou discordância com análises que tendem a relacionar o problema com a ausência de políticas públicas nos territórios dominados.

Segundo ele, criminosos atuam em comunidades atendidas pelo metrô, pelo trem, por postos de saúde, por escola, por mercado popular e por centros esportivos. O prefeito deu o exemplo Conjunto Esperança, localizado no Complexo da Maré. “É um conjunto habitacional perto do centro da cidade, na beira da Avenida Brasil, em frente à Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], com escola, posto de saúde, duas praças públicas e você entra lá e tem um sujeito de lança-chamas pra te receber”.

Paes disse ser preciso pensar políticas públicas com dados e evidências. “Na Vila Kennedy [comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro], todas as ruas são asfaltadas, todas têm esgoto, todas têm iluminação, a coleta de lixo são sete dias por semana. Temos 18 escolas municipais, não sei quantas praças, quatro clínicas da família, uma vila olímpica e para completar dois batalhões da Polícia Militar. Que conversa é essa de ausência do Estado? Não é o Leblon, mas o Estado está presente. O que justifica um lugar desse estar dominado? Ali acho que é tráfico, não sei se já juntou com milícia”, disse. “Queria eu ter a reposta. Não tenho”, acrescentou.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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