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OLHAR DIRETO: Stábile adquire imóveis e juiz Eduardo Jacob paga parcelas, diz corretora
por Alline Marques

Se a situação jurídica do desembargador Evandro Stábile, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), era delicada, a partir de agora o quadro passa a ser ainda mais agudo, diante de transações imobiliárias suspeitas envolvendo juiz Eduardo Jacob, que também compõe o pleno do TRE-MT.

A corretora de imóveis Ingried Mees revelou, em depoimento à Polícia Federal, que o desembargador Evandro Stábile adquiriu três apartamentos de R$ 490 mil cada um, totalizando R$ 1,470 milhão. Conforme o Olhar Direto apurou, todas as parcelas foram pagas em dinheiro, sendo que as últimas prestações teriam sido quitadas diretamente pelo juiz Eduardo Jacob.

Ingried trabalha na Imobiliária e Construtora Giorgia Mirela Ltda (GMS) desde 1979 e em depoimento dado à Polícia Federal no dia 25 de maio, no inquérito referente à investigação de venda de sentença no Poder Judiciário mato-grossense, apresentou cópias dos contratos firmados com Evandro Stábile para aquisição dos apartamentos 1001, 1101 e 1201 do Edifício Maison Gabriela em 2009. O prédio está em construção na Avenida Antartica, bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

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As unidades 1101 e 1201 foram pagas com uma entrada de R$ 190 mil e mais três parcelas de R$ 100 mil por apartamento. De acordo com depoimento de Ingried, Stábile pagou as duas parcelas de entrada no dia 15 de abril de 2009 em dinheiro, totalizando R$ 380 mil. O desembargador levou ainda R$ 370 mil, restando um saldo de R$ 10 mil, a ser pago no parcelamento do apartamento 1001.

Segundo a corretora informou à PF, as demais parcelas dos dois primeiros apartamentos foram pagas também em dinheiro nos meses de agosto, setembro e outubro de 2009. Stábile pagou em cada uma das prestações R$ 200 mil.

Já para quitar a unidade 1001, também no valor R$ 490 mil, o contrato foi firmado em 10 parcelas de R$ 50 mil, em função do débito de R$ 10 mil dos outros apartamentos, e que deveriam ser quitadas mensalmente a partir de agosto de 2009.

Ingried Mees declarou, no depoimento, que as parcelas de R$ 50 mil "foram e têm sido" honradas através de Eduardo Henrique Migueis Jacob, em dinheiro, conforme a planilha apresentada pela corretora à Polícia Federal.

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Ainda de acordo com a corretora algumas prestações foram pagas em atraso e pelo que lembra ainda faltam duas a serem quitadas. O último pagamento da unidade 1001 fora feito em 12 de maio de 2010 também por Jacob. Ingried informou não saber os motivos pelos quais Eduardo Jacob levava o dinheiro para quitar o apartamento adquirido por Evandro Stábile.

Desde 2006, iniciou-se a investigação sobre venda de sentença em Mato Grosso. O caso tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e é investigado pela Polícia Federal. Interceptações telefônicas entre advogados e intermediadores de magistrados demonstram detalhes do esquema. No dia 18, foi deflagrada a Operação Asafe que resultou na prisão de advogados e empresários.

O site Olhar Direto tentou falar com o juiz Eduardo Jacob pelo celular por três vezes, mas o telefone estava desligado. Em seguida, também tentou entrar em contato com o desembargador Evandro Stábile pelo celular mas a ligação caiu na caixa de mensagem. Até o momento da publicação da reportagem não houve retorno dos magistrados.

FONTE OLHAR DIRETO
 

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LUIZ CLÁUDIO: Devemos ouvir a população sobre VLT ou BRT

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A troca do VLT pelo BRT

* Luiz Claudio

Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto.

Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido.

Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão!

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Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor.

Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

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Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser!

Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas.

* Luis Claudio é secretário Municipal de Governo em Cuiabá, MT

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