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As lutas do povo trabalhador

Beto Dois a Um não paga salários na Folha do Estado

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As lutas do povo trabalhador

Sucesso de empresário como integrante de dupla sertaneja, não se confirma na administração do jornal Folha do Estado.


Todos os dias sai algo na imprensa sobre trabalho escravo e a sociedade se choca. Geralmente as ocorrências são na área rural. Todavia, isso tem ocorrido no âmbito urbano com o não pagamento de salários por parte do jornal Folha do Estado, dirigido por um novo grupo empresarial, do qual faz parte o atual candidato a vereador pelo PHS, Beto Dois a Um.
Isso quer dizer que, além do trabalho estressante em busca da verdade dos fatos para a sociedade, muitas vezes sem condições dignas de trabalho, os jornalistas do jornal Folha do Estado ainda são obrigados a conviver com constantes atrasos salariais e sofrer humilhações de cobrança por parte de credores.
Beto Dois a Um prometeu, na ocasião da greve dos funcionários, há cerca de quatro meses, que iria ajustar os pagamentos em dia o quanto antes. Houve também um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para que isso fosse realmente cumprido. Contudo, isso nunca ocorreu. Sendo assim, após novas denúncias, o MPT se reúne novamente na tarde dehoje (28), às 15h, em sua sede, com representantes do jornal e do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) a fim de conseguir o pagamento imediato dos trabalhadores.
Vale lembrar que a empresa já tinha assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para a regularização, mas, com a desobediência, o MPT expediu mandado de cumprimento no prazo de 20 dias, sob pena de pagamento de multa diária de um salário mínimo. De acordo com o site do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a Folha do Estado recebeu o documento no dia 10 de agosto assinado pela juíza Mara Aparecida de Oliveira Oribe.
A empresa, que ironicamente ocupa o segundo lugar no ranking dos impressos de maior influência no estado, possui um longo histórico de atraso salarial. Após a ocupação de uma nova administração, encabeçada no trimestre passado pelos integrantes da dupla sertaneja Dois a Um, o pagamento deixou de atrasar por longo período, mas há a prática de atrasar três semanas, em atitude naturalizada pelos empregadores.
No entanto, jornalistas exigem que a CLT e a cláusula do Acordo Coletivo deste ano pela Folha junto ao Sindjor, que determinam o pagamento no quinto dia útil do mês subsequente, sejam cumpridos. Além dos salários atrasados, funcionários da redação não recebem nem juros, nem mora, nem benefícios, como planos de saúde, cestas básicas ou qualquer ajuda de custo. É exigida dedicação dos funcionários, sem nenhuma contrapartida.
Promessas vãs
Em recente conversa entre o administrador da empresa Iran Girotto e Sindjor, ele afirmou que o pagamento referente ao mês de julho, que deveria ser pago até o dia 7 de agosto, cairia na conta dos funcionários no último sábado, 25. Logo depois, na segunda-feira, mandou avisar que o pagamento sairia na segunda-feira. Na manhã de segunda, não havia nada na conta dos funcionários e houve novo aviso de que o salário sairia naquela tarde, o que também não aconteceu até a manhã desta terça (28).
Girotto também ficou de organizar um cronograma de pagamento para os próximos dois meses, pois, segundo ele, a Folha só conseguirá cumprir o pagamento no quinto dia útil no prazo de três meses. Acontece que há cerca de três meses, quando a nova gestão assumiu, a empresa já havia se comprometido a regularizar os pagamentos até o quinto dia útil.
Coincidência ou não, a proposta prevê regularização dos pagamentos apenas depois da campanha eleitoral.
FONTE: Sindjor/MT

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Alguma coisa está fora da ordem

RICARDO BERTOLINI: Inflação alta, salário mínimo desvalorizado e tributação injusta

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Inflação alta, salário mínimo desvalorizado e tributação injusta

Ricardo Bertolini

A política de valorização do Salário Mínimo, que vigorou de 2011 a 2019, tinha a missão de repassar uma parcela da riqueza nacional aos trabalhadores de baixa renda, e que consequentemente, recebem Salário Mínimo. Nesse período, o governo assumiu o compromisso de reajustar o Salário Mínimo de acordo com o índice inflacionário oficial, acrescido do percentual de variação positiva do Produto Interno Bruto – PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país;

Essa promessa de valorização do Salário Mínimo foi abandonada pelo governo, no entanto esperava-se a manutenção do compromisso de reajustar o Salário Mínimo de acordo com a variação do índice inflacionário oficial;

Dados divulgados pelo IBGE, nos dão conta que a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no período de 2020, fechou com alta de 4,52%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para reajustar o Salário Mínimo registrou alta de 5,45%;

No entanto, o governo reajustou o Salário Mínimo para R$ 1.100,00, aplicando índice de 5,26%. Em outras palavras, o reajuste do Salário Mínimo não cobre nem a inflação oficial;

Segundo dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, com um Salário Mínimo é possível comprar cerca de 1,58 cestas básicas, que custam, em média, R$ 696,70, composta por 13 itens alimentícios, base para cálculo do Salário Mínimo, necessário para sobrevivência de um trabalhador e de sua família. O valor é considerado o pior Salário Mínimo dos últimos 15 anos, justamente pelo menor poder de compra de alimentos, que variaram 14,09% contra os 5,26% de reajuste concedido para o mesmo período;

Segundo o DIEESE, o valor do Salário Mínimo deveria ser de R$ 5.304,90, para uma família de 4 pessoas, dois adultos e duas crianças. No entanto, nem o governo nem a iniciativa privada se dizem capazes de garantir ou mesmo suportar valores nesses patamares;

Não é demais enfatizar que, para as famílias de baixa renda, os efeitos da inflação são sentidos com mais intensidade. Vejamos os exemplos das altas do óleo de soja e o arroz, que para o mesmo período, tiveram aumentos de 103% e 76% respectivamente;

Não bastasse as perdas inflacionárias e a redução do Salário Mínimo, a tributação injusta também afeta os mais pobres. Veja a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, por exemplo: a não correção da tabela de tributação da renda gerou uma cobrança de imposto de renda acima da inflação de 103% dos trabalhadores. Segundo estudos do SINDIFISCO NACIONAL, no período compreendido entre 1996 e 2020, o IPCA acumulou alta de 346,69% e a tabela de Imposto de Renda foi reajustada em 109,63%. Em 24 anos, somente nos anos de 2002, 2005, 2006, 2007 e 2009 a correção da tabela ficou acima da inflação, sendo que a última atualização aconteceu em 2015. Com essa política de não atualização da tabela, salários a partir de R$ 1.903,98 já pagam imposto de renda;

Se a tabela do imposto de renda fosse reajustada conforme a inflação oficial, ganhos até R$ 4.022,89 não pagariam o imposto. Segundo dados da Receita Federal do Brasil – RFB, o número de declarantes isentos seriam mais de 21,5 milhões de pessoas, dobrando o número atual;

E ainda tem a questão da tributação centrada no consumo, o que faz com que as famílias de menor renda, paguem mais impostos proporcionalmente, do que as famílias das classes mais altas e maior potencial econômico;

Cancelamentos de matrículas, migração para ensino público, perdas de planos de saúde, trabalhos informais e aumento de número de desempregados, contribuirá para formação de uma enorme demanda social, pois os brasileiros estão mais pobres, sem empregos dignos e alimentação superonerosa;

Analisando esse cenário, chegamos à conclusão que estamos caminhando para obter o resultado da seguinte equação:

Inflação alta

+

Salário Mínimo desvalorizado

+

Tributação injusta

=

Aumento da Desigualdade Social.

Ricardo Bertolini, Fiscal de Tributos Estaduais, diretor da FENAFISCO – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital e do SINDIFISCO-MT

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