Cartorária Sandra Aparecida Ruviéri de Souza acusada de fraude em São José do Rio Preto, é presa. Entre as denúncias que pesam contra ela, está a de ter falsificado assinatura do juiz com quem trabalhava pagara ganhar do ex-marido posse de fazenda em Mato Grosso

Cartorária acusada de fraude vai para a cadeia


Rodrigo Lima

Divulgação
Cartorária Sandra Aparecida no momento da prisão

A cartorária Sandra Aparecida Ruviéri de Souza foi presa ontem pela Polícia Civil acusada de falsificar assinatura da advogada Lilhamar Assis da Silva para levantar R$ 34,3 mil em processo que tramitou na 4ª Vara Cível de Rio Preto. O juiz da 5ª Vara Criminal, Caio Cesar Melluso, acatou pedido do Ministério Público e determinou a prisão preventiva de Sandra, que foi levada para a cadeira pública de General Salgado.

Melluso decretou a prisão da cartorária com base no crime de peculato, artigo 312 do Código Penal. “A denunciada, funcionária pública, em liberdade, poderá trazer dificuldades para a instrução criminal, influenciando e constrangendo testemunhas, notadamente porque as testemunhas arroladas pelo autor são, quase todas, funcionárias do mesmo ofício onde a denunciada está lotada como escrevente desde julho de 2005”, afirmou o juiz da 5ª Vara Criminal na sua decisão.

De acordo com o despacho, Sandra demonstrou “ousadia” e “periculosidade”, conforme constou na denúncia apresentara pelo promotor de Justiça Júlio Antônio Sobottka à Justiça. Para o juiz, a prisão tem como objetivo garantir a “ordem pública”. O caso é investigado pelo 1º Distrito Policial.

Sandra foi presa em operação do Grupo de Operações Especiais (GOE), que contou com a participação do delegado Seccional de Rio Preto, Mauro Venturelli, na manhã de ontem, no seu apartamento no bairro Boa Vista. O Diário apurou que a cartorária mostrou-se surpresa e questionou os policiais sobre os motivos da sua prisão, por volta da 7 horas. Ela foi encaminhada à Central de Flagrantes, onde passou por exame de corpo de delito e, posteriormente, foi levada para a cadeia feminina de General Salgado.

Denúncia 

O promotor apontou uma série de irregularidades ocorridas na 4ª Vara Cível em sua denúncia, que tiveram a participação de Sandra, que trabalhava no gabinete do juiz da 4ª Vara Cível, Paulo Sérgio Romero Vicente Rodrigues, inclusive auxliando a minutar sentenças. Além da assinatura falsa de petição em nome da advogada, o que beneficiou sua enteada, consta ainda a assinatura falsa em documento em nome do juiz da 4ª Vara Cível. Apesar da suspeita, a perícia não apontou a cartorária como a responsável por falsificar a assinatura do magistrado.

Laudo emitido pelo Instituto de Criminalística (IC) de Rio Preto, no entanto, apontou que a assinatura de Lilhamar em documento que pedia o levantamento da guia judicial no valor de R$ 34,3 mil partiu do punho de Sandra. “Inclusive, exame grafotécnico comprova que a denunciada falsificou a assinatura”, afirmou Sobottka.

O promotor denunciou a cartorária à Justiça pelos crimes de estelionato – artigo 171 do Código Penal -, falsificação de documento público – artigo 297 -, e falsificação de documento particular – artigo 298. As penas variam de dois a seis anos de reclusão. Já o crime de peculato, que é crime cometido por funcionário público, é de dois a doze anos de prisão.

Testemunhas

O promotor arrolou como testemunhas Lilhamar Assis Silva, o coordenador do cartório da 4ª Vara Cível, Osvaldo José Martins de Paula, e os escreventes José Carlos Caparroz, José Luiz Magri, Marisa Maria Mori, André Perez Filho, Eduardo Sanches e Daniela Berti Ribeiro.

Durante as investigações, Sandra negou todas as acusações e tentou na Justiça evitar seu indiciamento pela Polícia Civil. Procurado, o advogado da cartorária afirmou que familiares teriam contratado outro profissional para ingressar com medidas judiciais para tentar revogar a prisão preventiva.

 

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1 Comentário

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  1. - IP 189.10.99.202 - Responder

    Barraco desabou, hehehe!!!

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