CARTA AO PROFESSOR NAIME – “O senhor me envergonha pela postura que tem adotado diante da campanha da Ordem dos Advogados, fazendo uma política destrutiva, sem propostas e inverídica”, escreve João Paulo Moreschi

Joao Paulo Moreschi é advogado e presidente da comissão de cultura e responsabilidade da OAB-MT

Carta a um Professor
Por João Paulo Moreschi

Nobre Professor Naime, confesso que fiquei perplexo com os seus últimos artigos lançados na mídia virtual, principalmente pelos excessos injustos que o senhor lançou sobre muitos jovens advogados, bem como aos colegas procuradores do Estado de Mato Grosso.

Entendo que a nobre profissão de Professor, tem como escopo formar profissionais com alto padrão ético, moral e democrático, sempre respeitando o próximo, entrementes, começamos a ver a outra face deste Professor, que age de forma desesperada pelo poder, ficando míope a tudo aquilo que “pregou” nas salas de aula, ao ponto de ofender muitos daqueles que já foram seus alunos na universidade, como é o meu caso.

Não esperava pensar isso de você, mas hoje, o senhor me envergonha pela postura que tem adotado diante da campanha da ordem dos advogados, fazendo uma política destrutiva, sem propostas e inverídica.

O senhor tratou os Procuradores do Estado de Mato Grosso como “ratos sorrateiros”, ou seja, bichos imundos que vivem no esgoto, entretanto, esquece-se que eles são colegas advogados e devemos respeitá-los, inclusive o direito democrático de se posicionarem favoráveis pela PEC 13.

Já no que tange a jovem advocacia mato-grossense que brada nas comissões temáticas da OAB/MT, posso lhe afirmar como Presidente de comissão temática que sou, que muito me orgulho do meu ofício, sempre levando a bandeira da classe, inclusive tratando de interesses que alcançam ao senhor, bem como muitos outros advogados.

Falar que as comissões são um faz de conta ou que somente servem para status é uma afronta aqueles que trabalham arduamente pelos interesses das mais variadas frentes da advocacia mato-grossense, e digo mais, o senhor não tem legitimidade e muito menos serviço prestado para querer desabonar uma militância de mais de 300 (trezentos) jovens advogados que compõe os quadros das comissões temáticas da OAB/MT.

Portanto, nobre professor, que o senhor aproveite este momento para reavaliar as suas atitudes e seus apontamentos perniciosos feitos aos nobres Procuradores do Estado de Mato Grosso e aos Presidentes de Comissões Temáticas da OAB/MT, pois somos profissionais do direito que merecem o respeito e a ética que lhe faltam.

Joao Paulo Moreschi é advogado e presidente da comissão de cultura e responsabilidade da OAB-MT

———————

CONFIRA, ABAIXO, O QUESTIONADO ARTIGO DO PROF NAIME

 

Naime Márcio Moraes é advogado e professor

A CREDIBILIDADE DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL NO CONTEXTO NACIONAL  
Prof. Naime Márcio

A nossa profissão é única, entre as profissões liberais, que tem expressamente no texto constitucional, como a indispensável, porém, tem se tornado banalizada por defender privilégios, ignorar o clamor da sociedade, fechar os olhos aos desmandos e à corrupção mais descarada, ao ponto de figurarem os próprios representantes da OAB, como supostos bandidos, acusados, respondendo inquéritos policiais, por fraude em processos de licitação, dentre outras acusações, quando deveriam ser exemplos.

Lutar pela manutenção do Estado Democrático, defender a sociedade e garantir que os seus direitos sejam respeitados; pelo direito e liberdade do advogado e da advogada no exercício de seu mister; pela defesa da cidadania; pelo cumprimento das disposições constitucionais, esse é o papel da OAB, mas lamentavelmente, somente no papel é que, realmente, conseguimos ver essa OAB.

Na verdade, outrora, tempos que dão saudade, muitos colegas honraram, dignificaram a classe, lutando em favor do interesse público, como está previsto no Estatuto da OAB (artigo 44), que define as finalidades institucionais da Ordem, dentre elas destacam-se: defender a sociedade e pugnar pela rápida administração da Justiça e da aplicação das leis.

Hoje, às claras e de forma escancarada, a OABMT faz ouvidos moucos e fecha os olhos à dor do povo que morre nos corredores dos hospitais, assassinado por marginais e pela própria polícia, quando, de outro lado, o Poder Executivo, em conluio com o Legislativo, rasgam o dinheiro do excesso de arrecadação do Estado mas deixam de cuidar da saúde e da segurança da sociedade. (Da OAB ninguém denuncia, o MP é uma voz solta e sem o apoio de quem deveria estar junto mas os interesses pessoais de membros da diretoria soam mais altos – defendem seus próprios interesses.)

Vivemos um momento histórico dos mais tristes da OAB, tanto nacional como a nossa OABMT. O sentimento de indiferença é o pior e mais repugnante dos sentimentos bem como as manifestações de faz-de-conta que dominam a atual gestão e que tentam enganar a classe com proselitismos baratos e meias verdade que são muito piores do que uma grande mentira.

As contas de cada ano da atual gestão – que já está há quase vinte anos no poder, alguns até mais que isso – são sempre questionadas, mas não há transparência. Os que a aprovam são os da panelinha que, inclusive, receberam as benesses como cestas de café da manhã, flores, bombons, viagens para congressos, hospedagem, almoços e jantares em hotéis e restaurantes de luxo. (É verdade – e eu desafio o presidente da Caixa de Assistência da OAB a publicar no site da OAB os nomes e os critérios adotados pelo que presenteou advogados e advogadas, no dia do aniversário – isso é uma das práticas da atual gestão, Sabia disso?)

A moda para atrair os jovens advogados são as chamadas comissões disso e daquilo que, na verdade, são de nada com coisa nenhuma apenas status para os seus integrantes. Falta estrutura para desenvolver os trabalhos mas ninguém sabe realmente para onde vão os mais de dez milhões que são arrecadado pela OABMT.
A credibilidade da Ordem dos Advogados do Brasil está em cheque, o que revela razão relevante para uma tomada de posição forte e determinante. Precisamos resgatar a Ordem, por ordem na Ordem, dar um BASTA, um CHEGA, pela MORAL, pela história da OAB, dizer não ao continuísmo, pela manutenção do Estado Democrático de Direito e pelo cumprimento da Constituição Federal e em defesa da Cidadania.

Professor Naime Márcio Martins Moraes, advogado, é presidente do Instituto Brasileiro de Direito de família ( IBDFAM/MT) e, com muita honra, está na chapa 2 – Presidente Moreno.

23 Comentários

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  1. - IP 177.1.235.4 - Responder

    O Autor do artigo perdeu uma ótima oportunidade de listar todos os trabalhos desenvolvidos pela Comissão de Cultura e Responsabilidade da OAB/MT. Aliás, recentemente em nosso Estado, houve uma crise na Secretaria de Cultura, onde vários pagamentos deixaram de ser realizados. E nesse caso, teria a OAB se manifestado?

    • - IP 177.132.240.137 - Responder

      O Autor do comentário também perdeu uma ótima oportunidade de ficar quieto.

      • - IP 200.252.32.139 - Responder

        E você, nobre colega, o que acrescentou com o seu comentário?

  2. - IP 201.86.179.21 - Responder

    Parabéns pelo artigo doutor. O Naime foi desrespeitoso, deselegante e mal educado.

  3. - IP 186.213.231.195 - Responder

    Sou produtora cultural em Cuiabá e no ano de 2011 passamos algumas dificuldades frente ao recebimento de incentivos culturais municipais. Diante disso, procuramos a OAB/MT e fui atendida pelo Dr. João Moreschi que prontamente se dirigiu ao gabinete da prefeitura municipal, bem como secretaria de cultura do municipio e tratou dos assuntos pertinentes. Creio que ele é um excedente representante da cultura de mt.

  4. - IP 177.64.246.127 - Responder

    Lucas, a crítica do João tem sentido. Deveria o Presidente da Comissão de Responsabilidade e Cultura listar em sem texto as ações desenvolvidas ao longo desses 3 anos. Nesse ponto, a crítica do Professor Naime tem vez, na medida em que as Comissões inúmeras da OAB só existem no papel. Vivemos num país democrático e a crítica, quando pontual, deve ser considerada.

  5. - IP 201.47.154.241 - Responder

    Caro colega professor Naime, labutamos nas salas de aula sempre “instigando” os alunos a serem verdadeiros atores das transformações sociais. Quando nossos alunos, atentos aos nossos ensinamentos, atuam junto às Comissões da OAB, doando suas energias preciosas para a nossa classe e principalmente para toda a sociedade, devem receber nossos aplausos!
    Recebo sua crítica com tristeza Professor, muito embora eu entenda que tens todo o direito de fazê-lo, não deverias professor, em nome de uma política de Ordem, desrespeitar nossos alunos por terem eles optado em trabalhar junta à OAB numa gestão da qual você não participa.
    Professor, caras são suas palavras, que ferem tocando os jovens naquilo que mais ensinamos:
    A LUTAR, A PARTICIPAR, A AGIR, A COLABORAR E SOBRETUDO PROFESSOR, A AMAR !
    Parabéns aos alunos que participam de todos os movimentos, que lutam, que debatem e que amam!
    Não pode haver melhor retribuição à nós professores.
    Obrigado Alunos.

  6. - IP 177.41.80.225 - Responder

    Caro colega professor Naime, labutamos nas salas de aula sempre “instigando” os alunos a serem verdadeiros atores das transformações sociais. Quando nossos alunos, atentos aos nossos ensinamentos, atuam junto às Comissões da OAB, doando suas energias preciosas para a nossa classe e principalmente para toda a sociedade, devem receber nossos aplausos!
    Recebo sua crítica com tristeza Professor, muito embora eu entenda que tens todo o direito de fazê-lo, não deverias professor, em nome de uma política de Ordem, desrespeitar nossos alunos por terem eles optado em trabalhar junta à OAB numa gestão da qual você não participa.
    Professor, caras são suas palavras, que ferem tocando os jovens naquilo que mais ensinamos:
    A LUTAR, A PARTICIPAR, A AGIR, A COLABORAR E SOBRETUDO PROFESSOR, A AMAR !
    Parabéns aos alunos que participam de todos os movimentos, que lutam, que debatem e que amam!
    Não pode haver melhor retribuição à nós professor es.
    Obrigado Alunos!
    Parabéns!

  7. - IP 189.31.4.215 - Responder

    Professor Naime ta certo… quais são os trabalhos efetivos de tantas comissões?? nunca vi nada…no interior então…….precisa haver a mudança!!

  8. - IP 201.88.229.234 - Responder

    O Naime calado é um poeta!

  9. - IP 201.22.174.166 - Responder

    Olha… esse rapaz tem que envelhecer um pouco mais, informar-se muito sobre quem é, o que fez pela advocacia e pelo ensino jurídico de Mato Grosso. Minha solidariedade ao Naime, querido amigo.

  10. - IP 187.113.46.61 - Responder

    Acho que o professor Naime tem total razao em suas criticas!! um homem probo, que sempre lutou pela dignidade dos advogados , que ensina o valor desde cedo a todos alunos como a etica e o verdadeiro sentido de um advogado, acredito que o jovem advogado Joao Paulo Moreschi deva estar sendo mal orientado , ou desesperado pelo seu cargo na oab pois esta comissoes tematicas so serve para estatus.

  11. - IP 187.24.179.106 - Responder

    O professor Naime está certo, estuda e cresça mais um pouco João, para ter uma visão crítica abrangente como tem o professor Naine. Como você mesmo disse, o prfessor exagera quando critica, ele não exagera sem mais nem menos, o que ele faz é levar aos extremos a sua indignação diante de tantos desmandos e corrupções., Quem dera tívessemos no Brasil, um milhão de professores Naime, quem sabe não estaríamos agora vivendo um caos por tantos desvios de dinheiro dos cofres públicos e jogos por disputa de poder dentro das nossas grandes instituições mais sagradas, como por exemplo a OAB. Valeu professor Naime, não deixe que uma crítica de um jovem inexperiente ainda trilhando os primeiros caminhos da vida, cale um gigante como o Doutor. Suas críticas são sempre bem vindas. O mundo precisa entender que existem muitas mazelas, não importa onde elas estejam infiltradas,, devem ser criticadas e postas à vista de todos, e o caro professor faz isso muito bem.

  12. - IP 187.24.179.106 - Responder

    O professor Naime está certo, estuda e cresça mais um pouco João, para ter uma visão crítica abrangente como tem o professor Naime. Como você mesmo disse, o prfessor exagera quando critica, ele não exagera sem mais nem menos, o que ele faz é levar aos extremos a sua indignação diante de tantos desmandos e corrupções., Quem dera tívessemos no Brasil, um milhão de professores Naime, quem sabe não estaríamos agora vivendo um caos por tantos desvios de dinheiro dos cofres públicos e jogos por disputa de poder dentro das nossas grandes instituições mais sagradas, como por exemplo a OAB. Valeu professor Naime, não deixe que uma crítica de um jovem inexperiente ainda trilhando os primeiros caminhos da vida, cale um gigante como o Doutor. Suas críticas são sempre bem vindas. O mundo precisa entender que existem muitas mazelas, não importa onde elas estejam infiltradas,, devem ser criticadas e postas à vista de todos, e o caro professor faz isso muito bem

    • - IP 187.25.187.43 - Responder

      Parabéns Ana, temos de ter coragemm para defender as pessoas que dizem a verdade neste país, pois elas são poucas. Não temos mais de conviver com estes absurdos que acontecem nos meios políticos, judiciários e administrativos. O resultado dessa postura correta de denunciar, é que hoje temos um dos algozes da sociedade, o qual espôs o Brasil à vergonha, com suas falcatruas, e corrupções junto a outros da mesma laia, amargando uma condenação de 10 anos e alguns meses de cadeia, isso é muito bom para o ego sofrido do brasileiro. O professor Naime está certo, certíssimo, tem de botar a boca no trombone, doa a quem doer. Joãzinho lindo, espera chegar à idade e à sabedoria do professor Naime para poder falar à altura pelo menos dos ombros dele. É isso aí, professor, vá fundo… fala mesmo, pelo menos você pode, pois é um grande advogado, respeitado por muitos, e criticado por poucos.

    • - IP 187.25.187.43 - Responder

      Parabéns Ana, temos de insentivar quem diz a verdade no Brasil, pois são poucos.O povo brasileiro precisa saber das mazeas que existem no meio político, judiciário e administrativo neste país, e o professor Naime é uma pessoa que sabe muito a esse respeito, pois a militância de advogado oportuniza a ele conviver com todos os meios acima nomeados e a conhecer todos os seus erros e acertos.
      Não devemos nos curvar aos erros de muitos, é a coragem de poucos que tem feito valer o bom senso neste país massacrado. Hoje, a exemplo, temos uns dos corruptos do mensalão com uma pena para cumprir em regime fechado de nada menos que dez anos, isso levanta o ego do brasileiro descrente na justiça. Parabéns professor Naime, continua sendo esse grande crítico das mazelas que é, pode saber que você é criticado por poucos, mas é lido e apaludido por muitos.

  13. - IP 201.49.164.46 - Responder

    Uma pessoa que usa a expressão “ratos sorrateiros” para tratar da aplicação ou não do Estatuto da Ordem a um grupo de advogados, merece resposta.
    Lembro-me do que disse naquela ocasião, e que cabe para hoje: não gostaria que minha filha fosse aluna dele. Esse artigo – não conheço seu autor – corrobora o que disse.
    Somos advogados. Discutamos com técnica e ética.
    Não conheço o senhor Naime. Mas eleve o nível das discussões que mantém e seus defensores passarão a ter razão.

  14. - IP 187.25.32.35 - Responder

    “Ratos sorrateiros” é pouco para quem rouba a consciência do povo brasileiro às escuras. Será que sendo ou não advogados o povo não enxerga que por trás da maioria das grandes decisões tomadas pelos entres ligados ao Poder tem alguma trapaça? E, quem perde com isso somos nós os brasileiros. O resultado de tanta falta de ordem em todos os atos deliberativos e as corrupções dos representantes dos órgãos do três grandes poderes tem ocasionado um genocídio das pessoas menos favorecidos no Brasil. Também não conheço o professor Naime, nem moro em Mato Grosso, mas sempre leio o que ele escreve, e ele está sempre falando a respeito de alguma coisa errada que está acontecendo. A expressão “rato sorrateiro” usada por ele, acredito que não representa de fato a figura do ladrão de queijo, mas sim do ladrão de vida, de oportunidade, de esperança, de muitas outras coisas que o brasileiro perde toda vez que uma pessoa que tem poder pratica um ato errado, acredito que foi isso que ele pensou, quando usou a expressão. Cada ato decisório errado, representa o genocídio de parte da população, são esses pequenos atos isolados que tem levado o país a ser o que é hoje, cheio de injustiças e desumanidade.

  15. - IP 187.25.32.35 - Responder

    Mas o professor chamou de “ratos sorrateiros” às pessoas que votaram a PEC de forma escondida, de surpresa, sorrateiramente, e isso foi verdade, para que tanta confusão por isso? Vá trabalhar gente, o professor Naime já está com a vida ganha, e depois dessa, vai ganhar mais ainda, está ficando famoso o homem. O garotão só ajudou a critica dele se tornar mais famosa. Muito bom professor, Agora a luta é por uma fatia do bolo servido pela OAB, e que bolo hein?

  16. - IP 201.23.177.73 - Responder

    Posso falar com propriedade a respeito da comissao de cultura desta augusta instituicao, procurei a comissao para solicitar apoio ao evento cordas e aordes do mato, e prontamente fui atendido, em outra oportunidade busquei a comissao para nos auxiliar em um processo com relacao aos pagamentos dos projetos culturais de 2010, e o senhor Joao Paulo Moreschi nao exitou e nos ajudou a cobrar um posicionamento por parte da prefeitura, encaminhou um oficio ao prefeito (preciso da copia dele), vale ressaltar que o o senhor Darius Canavrros tambem cobrou em um programa de tv um posicionamento da prefeitura, questionando o proprio prefeito. Tambem participei de um forum referente a culrura promovido pela comissao de cultura da OAB, inclusive com a presenca da consulesa da Bolivia, este espaco seria pequeno para elencar os feitos e trabalhos desta instituicao.
    ULISSES SAMANIEGO
    Executivo de Cultura

  17. - IP 189.93.202.165 - Responder

    Essa questão é relativa, caro comentarista. A comissão da cultura, tão bem defendida por vossa senhoria deveria, também, atuar na fiscalização da realização dos projetos culturais neste estado, pois os mesmos têm servido para manter muita gente que não faz nada de bom, só babaquices. Projetos culturais de verdade neste estado, são poucos, não podemos generalizar porque existem aqueles desenvolvidos pela Universidade Federal que são muito bons. Dá vergonha assistir aos espetáculos culturais em Cuiabá, são poucos que valem a pena, e são milhões entregues aos produtores que não os aproveitam adequadamente. Existem pessoas que chamam os produtores culturais de Mato Grosso de “lumpos urbanos”, uma doença crônica para o Estado. Geralmente, são pessoas que vivem de migalhas, esperando a aprovação de um projeto em seu nome ou de sua instituição para colocar as dívidas do ano todo em dia, o que sobra para o cumprimento real do projeto é muito pouco, compra-se notas frias para a prestação de contas e assim vai indo, no próximo período está apto a ter aprovado novo projeto. Não quero dizer que vossa senhoria seja um produtor cultural assim, pois não o conheço, entretanto, o que digo é a mais pura verdade, todos sabem. Não quero entrar no mérito da discussão se a comissão faz alguma coisa ou não, só gostaria que ela se armasse de mais uma obrigação para a sua atuação, a fiscalização do emprego das verbas do projeto, pois isso é uma vergonha para o Estado, só se engana a esse respeito quem quer, ou é beneficiado por essa gang de doentes crônicos que sugam os cofres públicos disfarçados de produtores culturais. Será que o termo “lumpos urbanos” é apropriado ou ainda é pouco para eles? Poderíamos chamá-los de sangue-sugas da cultura, ou medigos culturais, ou ainda parasitas da cultura. Obrigada por ter oferecido a oportunidade de eu poder expor o que sinto em relação a alguns produores cultarais, não todos é claro, pois existem alguns que de fato são reais, mas te asseguro que são poucos, bem poucos.

  18. - IP 201.23.177.197 - Responder

    Cara comentarista Nega, e esse teu nome nao eh mesmo? Em primeiro lugar o meu nome esta ai para ser pesquisado, so entrar em alguns sites de pesquisas e buscar ao meu respeito, pois nao uso pseodonimos. Ja no que diz respeito ao meu comentario ao artigo, e porque simplismente nao traduz a realidade. Concordo quando vossa senhoria diz sobre a maioria dos projetos aprovados pelo conselho estadual de cultura, bom + isso.eh uma competencia do conselho e nao da comissao de cultura da OAB. Cara comentarista ja.que tems interesse em colaborar com a cultura do Estado, e so fiscaliza e denunciar aos orgaos competentes, e caso queira algum auxilio das comissoes da OAB, provaque-as, eu nap tenho duvidas.que.essas nao vao exitar em lhe atender, ao menos no que tange as comissoes de cultura, assuntos tributarios e a caixa de.assistencia da ordem, estas presididas pelos senhores Joao Paulo Moreschi, Darius Canavarros e Leonardo Pio

  19. - IP 189.95.47.189 - Responder

    Beleza caro comentariasta, meu nome não é nega, claro, vossa senhoria é um profissional e com certeza tem mais é que usar seu nome, agora eu, sou apenas uma dona de casa indignada com tantos abusos ao dinheiro público,. Bom saber a quem recorrer em caso de chegar ao meu conhecimento que projetos aprovados com valores de oitenta, cem e cento e cinquenta mil, como tem acontecido, não passam de pequenos eventos executados às custas de doações do comércio como já vi acontecer inúmeras vezes. Vossa senhoria há de concordar que isso é uma vergonha, um desperdício da verba pública que poderia ser usada para implentar museus de arte, salas de exposições decentes, projetos culturais onde a sociedade pudesse de fato conhecer a variedade de artes matogrosseses, como literaturas, retratação de costumes antigos através do teatro e cinema e não apenas essas babaquices que sempre fazem, quadros de artes pláticas sempre dos mesmos artistas, músicas tocadas ao ar livre para pouquíssimas pessoas ouvirem e tomarem cerveja, artesanatos cópias das cópias, das cópias, e eventos festivos até de Santos, como se tem feito. Os eventos de Santos são realmente necessários, mas devem ser pagos pela igreja, ou pelos fiéis e não pela cultura. Quanto à questão de haver lobistas para fazer ponte entre o conselho, basta observar quantos sangues-sugas ficam na porta do prédio do conselho em época de votação de projetos, parecem urubus em torno de uma carniça. Mas, de qualquer forma, obrigada pela dica, vou pensar na possibilidade de estudar mais a fundo o problema e com certeza, depois de identificar alguma falcatrua buscarei ajuda das pessoas citadas por vossa senhoria, obrigada pela atenção, pois o dinheiro usado nos projetos não é do conselho mas sim nosso, dos matogrossenses em geral, não deve servir para beneficiar esse bando de parasitas que se dizem produtores culturais. Me desculpa mais uma vez ao me referir à sua classe de profissionais com tal adjetivo, vossa senhoria deve ser realmente diferente.

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