CAPITALISMO SELVAGEM: Uma revolta de trabalhadores destruiu instalações do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Colíder, entre os municípios de Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte. Um dos motivos alegados foi o descontentamento dos trabalhadores com possível não-pagamento de horas extras referentes ao trabalho na terça-feira de Carnaval

Obras de construção de usina hidrelétrica, em Colider, são marcadas por conflitos de trabalhadores com empreiteiros da obra

 

Longe daqui, aqui mesmo. Grande mídia de Mato Grosso ainda não despachou suas equipes de reportagem para reportarem, devidamente, os conflitos que estão acontecendo no canteiro de obras da usina hidrelétrica de Colider. O noticiário vem sendo filtrado pelo telefone. Quando se trata de cobrir estradeiros turísticos e eleitoreiros dos governantes de plantão, as caranavas de jornalistas se formam instantaneamente. Assessoria de deputados federais e senadores também não se deslocou para o local. Pedro Taques, por exemplo, está mais preocupado em fazer a defesa corporativa de Roberto Gurgel, sem entrar em detalhes sobre a licitação dos tablets. Espera-se, por fim, que informações mais confiáveis possam ser  trazidas pelos representantes do Ministério Público na região e sindicatos da construção civil. Confira o noticiário apurado via telefone. (EC)

Funcionários de usina são presos ao tentar fugir com R$ 36 mil de caixa

Pollyana Araújo/G1 MT

Três trabalhadores foram flagrados tentando fugir em caminhão de empresa. Eles aproveitaram momento do protesto e arrombaram caixas, segundo a PM.

Três funcionários de uma usina hidrelétrica em Colíder, a 648 quilômetros de Cuiabá, foram flagrados nesta quarta-feira (13) tentando fugir com R$ 36,6 mil após arrombamento de dois caixas eletrônicos instalados no local. A Polícia Militar de Alta Floresta, distante 800 km da capital, que atendeu a ocorrência, informou que os equipamentos foram arrombados durante protesto de mais de mil trabalhadores.

O grupo se revoltou após ser informado que trabalharia no feriado de carnaval, mas que não receberia hora extra por isso. “Eles aproveitaram o protesto, tomaram a arma do vigilante e arrombaram os caixas”, disse o policial Jair Frank. Segundo o PM, os homens foram presos quando tentavam deixar o local em um caminhão de propriedade da empresa responsável pela execução da obra.

Eles foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Alta Floresta para prestar depoimento. O dinheiro também foi apreendido. Conforme a polícia, os funcionários também cobraram melhorias nas condições de trabalho e na alimentação.

A assessoria de imprensa da Copel, responsável pela obra, informou que vai tomar todas as medidas administrativas em relação aos autores do incêndio e do arrombamento dos caixas eletrônicos. No entanto, disse que ainda não há nenhuma definição acerca de eventuais demissões de funcionários.

Além de arrombar os caixas, o grupo ateou fogo em dois ônibus, caminhões e outros veículos, bem como nos alojamentos. Devido os prejuízos e danos, a empresa disse que a obra será suspensa e que não há previsão de retorno dos serviços, pois ainda está sendo analisado os estragos causados pelos manifestantes.

Segundo a Polícia Militar de Colíder, que registrou boletim de ocorrência sobre o incêndio, os responsáveis pelo incêndio não foram identificados, pois estavam encapuzados durante o protesto.

A Copel informou ainda que os mais de 2 mil funcionários contratados para trabalhar na obra não permaneceram no local. Eles foram encaminhados para alojamentos nas cidades próximas, como Colíder e Nova Canaã do Norte.

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Canteiro é incendiado

Trabalhadores da usina atearam fogo no alojamento, refeitório, ambulatório, áreas de lazer e dezenas de carros

RODRIGO VARGAS
Diário de Cuiabá

Uma revolta de trabalhadores destruiu a maior parte das instalações do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Colíder, entre os municípios de Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte (700 quilômetros de Cuiabá).

O incidente teve início no final da noite de segunda-feira (11), se estendeu ao longo do dia seguinte e, segundo a Polícia Civil, envolveu um número estimado entre 50 e 100 operários encapuzados – alguns deles, portando armas de fogo roubadas dos seguranças da obra.

O grupo incendiou alojamentos, refeitório, ambulatório, áreas de lazer, dezenas de veículos (ônibus, camionetes e carros de passeio), além de prédios administrativos da Copel (Companhia Paranaense de Energia), concessionária da obra, e de empresas do consórcio construtor.

Dois caixas-eletrônicos, que continham cerca de R$ 500 mil, foram arrombados e saqueados. Três trabalhadores foram presos em flagrante quando tentavam fugir levando R$ 37 mil em espécie.

A Polícia investiga as causas da revolta. Um dos motivos alegados foi o descontentamento dos trabalhadores com o possível não-pagamento de horas extras referentes ao trabalho na terça-feira de Carnaval.

Por telefone ao DIÁRIO, a assessoria de imprensa da Copel negou que tenha havido anúncio ou mesmo intenção de corte no pagamento. A empresa disse que a obra foi paralisada e que, em razão da extensão dos danos, não há previsão de retomada.

Os presos foram encaminhados para Alta Floresta. O delegado Bruno Abreu, da delegacia de Nova Canaã do Norte, disse que eles serão indiciados sob suspeita de roubo armado, formação de quadrilha, incêndio e ameaça.

“Amanhã [Hoje] faremos a perícia no local para apurar o que foi destruído. E estamos ouvindo os trabalhadores para encontrar a motivação exata”, disse.

A destruição do canteiro, que abrigava 2.100 trabalhadores, lembrou episódios recentes ocorridos nos canteiros de outras usinas, como Belo Monte (PA) e Jirau (RO).

Em nota, o consórcio Colíder (liderado pelas empresas JMalucelli e CR. Almeida) disse que “segue integralmente a legislação trabalhista” e que apenas 30 operários participaram da confusão.

“É totalmente inverídica a informação de que os trabalhadores não receberiam as horas extras devidas em razão de trabalho durante o feriado.”

Quem morava nos alojamentos destruídos foi acomodado em cidades vizinhas, diz a nota. Até o fechamento desta edição, não havia registro de feridos.

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  1. - IP 187.108.190.219 - Responder

    itapeba

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