Brito dançando, no horário eleitoral, fica muito melhor


Achei bom este clipe do Carlos Brito, destacando os bairros de Cuiabá, no horário eleitoral. Enquanto a poderosa Rede Globo coloca nosso povo passivo diante da Dança dos Famosos, no programa do Faustão, vem o Brito é propõe uma contra-corrente cultural, uma espécie de consagração das periferias, uma dança em prol dos anônimos. Acho uma forma eficiente de valorizar nossas comunidades tão largadas, tão empoeiradas, onde vive um povo que espera sua hora de brilhar. E apenas espera, quando devia estar na luta, fazendo ele mesmo a sua hora e a sua vez.

Além do mais, é bem melhor ver um Carlos Brito dançante, propositivo, do que aquele Carlos Brito carola soltando fogo pelas ventas contra quem recorre às drogas e ao aborto neste Brasil de tantas desigualdades. Se pretende ser verdadeiramente cristão, Carlos Brito deveria tratar também a questão das drogas e a questão do aborto como problemas de saúde pública que na verdade o são. Não se render a um fundamentalismo que, vejam só, só serviu para vitimizar o Lúdio Cabral e favorecer o crescimento do candidato do PT, nas urnas, como uma espécie de Cristo injustamente atacado – enquanto a campanha do Brito mergulhava nas profundezas da rejeição, mergulho esse favorecido, é claro, pelas facadas do Éder Moraes e pela trairagem de Geraldo Riva com relação à campanha do PSD.

Brito dançando, no horário eleitoral, fica melhor. A Inquisição, afinal de contas, acabou há muito tempo. Aqueles tempos em que a Igreja Católica levava para a fogueira as mulheres tidas como bruxas simplesmente porque sabiam exercitar sua sexualidade acabou. E as aqueles cabeças tortas que ainda pensam que o Cristianismo existe para reprimir os desejos do corpo feminino precisam também ser superadas. Deixemos às mulheres, suas próprias escolhas. Vamos sepultar essa Bíblia rancorosa que alguns ainda insistem em erguer com as pessoas de quem discordam.

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MAIS INFORMAÇÃO

Riva critica estratégia da campanha de Brito e diz que não faltou apoio do PSD

Jonas Jozino e Valdemir Roberto
24 Horas News

Principal estrela do PSD, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legisltiva, José Geraldo Riva desmentiu nesta sexta-feira as afirmações do candidato de seu partido à prefeitura de Cuiabá, Carlos Brito, de que não estaria se empenhando de corpo e alma neste pleito eleitoral na Capital mato-grossense. Riva disse que as ações da sigla foram definidas bem antes da campanha e que o vice-governador Chico Daltro é quem está comandando a eleição em Cuiabá, enquanto que ele percorre o interior.

O presidente da Assembleia revelou ainda que sempre se colocou à disposição da campanha em Cuiabá, que o partido mostra união e coesão e que em nenhum momento foi chamado para reforçar a campanha de Brito.

“A minha função nesta eleição, em acordo com os diretórios, é a de percorrer as cidades mato-grossense, pedir votos a nossos candidatos no interior. Na capital, a coordenação ficou com o Chico Daltro e pelo que acompanho está fazendo um excelente trabalho, mantendo a união dentro do partido”, disse.

Riva lembrou que a coesão e a união no PSD é tão grande, que nos últimos dias o eleitor tem visto no horário eleitoral e nas inserções na TV e rádio o empenho dos candidatos a vereador e citou dois que buscam à reeleição e disputam o título de mais votados, Pop e Toninho de Souza. “Eles aparecem diariamente na TV, pedindo votos para Carlos Brito e mostrando suas ações enquanto vereador e deputado estadual. Isso é união”, classificou.

Quanto a sua participação na campanha de Carlos Brito, Riva disse que apesar de estar voltado mais para as eleições no interior, onde o objetivo é fortalecer o PSD e ganhar o maior número possível de prefeituras, nunca deixou de acompanhar o pleito na capital, de dar opinião e se colocar a disposição para pedir votos. “Em sempre estive a disposição e continuo à disposição para ajudar nesta batalha”, assegurou.

Critico, o presidente da Assembleia Legislativa aproveitou para analisar o atual momento da campanha, a queda nas pesquisas e disse que o erro na estratégia de Carlos Brito foram os ataques ao ex-secretário da Secopa Eder Moraes e ao adversário Lúdio Cabral na questão do aborto e liberação das drogas. “Não havia necessidade disso. O Brito ficou exposto com os ataques a Eder, que não é candidato a nada”, disse, ressaltando que é completamente contra os ataques a adversários. “Sou a favor da apresentação de propostas que venham ao encontro do povo. A população quer melhorias para a cidade, saúde, educação. O Brito deveria ter seguido outros caminhos, o de propostas. Isso acabou prejudicando seu desempenho”, avaliou.

2 Comentários

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  1. - IP 189.31.135.135 - Responder

    Enock este artigo saiu no DC no dia 22/09 passado e creio que tem relação com o seu comentário. Para a sua apreciação ou desapreciação e te desejando sempre muito Boa Sorte

    ELESBÃO MORENO DA FONSECA Anterior | Índice | Próxima

    Fraternocracia

    Nestes dias eleitoreiros bem podemos observar atitudes completamente estranhas às questões fins que são as eleições municipais. Há um descolamento do que se deve propor e o que se propõe como soluções para os problemas citadinos. Há a exacerbação, como qualidade, de amizades e alinhamento entre as esferas de poder. O que deve funcionar, no país, são as instituições e não as relações interpessoais, portanto não importa, no regime democrático, quem é mais amigo de quem nos poderes municipal, estadual e federal. O surpreendente é que em contraposição ao primeiro grupo que levantou a bandeira do alinhamento outra facção política, através de um seu representante faz veicular nos programas gratuitos que também é amigo do ex-presidente, da atual presidente e vai por esse caminho tortuoso e sem-fim.

    É necessário que, facções políticas e eleitores, tomemos consciência de que não vivemos uma fraternocracia e sim uma democracia, que pressupõe a isenção das instituições em nome dos valores e princípios maiores da nação. A certeza de que os amigos e os não amigos deverão ser atendidos pelos órgãos federal e estadual tem que ser letra viva do arcabouço jurídico da nação e os que se propõem a disputar cargos eletivos devem ser os primeiros e maiores defensores dessa condição.

    Outro caso que chama a atenção é essa tendência fundamentalista de se colocar a questão de aborto e liberação de drogas numa campanha municipal. Entende-se que é um assunto muito importante, e, por ser muito importante jamais será decidido em um município. Quando muito ilustrará campanhas e debates, sem se pretender seja o assunto principal de uma campanha municipal em que sempre prevalecerá a laicidade da nação. E é a nação, o Congresso e o Executivo nacional, que deverão decidir essa questão. Drogas é questão supranacional e aborto adentra a esfera religiosa, que nunca poderá substituir a discussão de problemas objeto de quaisquer eleições.

    Uma outra questão refere-se aos direitos dos eleitores. Há uma candidatura posta por um partido que, por não ter representatividade federal, não pode participar de debates. Ao menos foi o que se comentou e se explicou quando do primeiro debate em Cuiabá. Sem tomar partido de nenhum candidato, presume-se ser direito dos eleitores ouvir toda e qualquer proposta eleitoral, pois quem deve decidir quem ocupa a cadeira de prefeito é sua excelência, o eleitor, e este tem o direito de se informar para tomar a sua decisão. Essa censura é inadmissível com qualquer candidato de qualquer partido.

    Os candidatos de maneira geral querem resolver problemas da saúde. Esta em todas as eleições dá muito voto, basta que se fale dos seus problemas que são muitos. Talvez por isso nunca seja solucionada. As soluções quase sempre é a construção de um novo pronto-socorro. Esperemos a próxima eleição e o assunto e a solução devem ser os mesmos. Uma sugestão com matiz religiosa: porque não se ocupam as mais diversas igrejas nos mais diversos e distantes bairros da capital para que estas, com alguns pequenos incrementos, funcionem como postos de saúde.

    Naturalmente, o poder público definiria datas e horários para esses atendimentos. Desde que os candidatos se lembrem de que, nós, seres humanos, somos as soluções, poder-se-iam contratar, com o dinheiro das construções, médicos que atenderiam nesses postos avançados de saúde pública. Ao menos os procedimentos preliminares para que a população daqueles logradouros não se desloquem para as policlínicas, pronto-socorro ou ao posto de saúde mais próximo, que mais das vezes não são tão próximos assim.

    As igrejas prestariam um serviço social bem interessante e Deus que não é prisioneiro nem refém de nenhuma delas abençoa a todas. Possibilitar-se-ia uma convivência ecumênica das Igrejas, um avanço para a humanidade, um grande passo para a nossa municipalidade.

    *ELESBÃO MORENO DA FONSECA – engenheiro civil e músico

    [email protected]

  2. - IP 200.17.60.247 - Responder

    Pq que esse Carlos Brito entrou nessa eleição, se é sempre sua rejeição… Se nem os moradores do Parque Cuiabá votam nele, que dira os de outros bairros…Se brincar, nem para vereador ele ganha mais…Volta para o Tribunal de Justiça, onde está lotado. cai na real…

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