(65) 99638-6107

CUIABÁ

As lutas do povo trabalhador

PÉ QUENTE: Virada do Corinthians é também vitória de Lula

Publicados

As lutas do povo trabalhador

Nunca antes na história deste país um político fez tanto por um clube como Lula pelo time do Parque São Jorge. Cinco anos atrás, o Corinthians estava rebaixado, sem casa e sem dinheiro. Hoje, é campeão do mundo, terá seu estádio abrindo a Copa do Mundo de 2014 e ainda recebeu um patrocínio de R$ 30 milhões da Caixa Econômica Federal
247 – Há exatos cinco anos, o Corinthians, uma das equipes mais populares do País, e que tem a cara do Brasil, estava no fundo do poço. Em dezembro de 2007, a equipe do Parque São Jorge era rebaixada para a Segunda Divisão. Torcedor fanático, Lula foi provocado, cutucado nas redes sociais e ironizado, até declarar, três dias depois da degola, que seria um “torcedor militante” do time. “Quero provar que é no momento da adversidade que a gente se mostra torcedor”, disse Lula.
Depois do rebaixamento, pode-se dizer que, nunca antes na história deste país, um político fez tanto por um clube de futebol como Lula pelo Corinthians. Bem mais até do que recomendaria a prudência. Em agosto de 2010, na véspera do centenário, o clube realizou um sonho antigo e anunciou a construção do seu estádio: o Itaquerão, na zona leste de São Paulo. Naquele momento, o projeto estava orçado em R$ 335 milhões – menos da metade do custo atual.
Em 2010, o estádio saiu como uma determinação pessoal do então presidente à construtora Odebrecht. E, na festa do centenário, Lula foi coroado como um espécie de presidente honorário da República Independente do Corinthians. Ainda hoje, dois anos depois, o Itaquerão não conseguiu equacionar totalmente seu projeto financeiro. Não saiu o financiamento do BNDES, nem o do Banco do Brasil. E a proposta de venda dos “naming rights”, que daria o nome da arena a empresas privadas, não avançou diante da resistência da Globo.
Apesar das dificuldades, no entanto, a Odebrecht vem executando a construção do Itaquerão no prazo determinado pela Fifa e o estádio deverá ficar pronto a tempo de sedir a abertura da Copa do Mundo de 2014. Lula e seu pupilo Fernando Haddad, prefeito eleito de São Paulo, enxergam no projeto a oportunidade de despertar maior atenção para a Zona Leste e criar um novo pólo de desenvolvimento em São Paulo. Assim, mais do que um presente ao Corinthians, o Itaquerão seria exemplo de uma política pública voltada aos mais pobres – uma tese que ainda terá que se provar.
Além do Itaquerão, Lula quase tomou o poder na Confederação Brasileira de Futebol, nomeando Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, para o cargo de diretor de seleções e emplacando Mano Menezes no comando da equipe. Recentemente, com a queda de Mano, que será substituído por Luís Felipe Scolari, Sanchez renunciou.
De todo modo, o saldo de Lula diante da gigantesca Fiel é positivo. Cinco anos atrás, o Timão do Parque São Jorge estava falido, na segunda divisão e sem casa própria. Hoje, é campeão mundial, tem um estádio que irá abrir a Copa de 2014 e ainda recebeu um patrocínio da Caixa Econômica Federal de R$ 30 milhões.
Lula fez muito pelo Corinthians, sendo fiel ao seu estilo, ou seja, assumindo riscos que outros presidentes evitariam.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  SOCIÓLOGO CÂNDIDO GRZYBOWSKI: Por definição em lutas democráticas a gente nunca consegue tudo, mas continua a lutar para tornar possível o que parece impossível. O MST é exemplo desta tenacidade em busca do legítimo.

Propaganda
4 Comentários

4 Comments

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Alguma coisa está fora da ordem

RICARDO BERTOLINI: Inflação alta, salário mínimo desvalorizado e tributação injusta

Publicados

em

Por

Bertolini

Inflação alta, salário mínimo desvalorizado e tributação injusta

Ricardo Bertolini

A política de valorização do Salário Mínimo, que vigorou de 2011 a 2019, tinha a missão de repassar uma parcela da riqueza nacional aos trabalhadores de baixa renda, e que consequentemente, recebem Salário Mínimo. Nesse período, o governo assumiu o compromisso de reajustar o Salário Mínimo de acordo com o índice inflacionário oficial, acrescido do percentual de variação positiva do Produto Interno Bruto – PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país;

Essa promessa de valorização do Salário Mínimo foi abandonada pelo governo, no entanto esperava-se a manutenção do compromisso de reajustar o Salário Mínimo de acordo com a variação do índice inflacionário oficial;

Dados divulgados pelo IBGE, nos dão conta que a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no período de 2020, fechou com alta de 4,52%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para reajustar o Salário Mínimo registrou alta de 5,45%;

No entanto, o governo reajustou o Salário Mínimo para R$ 1.100,00, aplicando índice de 5,26%. Em outras palavras, o reajuste do Salário Mínimo não cobre nem a inflação oficial;

Segundo dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, com um Salário Mínimo é possível comprar cerca de 1,58 cestas básicas, que custam, em média, R$ 696,70, composta por 13 itens alimentícios, base para cálculo do Salário Mínimo, necessário para sobrevivência de um trabalhador e de sua família. O valor é considerado o pior Salário Mínimo dos últimos 15 anos, justamente pelo menor poder de compra de alimentos, que variaram 14,09% contra os 5,26% de reajuste concedido para o mesmo período;

Segundo o DIEESE, o valor do Salário Mínimo deveria ser de R$ 5.304,90, para uma família de 4 pessoas, dois adultos e duas crianças. No entanto, nem o governo nem a iniciativa privada se dizem capazes de garantir ou mesmo suportar valores nesses patamares;

Não é demais enfatizar que, para as famílias de baixa renda, os efeitos da inflação são sentidos com mais intensidade. Vejamos os exemplos das altas do óleo de soja e o arroz, que para o mesmo período, tiveram aumentos de 103% e 76% respectivamente;

Não bastasse as perdas inflacionárias e a redução do Salário Mínimo, a tributação injusta também afeta os mais pobres. Veja a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, por exemplo: a não correção da tabela de tributação da renda gerou uma cobrança de imposto de renda acima da inflação de 103% dos trabalhadores. Segundo estudos do SINDIFISCO NACIONAL, no período compreendido entre 1996 e 2020, o IPCA acumulou alta de 346,69% e a tabela de Imposto de Renda foi reajustada em 109,63%. Em 24 anos, somente nos anos de 2002, 2005, 2006, 2007 e 2009 a correção da tabela ficou acima da inflação, sendo que a última atualização aconteceu em 2015. Com essa política de não atualização da tabela, salários a partir de R$ 1.903,98 já pagam imposto de renda;

Se a tabela do imposto de renda fosse reajustada conforme a inflação oficial, ganhos até R$ 4.022,89 não pagariam o imposto. Segundo dados da Receita Federal do Brasil – RFB, o número de declarantes isentos seriam mais de 21,5 milhões de pessoas, dobrando o número atual;

E ainda tem a questão da tributação centrada no consumo, o que faz com que as famílias de menor renda, paguem mais impostos proporcionalmente, do que as famílias das classes mais altas e maior potencial econômico;

Cancelamentos de matrículas, migração para ensino público, perdas de planos de saúde, trabalhos informais e aumento de número de desempregados, contribuirá para formação de uma enorme demanda social, pois os brasileiros estão mais pobres, sem empregos dignos e alimentação superonerosa;

Analisando esse cenário, chegamos à conclusão que estamos caminhando para obter o resultado da seguinte equação:

Inflação alta

+

Salário Mínimo desvalorizado

+

Tributação injusta

=

Aumento da Desigualdade Social.

Ricardo Bertolini, Fiscal de Tributos Estaduais, diretor da FENAFISCO – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital e do SINDIFISCO-MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Verba para pesquisa de vacina nacional é prioridade, diz secretário
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA