(65) 99638-6107

CUIABÁ

Brasil, mostra tua cara

Mandetta diz que ciência balizou suas decisões à frente do ministério

Publicados

Brasil, mostra tua cara


Em depoimento à CPI da Pandemia do Senado, nesta terça-feira (4), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta ressaltou que a ciência foi um dos principais critérios usados por ele para a tomada de decisões em relação ao novo coronavírus (covid-19). Antes de responder às primeiras perguntas do dia, feitas pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o ex-ministro da Saúde fez um balanço de sua gestão, ressaltando todas as medidas que sua pasta tomou no início da pandemia.

Segundo Mandetta, sob seu comando a pasta foi conduzida sob três pilares: a defesa intransigente da vida, de que nenhuma vida seria desvalorizada; a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) como meio para agir durante a pandemia e a ciência como elemento de decisão.

Relator

Já durante a fase de perguntas, Mandetta rechaçou declarações do relator de que no início da pandemia o Ministério da Saúde tivesse orientado pacientes a buscar serviços de saúde apenas quando tivessem sintomas severos como falta de ar. “Isso não foi verdade. Estávamos no mês de fevereiro, janeiro. Não havia um caso registrado no país. As pessoas estavam com sensação de insegurança, pânico, porque viam o que estava acontecendo na China, Itália com lockdown. As pessoas procuravam hospitais para fazer testes e 99,999% eram de outros casos e 0,0001% era de vírus”, disse.

Leia Também:  GARÇOM, MAIS UMA!: Nunca um país dependeu tanto de um produto como o Brasil dependerá, neste duro ano de 2015, da cerveja. Calor insuportável, falta d’água, aumento de impostos e juros, mídia mais histérica que nunca, obras de infra-estrutura perdendo ritmo, Petrobrás sob fortíssimo ataque especulativo, governo calado, presidenta calada, comunicação pública desastrosa. Não fosse a cerveja, a turma que se arrisca a pensar um pouco sobre a política brasileira, já teria saltado do barco há tempos. (Leia a análise do blogueiro Miguel do Rosário)

Mandetta lembrou que o Brasil começou a registrar transmissão comunitária do vírus depois de 24 de março. “No momento de viroses, a orientação é observar, não se aglomerar no hospital. É uma guerra de narrativas”, acrescentou.

Insumos

Perguntado sobre o planejamento para compra de insumos como kits intubação, Mandetta disse que à época de sua gestão foi feita a lista de tudo que era necessário para tratamento da doença, mas que enfrentou dificuldades por causa da alta demanda no mercado internacional. “Sabíamos sobre kit intubação. Esses materiais tiveram aumento expressivo na Europa e Estados Unidos. Houve monitoramento. Procuramos antecipar os problemas. Tínhamos dificuldade de ter os kits. A Fiocruz dependia de reagentes internacionais. O mercado estava convulsionado, mas as medidas foram tomadas. Iniciamos o processo de compra de 24 milhões de kits, mas não pudemos fazer. Fui exonerado e não pudemos fazer todo o plano: testagem, reparar, monitorar, evitar a transmissão”, justificou.

Testagem

Calheiros quis saber a razão do Brasil não ter tido testagem em massa no início da pandemia. Mandetta disse que em março de 2020 foi iniciado o processo de compra de 24 milhões de testes. “Depois fui exonerado e então soube que a estratégia da testagem em massa não foi utilizada. Era a nossa estratégia para diminuir o índice de transmissão”, disse.

Leia Também:  NAJAR TURBINO: Agronegócio mente historicamente ao dizer que combate a fome pois sempre prejudicou a agricultura familiar. Pequenos agricultores continuam sendo as pessoas mais pobres do planeta

Para as testagens nos estados e municípios, o ex-ministro disse que a ideia era testar, bloquear contágios e tratar os pacientes na atenção primária, ampliando a rede de atendimento hospitalar. “Vimos pararem muitas coisas e não colocarem nada no lugar. A testagem é uma delas”, afirmou.

Respiradores

Também em resposta ao relator da CPI, o ex-ministro da Saúde defendeu que as ações da pasta foram suficientes para apoiar os entes federativos na primeira onda da covid-19. “Passamos a primeira onda sem desassistência aos estados. Gradativamente, os estados e municípios fizeram ações complementares”, disse. 

Mandetta disse ainda que foram compramos 15 mil respiradores para todo o território nacional. “Quando todos queriam comprar de forma desorganizada, tinha briga entre estados, empresas vendendo mais que a capacidade de entrega. Nós fizemos monitoramento e são esses respiradores que seguram até hoje a epidemia. Os 15 mil foram entregues”, disse.

Edição: Fernando Fraga

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Brasil, mostra tua cara

Bolsonaro participa de manifestação de agricultores e religiosos

Publicados

em


O presidente Jair Bolsonaro participou de manifestação promovida por agricultores e religiosos hoje (15) à tarde na Esplanada dos Ministérios. Em discurso em cima de um carro de som, ele defendeu a aprovação do voto impresso nas eleições de 2022, cuja proposta de emenda à Constituição (PEC) teve a comissão especial instalada na última quinta-feira (13) na Câmara dos Deputados.

O presidente também defendeu o afrouxamento das medidas de restrição social impostas por governadores e prefeitos para enfrentar a pandemia de covid-19. Bolsonaro sobrevoou a Esplanada dos Ministérios de helicóptero, voltou ao Palácio do Planalto e foi para o meio dos apoiadores montado a cavalo. Ele estava acompanhado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e de seguranças.

Antes de subir no trio elétrico, Bolsonaro cumprimentou apoiadores. Mais cedo, o presidente tinha almoçado no Centro de Tradições Gaúchas de Brasília, com representantes do agronegócio que organizaram o protesto.

Edição: Aline Leal

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Em carta , deputado federal reeleito pelo PSOL do Rio, Jean Wyllys declara apoio à reeleição de Dilma e destaca que o tucano Aécio Neves representa um retrocesso: “conservadorismo moral, política econômica ultra-liberal, menos políticas sociais e de inclusão, mais criminalização dos movimentos sociais, mais corrupção (sim, ao contrário do que sugere parte da imprensa, o PT é um partido menos enredado em esquemas de corrupção que o PSDB), mais repressão à dissidência política e menos direitos civis”
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA